Mostrando postagens com marcador PACIÊNCIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PACIÊNCIA. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de fevereiro de 2012

DEPOIS ENTENDERÁS

  

   "Paciência na vida é a força que te guarda.
   Ninguém serve ou se educa sem saber suportar. A dor que te acompanha é o buril que te apura.
   O amor de sacrifício é o degrau que te eleva. Deus age em toda parte construindo o melhor.
   Serve com paciência, depois entenderás."
     EMMANUEL

sábado, 28 de maio de 2011

CALMA

    Se você está no ponto de estourar mentalmente silencie alguns instantes para pensar. Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranqüilidade traz o pior.
    Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
    Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é uma bomba atrasada, lançando caso novo.
    Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos. Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
    Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo. Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
   Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar.
    Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma,
pedindo o serviço por solução.


Espírito: ANDRÉ LUIZ   Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "O Espírito da Verdade" - Edição FEB

domingo, 8 de maio de 2011

ORAÇÃO E ATENÇÃO

Você orou e pediu.
Agora, importa que se desfaça de quaisquer inquietações e asserene o íntimo para recolher as respostas da Divina Providência.
É desnecessário esperar demonstrações espetaculares para se certificar quanto às indicações do Alto. O sol não precisa descer ao campo para aquecer o talo de erva que lhe aguarda o calor, uma vez que lhe basta a mobilização dos próprios raios. Do mesmo modo, Deus conta com milhões de mensageiros que Lhe executam os Excelsos Desígnios.
Ore e peça, mas em seguida preste atenção.
Algo virá por alguém ou por alguma coisa para lhe doar, na essência, as informações ou os avisos que solicita. Em muitas circunstâncias, a advertência ou o conselho vem no verbo de um amigo. Ou então na página de um livro, em uma nota singela da imprensa ou mesmo em um simples cartaz que esteja em seu caminho.
Mais do que isso, com frequência, a resposta a suas preces e necessidades vem mediante seus próprios sentimentos e raciocínios.
Deus sempre responde. Seja nas mensagens inarticuladas da natureza, na troca de confidências com uma pessoa amiga, nas emoções que surgem profundas de seu peito.
O convite é invariavelmente para a observância do bem eterno, na forma do cumprimento do dever.
Ao ensinar a orar, Jesus realçou a importância de se afinar com os propósitos superiores da vida. Tanto que afirmou: Santificado seja o Seu nome, venha a nós o Seu reino e seja feita a Sua vontade, assim na Terra como nos céus.
Dando ênfase ao problema da atenção, recomendou que se buscasse um lugar íntimo para o serviço da prece. Ele mesmo demandava a solidão para comungar com a Infinita Sabedoria. Em se tratando de louvores e rogativas ao Senhor da vida, convém recordar os exemplos de Jesus.
Não cabem dúvidas de que Deus atende constantemente. Contudo, é imprescindível fazer silêncio no mundo íntimo. Impõe-se esquecer desejos, exigências e medos, para ouvir a resposta Celeste. Mais importante ainda é estar disposto a aceitar as orientações recebidas.
A Divina Providência sempre se posiciona em seu favor, ainda que você não consiga entender de pronto. Por vezes, deseja ver atendidos alguns desejos muito caros ao seu coração. Por conta disso, tende a ignorar alertas sobre a impropriedade do que almeja. Talvez queira facilidades que o exporiam a tentações bastante perigosas. Ou anele por entretecer relações com pessoas cujo convívio não lhe seria positivo. Nesse estado de espírito, necessitará de humildade para reconhecer a orientação Divina e aceitá-la. Entretanto, a submissão aos Desígnios Cósmicos o livrará de dores e decepções desnecessárias. Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXIV, do livro Coragem, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.


domingo, 24 de abril de 2011

A ti mesmo deves prometer...


1 - Ser tão forte que nada seja capaz de perturbar a paz de sua mente;


2 - Falar a todos quanto encontrares, de felicidade, de saúde e de prosperidade;


3 - Ser tão justo e tão entusiasta a respeito do êxito dos outros, quanto o és em relação ao teu próximo;


4 - Esquecer os erros do passado e concentrar as tuas energias nas grandes conquistas do futuro;


5 - Dar a todos os teus amigos a impressão de que possuem valor;


6 - Pensar somente no melhor, trabalhar unicamente pelo melhor e contar exclusivamente com o melhor;


7 - Ter a firme convicção de que o mundo está ao seu lado enquanto te mantiveres fiel ao que de melhor em ti existe;


8 - Antes de falar, pensa cuidadosamente se o que vais dizer é verdadeiro, bom e útil; e se carece destas três qualidades, abstem-se de o dizeres;


9 - Manter sempre um semblante alegre, oferecendo um sorriso para todas as criaturas que encontrares no teu caminho;


10 - Aplicar tanto tempo no melhoramento de ti mesmo que não te sobre um único momento para criticar os outros;


11 - Ser demasiado grande para te afligires, demasiado nobre para te irritares, demasiado forte para que te invada o temor, demasiado feliz para sentires contrariedades;


12 - Ter excelente opinião de ti mesmo e proclamar isso ao mundo, não com altissonantes palavras senão com grandes obras.

domingo, 3 de abril de 2011

JAPÃO - Monja Coen

      A monja Coen, que mora em São Paulo no Templo Busshinji, explica porque os
japoneses estão surpreendendo o mundo com seu modo de fazer face às dificuldades.

     "Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
     Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
    Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las. Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
     Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.  Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.
     Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água. Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte. Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
      Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem. Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas. O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
      Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
     Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.
      Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
     Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente. Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.
      Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
      Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar. Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer: todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas. Mãos em prece (gassho),

     Monja Coen

* Monja Coen Sensei, nascida Cláudia Dias Baptista de Souza, é uma monja zen budista brasileira e é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista criada em 2001 com sede em Pacembu, São Paulo. Criada no Cristianismo, dedicou-se para estudar no Zen Center of Los Angeles em 1983, logo depois partindo para ao Japão e convertendo-se à tradição budista no Convento Zen Budista de Nagoia. Antes de ser religiosa foi repórter em diversos jornais do Brasil.
     De volta à São Paulo, em 1995, liderou atividades no Templo Busshinji tornando-se a primeira mulher e a primeira monja de descendência não-japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil por um ano. Livros publicados: Viva Zen: reflexões sobre o instante e o caminho e Sempre Zen: aprender, ensinar, ser.

sábado, 2 de abril de 2011

TRAÇOS DA IMPACIÊNCIA

     No campo da alma, a paciência é um dos dispositivos de ação capaz de auxiliar-nos na realização de preciosas tarefas, tais quais sejam:  
     * Suportar dificuldades, sem desistir do serviço a fazer;
     * Promover, sem alarde, o socorro preciso aos companheiros necessitados;
     * Tolerar os cooperadores de temperamento difícil, sem recorrer a advertências inoportunas;
     * Aguentar injúrias, sem transmití-las à sensibilidade dos outros;
     * Fazer o bem, abstendo-nos de provocar elogios e recompensas;
     * Substituir qualquer irmão impedido de exercer as funções que lhe são próprias, na equipe de trabalho em que se interege, sem cobrar-lhe qualquer tributo de reconhecimento;
     * Liquidar os problemas de experiência comum, à custa do esforço próprio, evitando incomodar a quem quer que seja.

     Em suma, quando se fala de paciência, invoca-se a presença de alguém que se dispôem a trabalhar e a servir., sem a mínima idéia que a paiência possa ser uma cadeira de balanço para refúgio da inércia.
                EMMANUEL, psicografado por Chico Xavier - Livro: Convivência