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sábado, 22 de novembro de 2014

COMPAIXÃO


sábado, 27 de abril de 2013

    O que era para ser unicamente uma atitude pessoal ganhou o mundo graças a uma turista do Arizona que registrou com a câmera de seu celular e postou no Facebook a imagem de um ser humano agindo com humanidade. Estranho mundo esse nosso...
    O que deveria ser corriqueiro casou espanto e admiração...
Foram mais de 400.000 compartilhamentos.

   O que era para ser unicamente uma atitude
                                                          pessoal ganhou
                                                          o mundo graças
                                                          a uma turista
                                                          do Arizona que
                                                          registrou com
                                                          a câmera de
                                                          seu celular e
                                                          postou no
                                                          Facebook a
                                                          imagem de um
                                                          ser humano
                                                          agindo com
                                                          humanidade.
                                                          Estranho mundo
                                                          esse nosso...
                                                          O que deveria
                                                          ser
                                                          corriqueiro
                                                          casou espanto
                                                          e admiração...
                                                          Foram mais de
                                                          400.000
                                                          compartilhamentos.
                                                          Tudo começou
                                                          quando o Larry
                                                          DePrimo um
                                                          policial de
                                                          Nova York de
                                                          25 anos fazia
                                                          sua ronda
                                                          normal pela 7º
                                                          Avenida na
                                                          altura da Rua
                                                          44... DePrimo,
                                                          observou
                                                          sentado numa
                                                          calçada um
                                                          morador de rua
                                                          que tremia de
                                                          frio... Sem
                                                          ter com que se
                                                          cobrir e
                                                          descalço o
                                                          homem tentava
                                                          se aquecer
                                                          mantendo-se
                                                          encolhido e
                                                          silencioso.
                                                          Diante da
                                                          cena, o jovem
                                                          policial se
                                                          aproximou
                                                          olhou, deu
                                                          meia volta,
                                                          entrou uma
                                                          loja e com o
                                                          dinheiro que
                                                          carregava em
                                                          seu bolso,
                                                          comprou um par
                                                          de meias
                                                          térmicas e uma
                                                          bota de
                                                          inverno –
                                                          gastou 75
                                                          dólares. De
                                                          volta à
                                                          presença do
                                                          morador de
                                                          rua, DePrimo,
                                                          lhe entregou
                                                          as meias e as
                                                          botas. O
                                                          homem, segundo
                                                          DePrimo, deu
                                                          um sorriso de
                                                          orelha a
                                                          orelha e lhe
                                                          disse: “Eu
                                                          nunca tive um
                                                          par de sapatos
                                                          em toda a
                                                          minha vida”.
                                                          No entanto, o
                                                          gesto não se
                                                          conclui na
                                                          entrega do
                                                          presente...
                                                          Percebendo que
                                                          o morador de
                                                          rua tinha
                                                          dificuldade em
                                                          se mover, o
                                                          policial se
                                                          agachou,
                                                          colocou as
                                                          meias, as
                                                          botas, amarrou
                                                          os cadarços e
                                                          pergunto:
                                                          ficou bom? A
                                                          resposta foram
                                                          dois olhos
                                                          felizes,
                                                          lagrimejados e
                                                          um novo
                                                          sorriso. Ao se
                                                          despedir,
                                                          DePrimo
                                                          perguntou se o
                                                          homem queria
                                                          um copo de
                                                          café e algo
                                                          para comer...
                                                          “Ele me olhou
                                                          e cortesmente
                                                          declinou a
                                                          oferta. Disse
                                                          que eu já
                                                          havia feito
                                                          muito por
                                                          ele”. Aqui
                                                          deveria ser o
                                                          fim da cena. O
                                                          pano cairia e
                                                          todos iriam
                                                          para casa...
                                                          Mas não foi.
                                                          Jennifer
                                                          Foster, autora
                                                          da foto, foi
                                                          para casa
                                                          abriu seu
                                                          computador e
                                                          postou em sua
                                                          página a foto
                                                          e escreveu o
                                                          seguinte
                                                          texto,
                                                          dirigido ao
                                                          Departamento
                                                          de Policia de
                                                          Nova York.
                                                          “Hoje, me
                                                          deparei com a
                                                          seguinte
                                                          situação.
                                                          Caminhava pela
                                                          cidade e vi um
                                                          homem sentado
                                                          na rua com
                                                          frio, sem
                                                          cobertor e
                                                          descalço.
                                                          Aproximei-me e
                                                          justamente
                                                          quando ia
                                                          falar com ele,
                                                          surgiu por
                                                          trás de mim um
                                                          policial de
                                                          seu
                                                          departamento.O
                                                          policial
                                                          disse: ‘tenho
                                                          umas botas
                                                          tamanho 12
                                                          para você e
                                                          umas meias. As
                                                          botas servem
                                                          para todo tipo
                                                          de clima.
                                                          Vamos
                                                          colocar’?”
                                                          “Afastei-me e
                                                          fiquei
                                                          observando. O
                                                          policial se
                                                          abaixou,
                                                          calçou as
                                                          meias no
                                                          homem, as
                                                          botas e
                                                          amarrou seus
                                                          cadarços.
                                                          Falou alguma
                                                          coisa a mais
                                                          que não
                                                          entendi,
                                                          levantou e
                                                          falou,
                                                          cuide-se”.
                                                          “Ele foi
                                                          discreto, não
                                                          fez aquilo
                                                          para chamar a
                                                          atenção, não
                                                          esperou
                                                          reconhecimento,
                                                          apenas fez”.
                                                          “Se foi sem
                                                          perceber que
                                                          eu o olhava e
                                                          que havia
                                                          fotografado a
                                                          cena. Pena, me
                                                          faltou coragem
                                                          para me
                                                          aproximar, lhe
                                                          estender a mão
                                                          e dizer
                                                          obrigado por
                                                          me fazer crer
                                                          que a policia
                                                          que sonho é
                                                          possível”.
                                                          “Bem, digam a
                                                          ele isso por
                                                          mim”. Jennifer
                                                          Foster. Em
                                                          poucas horas,
                                                          o texto e a
                                                          foto de
                                                          Jennifer
                                                          pipocaram por
                                                          todo o
                                                          território
                                                          americano e
                                                          por boa parte
                                                          do mundo.
                                                          Larry DePrimo,
                                                          soube por um
                                                          colega que lhe
                                                          telefonou para
                                                          contar...
                                                          Quando voltou
                                                          ao trabalho e
                                                          se preparava
                                                          para sair às
                                                          ruas foi
                                                          chamado por
                                                          seus
                                                          superiores,
                                                          ouviu um
                                                          elogio,
                                                          recebeu
                                                          abraços de
                                                          seus
                                                          companheiros e
                                                          quando seu
                                                          chefe lhe
                                                          disse que o
                                                          departamento
                                                          iria lhe
                                                          ressarcir o
                                                          dinheiro gasto
                                                          de seu próprio
                                                          bolso, Larry
                                                          recusou e
                                                          disse: “Não
                                                          senhor,
                                                          obrigado. Com
                                                          meu dinheiro,
                                                          faço coisas
                                                          nas quais
                                                          acredito”.
                                                          Fonte:
                                                          Elmundo.es/Nueva
                                                          York e
                                                          Newsday. 

   Tudo começou quando o Larry DePrimo um policial de Nova York de 25 anos fazia sua ronda normal pela 7º Avenida na altura da Rua 44. DePrimo, observou sentado numa calçada um morador de rua que tremia de frio. Sem ter com que se cobrir e descalço o homem tentava se aquecer mantendo-se encolhido e silencioso.
    Diante da cena, o jovem policial se aproximou olhou, deu meia volta, entrou uma loja e com o dinheiro que carregava em seu bolso, comprou um par de meias térmicas e uma bota de inverno – gastou 75 dólares. De volta à presença do morador de rua, DePrimo, lhe entregou as meias e as botas.
    O homem, segundo DePrimo, deu um sorriso de orelha a orelha e lhe disse: “Eu nunca tive um par de sapatos em toda a minha vida”.
    No entanto, o gesto não se conclui na entrega do presente. Percebendo que o morador de rua tinha dificuldade em se mover, o policial se agachou, colocou as meias, as botas, amarrou os cadarços e pergunto: ficou bom? A resposta foram dois olhos felizes, lagrimejados e um novo sorriso.
     Ao se despedir, DePrimo perguntou se o homem queria um copo de café e algo para comer. “Ele me olhou e cortesmente declinou a oferta. Disse que eu já havia feito muito por ele”.
     Aqui deveria ser o fim da cena. O pano cairia e todos iriam para casa. Mas não foi.
   Jennifer Foster, autora da foto, foi para casa abriu seu computador e postou em sua página a foto e escreveu o seguinte texto, dirigido ao Departamento de Policia de Nova York.

    “Hoje, me deparei com a seguinte situação. Caminhava pela cidade e vi um homem sentado na rua com frio, sem cobertor e descalço. Aproximei-me e justamente quando ia falar com ele, surgiu por trás de mim um policial de seu departamento.O policial disse: ‘tenho umas botas tamanho 12 para você e umas meias. As botas servem para todo tipo de clima. Vamos colocar’? Afastei-me e fiquei observando. O policial se abaixou, calçou as meias no homem, as botas e amarrou seus cadarços. Falou alguma coisa a mais que não entendi, levantou e falou, "cuide-se”.
    Ele foi discreto, não fez aquilo para chamar a atenção, não esperou reconhecimento, apenas fez. Se foi sem perceber que eu o olhava e que havia fotografado a cena. Pena, me faltou coragem para me aproximar, lhe estender a mão e dizer obrigado por me fazer crer que a policia que sonho é possível. Bem, digam a ele isso por mim”.
    Jennifer Foster.

    Em poucas horas, o texto e a foto de Jennifer pipocaram por todo o território americano e por boa parte do mundo. Larry DePrimo, soube por um colega que lhe telefonou para contar. Quando voltou ao trabalho e se preparava para sair às ruas foi chamado por seus superiores, ouviu um elogio, recebeu abraços de seus companheiros e quando seu chefe lhe disse que o departamento iria lhe ressarcir o dinheiro gasto de seu próprio bolso, Larry recusou e disse: “Não senhor, obrigado. Com meu dinheiro, faço coisas nas quais acredito”.
    Recebido por e-mail de Maísa Mazetto

quinta-feira, 8 de março de 2012

AME SEU INIMIGO

   "Vocês ouviram o que foi dito: 'Ame seu próximo e odeie seu inimigo.' Eu, porém, lhes digo: amem seus inimigos, abençoem aqueles que os amaldiçoam, façam o bem àqueles que os odeiam e orem por aqueles que rancorosamente os usam e os perseguem. Assim vocês se tornarão filhos do Pai que está no céu: porque ele faz o sol nascer sobre os maus e os bons, e a chuva cair sobre os justos e os injustos."

   Muitas pessoas rezam a Deus porque querem que Ele satisfaça algumas de suas necessidades. Se elas querem fazer um piquenique, pedem a Deus que lhes dê um dia claro e ensolarado. Ao mesmo tempo, os agricultores poderão estar rezando para pedir chuva. Se o tempo ficar bom, as pessoas que querem fazer o piquenique dirão: "Deus está do nosso lado; Ele atendeu às nossas preces." Mas, se chove, os fazendeiros dirão que Deus ouviu as preces deles. É dessa maneira que costumamos rezar.
   Quando você reza apenas pelo seu piquenique, e não pelos fazendeiros que precisam de chuva, está fazendo o oposto do que Jesus ensinou. Jesus disse: "Amem seus inimigos, abençoem aqueles que os amaldiçoam." Se você examinar profundamente sua raiva, perceberá que o indivíduo que você chama de inimigo também está sofrendo. Tão logo você compreende esse fato, a capacidade de aceitar e ter compaixão por essa pessoa passa a estar presente. Jesus chamou essa atitude de "amar seu inimigo". Quando você é capaz de amar seu inimigo, ele deixa de ser seu inimigo. A idéia de "inimigo" desaparece e é substituída pela noção de alguém que está sofrendo e precisa de compaixão.
   Fazer isso às vezes é mais fácil do que você poderia imaginar, mas é preciso praticar. Ler a Bíblia sem praticar não é muito proveitoso. No budismo, praticar os ensinamentos de Buda é a forma mais elevada de prece. O Buda disse: "Se alguém estiver numa margem e quiser ir para a outra, terá de usar um barco ou atravessar o rio a nado. Ele não pode simplesmente rezar: 'Oh, outra margem, por favor venha até aqui para que eu possa caminhar sobre você!'" Para um budista, rezar sem praticar não implica a verdadeira prece.
   Na América Latina, os teólogos da libertação falam da preferência ou "opção" de Deus pelos pobres, pelos oprimidos e pelos marginalizados. Mas não acho que Deus queira que tomemos partido, mesmo que seja o dos pobres. Os ricos também sofrem, em muitos casos mais do que os pobres! Eles podem ter riquezas materiais, mas muitos são espiritualmente pobres e sofrem bastante. Conheci pessoas ricas e famosas que acabaram cometendo suicídio. Estou certo de que aqueles que possuem um elevado grau de entendimento serão capazes de enxergar o sofrimento tanto dos pobres quanto dos ricos.
   Deus abraça tanto os ricos quanto os pobres, e ele quer que eles se compreendam uns aos outros, que compartilhem uns com os outros seu sofrimento e sua felicidade e que trabalhem juntos pela paz e pela justiça social. Não precisamos tomar partido. Quando o fazemos, interpretamos erroneamente a vontade de Deus. Sei que algumas pessoas poderão usar estas palavras para prolongar a injustiça social, mas isso será abusar do que estou dizendo. Temos de descobrir as verdadeiras causas da injustiça social e, quando descobrirmos, não condenaremos certo tipo de pessoas. Perguntaremos: por que a situação dessas pessoas permaneceu assim? Todos temos o poder do amor e do entendimento. Estas são nossas melhores armas. Qualquer resposta dualista ou qualquer reação motivada pela raiva só tornará pior a situação.
   Quando nos acostumamos a examinar as questões em profundidade, temos o insight do que devemos e não devemos fazer para que a situação mude. Tudo depende da nossa maneira de ver as coisas. A existência do sofrimento é a Primeira Nobre Verdade ensinada pelo Buda, e as causas do sofrimento são a segunda. Quando examinamos profundamente a Primeira Verdade, descobrimos a segunda. Depois de enxergarmos a Segunda Verdade, veremos a seguinte, que é o caminho da libertação. Tudo depende de compreendermos toda a situação.

   Uma vez que o façamos, nosso estilo de vida se modificará de acordo com isso e nossas ações jamais ajudarão os opressores a fortalecer sua posição. Examinar profundamente uma questão não significa ser inativo. Nós nos tornamos muito ativos com nosso entendimento. Não violência não significa não-ação. Não-violência significa agir com amor e compaixão.

   Antes de o monge vietnamita Thich Quang Duc queimar-se vivo em 1963, ele meditou durante várias semanas e depois escreveu cartas muito carinhosas para seu governo, sua igreja e seus colegas monges e monjas explicando por que ele havia tomado aquela decisão. Quando somos motivados pelo amor e pela disposição de ajudar outras pessoas a alcançar o entendimento, até o auto-sacrifício pode ser um ato de compaixão. Quando Jesus se permitiu ser crucificado, Ele estava agindo da mesma maneira, motivado pelo desejo de despertar as pessoas, de restaurar o entendimento e a compaixão e de salvar as pessoas.

    Quando estamos motivados pela raiva ou discriminação, mesmo que ajamos exatamente da mesma maneira, estaremos fazendo o oposto. Quando lemos as cartas de Thich Quang Duc, percebemos com extrema clareza que ele não estava motivado pelo desejo de se opor ou de destruir, e sim pelo desejo de se comunicar. Quando estamos presos numa guerra na qual as grandes potências possuem armas enormes e o controle total dos meios de comunicação, temos de fazer algo realmente extraordinário para nos fazermos ouvir. Sem termos acesso ao rádio, à televisão ou à imprensa, precisamos criar novas maneiras de ajudar o mundo a compreender a situação em que estamos. O auto-sacrifício pode ser uma dessas maneiras. Se o fizermos por amor, estaremos agindo de um modo bastante semelhante ao de Jesus na cruz e de Gandhi na Índia. Gandhi jejuou não com raiva, e sim com compaixão; não somente por seus compatriotas, mas também pelos ingleses. Esses grandes homens sabiam que é a verdade o que nos liberta, e fizeram todo o possível para tornar a verdade conhecida.

   As práticas budista e cristã são as mesmas - tornar a verdade conhecida, a verdade sobre nós mesmos, sobre nossos irmãos, sobre nossa situação. Esta é a tarefa dos escritores, dos pregadores, dos meios de comunicação e também dos praticantes. Praticamos diariamente examinando profundamente a nós mesmos e a situação dos nossos irmãos. Se praticamos sem ter consciência de que o mundo está sofrendo, de que crianças estão morrendo de fome, de que a injustiça social reina em toda parte, não estamos exercendo a prática da mente alerta. Estamos apenas tentando escapar. Mas a raiva não é suficiente. Jesus disse que devemos amar nosso inimigo.

    "Pai, perdoai-os, porque eles não sabem o que fazem." Este ensinamento nos ajuda a saber como olhar para o indivíduo que julgamos ser a causa do nosso sofrimento. Se nos acostumarmos a examinar profundamente a situação e o que fez com que ele se tornasse o que é agora, e se nos visualizarmos nascendo na condição dele, talvez possamos perceber que poderíamos nos ter tornado exatamente como ele. Quando fazemos isso, a compaixão surge naturalmente em nós, e compreendemos que a outra pessoa deve ser ajudada, e não punida. Nesse momento, nossa raiva se transforma na energia da compaixão. De repente, aquele a quem vínhamos chamando de inimigo torna-se nosso irmão. Este é o verdadeiro ensinamento de Jesus. Examinar profundamente uma questão é uma das maneiras mais eficazes de transformar nossa raiva, nossos preconceitos e nossa discriminação. Praticamos não apenas como indivíduos, mas também como grupo.

    No budismo, falamos da salvação através do entendimento. Percebemos que é a falta de compreensão que gera o sofrimento. O entendimento é o poder capaz de nos libertar. É a chave que pode abrir a porta da prisão do sofrimento. Se não praticarmos o entendimento, não estaremos aproveitando o mais poderoso instrumento para libertar a nós mesmos e outros seres humanos do sofrimento.

   O verdadeiro amor só é possível com o verdadeiro entendimento. A meditação budista - parar, acalmar-se e examinar profundamente - visa nos ajudar a compreender melhor as coisas. Em cada um de nós existe uma semente do entendimento. Essa semente é Deus. Ela também é o Buda. Se você duvidar da existência dessa semente, estará duvidando de Deus e de Buda. Quando Gandhi disse que o amor é a força libertadora, ele quis dizer que temos de amar nosso inimigo. Mesmo que nosso inimigo seja cruel, mesmo que esteja nos oprimindo, semeando o terror e a injustiça, temos de amá-lo. Esta é a mensagem de Jesus. Mas como podemos amar nosso inimigo? Existe apenas uma maneira compreendê-lo. Temos de entender por que ele é como é, como veio a ser assim, por que não vê as coisas do modo como nós vemos. Compreender uma pessoa nos confere o poder de amá-la e aceitá-la. E, no momento em que nós a amamos e aceitamos, ela deixa de ser nossa inimiga. É impossível "amar nosso inimigo" porque, no momento em que passamos a amá-lo, ele deixa de ser nosso inimigo. Para amá-lo, precisamos praticar o exame profundo a fim de compreendê-lo. Se o fizermos, nós o aceitaremos, amaremos e também aceitaremos e amaremos a nós mesmos. Na qualidade de budistas e cristãos, não podemos pôr em dúvida que o entendimento é o componente mais importante da transformação. Se conversamos um com o outro, se estabelecemos um diálogo, é porque acreditamos que existe uma possibilidade de compreender melhor a outra pessoa. Quando entendemos outra pessoa, nós nos compreendemos melhor. E, quando nos compreendemos melhor, passamos a entender também melhor a outra pessoa.

    "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido." Todo o mundo comete erros. Se formos observadores, perceberemos que algumas das nossas ações no passado fizeram outras pessoas sofrer, e algumas ações de outras pessoas nos fizeram sofrer. Queremos ser magnânimos. Queremos recomeçar. "Você, meu irmão ou irmã, foi injusto comigo no passado. Compreendo agora que isso aconteceu porque você estava sofrendo e não viu claramente o que estava acontecendo. Não sinto mais raiva de você." Você não pode se obrigar a perdoar. Somente quando entender o que aconteceu é que poderá sentir compaixão pela outra pessoa e perdoá-la. Esse tipo de perdão é fruto da consciência. Quando somos atentos, conseguimos perceber as inúmeras causas que levaram outra pessoa a nos fazer sofrer, e, quando enxergamos isso, o perdão e a libertação surgem naturalmente. É sempre proveitoso pôr em prática os ensinamentos de Jesus e do Buda.

(Do livro “Vivendo Buda, vivendo Cristo” – Thich Nhat Hanh)

Sangha Virtual Estudos Budistas - Tradição do Ven. Thich Nhat Hanh

Retirado do site: http://portalarcoiris.ning.com