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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

 
 " Na vida o que importa é saber o que não fazer. 
   Porque a maioria das pessoas quer saber o que deve fazer, para onde ir, o que deve buscar, mas nós dizemos, o que não fazer é o mais importante. As pessoas que sabem o que é errado, o que faz mal, que tem noção dos limites, são as mais felizes.
     Errar dá trabalho. Quanto tempo as pessoas perdem tentando limpar seus erros? Muito tempo, não é? E por que isso, simplesmente por que erraram, julgaram, invadiram a vida das outras pessoas com suas idéias, preconceitos. 
     O mundo não precisa disso. O mundo precisa de amor!"
Pena Verde (mensagem recebida por Maria Silvia orlovas)

terça-feira, 30 de junho de 2015

SUGESTÃO p/ LEITURA - JUNHO/2015

1. O DESPERTAR DAS ILUSÕES (Tanya Oliveira): A corte francesa vivia seus últimos dias de glória. A revolução em marcha preparava a derrubada da monarquia e cobria o solo francês com sangue de culpados e inocentes. O momento político era delicado. Nesse caos social, a jovem austríaca Anne viveu boa parte de sua infância e juventude no convento das Ursulinas. Devido a esse período turbulento, Fernand, protetor de Anne, decide retirá-la do convento para diminuir despesas e trazê-la para seu castelo. Começa uma nova jornada na vida da jovem, onde enfrentará os perigos do mundo e a futilidade, até conhecer Konrath, homem que irá modificar sua vida diante das torpezas da nação em revolução. Nada fica sem respostas. Todos os sofrimentos e desencontros de amor têm sua explicação na lei da ação e reação. Este livro nos mostra que as ilusões da vida terrena um dia serão transformadas pelo despertar de nossa consciência acerca da realidade do mundo espiritual, caminho natural de nossos espíritos em aprendizado na Terra.

2. OS VALORES DO TEMPO (Alceu Costa Filho): Desafiando inimigos que se escondem nas sombras, Clarice resolveu abrir as portas da casa-grande. A fazenda perdeu seu antigo esplendor_ a decadência tomou conta dos arredores. Envolvido em mistério e superstição, o casarão esconde tesouros que os espíritos do mal perseguem obsessivamente. Teodoro (desencarnado há anos), arrasta-se penosamente, certo de que é apenas a vítima de um tenebroso pesadelo do qual irá se libertar e se apossar de grande fortuna. Afinal, quem é Clarice? Por que se mudou para a casa-grande? No turbilhão das vidas passadas, os espíritos de luz encontram explicações para tantos mistérios, clareando consciências e resgatando vidas_ uma leitura irresistível que revela a incrível realidade da reencarnação.

3. ESCRAVO BERNARDINO (Vera Lúcia Merinzeck de Carvalho): Este livro retrata um período de dor e sofrimento da História do Brasil, contado pelos próprios personagens que viveram, na carne, a força da opressão e da dominação dos senhores de engenho. Na espiritualidade, porém, as consequências das experiências vividas na Terra ganham seu verdadeiro contorno, sem distinção de raça, cor ou esfera social. A vida ganha amplitude maior, o esclarecimento e o perdão avançam com a educação espiritual. O escravo Bernardino e seus companheiros estão prontos para uma nova jornada de amor e de serviço em benefício do semelhante.

4. DAS SOMBRAS PARA A LUZ (Telma Magalhães)Das Sombras para a Luz - Este livro nos traz emocionantes narrativas, recebidas pela médium, de espíritos que, equivocados, realizaram, quando encarnados, erradas escolhas, as quais, consequentemente, levaram-nos a grandes dificuldades no plano espiritual, atraídos que foram por suas próprias consciências e pelas forças da vida e das leis de ação e reação, a regiões inferiores e de grande sofrimento. São narrativas que nos trazem o testemunho de que somente a mudança íntima, alicerçada pelo arrependimento e pelo desejo de seguir a senda do bem, pode nos resgatar das sombras e nos recolocar no caminho que Deus, nosso criador, nos oferece sempre, como um norte para a verdadeira felicidade. Uma importante obra a nos lembrar dos compromissos do amor ao próximo, por nós assumidos, antes mesmo desta nossa encarnação, em comovedores testemunhos daqueles que muito erraram e que somente encontraram nos ensinamentos de nosso Mestre Jesus o sublime portal que os transmigrariam das sombras para a luz.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

FEITIÇO DO TEMPO


   Um repórter (Bill Murray) de televisão que faz previsões de metereologia vai a uma pequena cidade fazer uma matéria especial sobre o celebrado "Dia da marmota". Pretendendo ir embora o mais rapidamente possível, ele inexplicavelmente fica preso no tempo, condenado a vivenciar para sempre os eventos daquele dia.

     PS: Essa "prisão ao mesmo dia" podemos interpretar como nossas diversas encarnações, enquanto não mudarmos nossa maneira de ser, estaremos "presos" e cometeremos sempre os mesmo erros do passado, enfim, nossa vida não evolui. 
   

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A DÚVIDA


  O filme é passado em 1964 onde o carismático padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) tenta acabar com os rígidos costumes da escola St. Nicholas, localizada no Bronx. A diretora do local é a irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), que acredita no poder do medo e da disciplina. A escola aceitou recentemente seu primeiro aluno negro, Donald Miller (Joseph Foster), devido às mudanças políticas da época. Um dia a irmã James (Amy Adams) conta à diretora suas suspeitas sobre o padre Flynn, de que esteja dando atenção demais a Donald. É o suficiente para que a irmã Aloysius inicie uma cruzada moral contra o padre, tentando a qualquer custo expulsá-lo da escola
    Através de uma história simples, percebe-se o grau devastador que um questionamento sem fundamentação pode causar à vida de alguém. Um ótimo filme, onde retrata bem claramente julgamentos e atitudes tomadas diante de suposições.
(Retirado do site http://www.adorocinema.com)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O LENHADOR E A RAPOSA

   
   
    Existiu um lenhador que acordava às seis horas da manhã e  trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses, e uma raposa, sua amiga, que tratava como bicho de estimação e de sua total confiança.
    Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem e, portanto não era confiável. Quando ela sentisse fome, comeria a criança. O lenhador, sempre retrucando com os vizinhos, falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso.
    Os vizinhos insistiam: 
    - Lenhador abra os olhos! A raposa vai comer seu filho.
    - Quando sentir fome, comerá seu filho!
    Um dia, o lenhador, muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada. O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa. Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranquilamente e, ao lado do berço, uma cobra morta.
    (Autor desconhecido)

MORAL DA HISTÓRIA
   
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensam e dizem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar, mas principalmente nunca tome decisões precipitadas. A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las...
     Quantas vezes desistimos de pessoas por causa do que os outros falarem delas... Quantas vezes julgamos nosso semelhante pelos seus erros passados...
     Quantas vezes ainda vamos continuar a fazer isso??

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012



     Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito.
    Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.
   A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nós   desejando segurança, amor, paz, felicidade.
    Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
    Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente:"Eu sou bom".

   Fonte: Dharma Comics (Retirado do Facebook)


domingo, 11 de dezembro de 2011

MAX, O MENDIGO

   Em 1850, numa vila da Baviera, morreu um velho quase centenário, conhecido por pai Max. Por não possuir família, ninguém lhe determinava a origem. Havia cerca de meio século que se invalidara para ganhar a vida, sem outro recurso além da mendicidade, que ele dissimulava, procurando vender, pelas herdades e castelos, almanaques e outras miudezas. Deram-lhe a alcunha de conde Max, e as  crianças o chamavam somente pelo título — circunstância esta que o fazia rir sem agastamento. Por que esse título? Ninguém saberia dizê-lo. O hábito o sancionara. Talvez tivesse provindo da sua fisionomia, das suas maneiras, cuja distinção fazia contraste com a miserabilidade dos andrajos.
   Muitos anos depois da morte, Max apareceu em sonho à filha do proprietário de um castelo em cuja estrebaria era outrora hospedado, porque não possuía domicílio próprio. Nessa aparição, disse ele: “Agradeço o terdes lembrado o pobre Max nas vossas preces, porque o Senhor as ouviu. Alma caridosa, que vos interessastes pelo pobre mendigo, já que quereis saber quem sou, vou satisfazer-vos, ministrando, ao mesmo tempo e a todos, um grande ensinamento.
   “Há cerca de século e meio era eu um dos ricos e poderosos senhores desta região, porém orgulhoso da minha nobreza. A fortuna imensa, além de só me servir aos prazeres, mal chegava para o jogo, para o deboche, para as orgias, que eram a minha única preocupação na vida. Quanto aos vassalos, porque os julgasse animais de trabalho destinados a servir-me, eram espezinhados e oprimidos, para proverem às minhas dissipações. Surdo aos seus queixumes, como em regra também o era com todos os infelizes, julgava eu que eles ainda se deveriam ter por honrados em satisfazer-me os caprichos.
   "Morri cedo, exausto pelos excessos, mas sem ter, de fato, experimentado qualquer desgraça real. Ao contrário, tudo parecia sorrir-me, a ponto de passar por um dos seres mais ditosos do mundo. Tive funerais suntuosos e os boêmios lamentavam a perda do ricaço, mas a verdade é que sobre o meu túmulo nenhuma lágrima se derramou, nenhuma prece por mim se fez a Deus, de coração, enquanto minha memória era amaldiçoada por todos aqueles para cuja miséria contribuíra. Ah! E como é terrível a maldição dos que prejudicamos! Pois essa maldição não deixou de ressoar-me aos ouvidos durante longos anos que me pareceram uma eternidade. Depois, por morte de cada uma das vítimas, era um novo espectro ameaçador ou sarcástico que se erguia diante de mim, a perseguir-me sem tréguas, sem que eu pudesse encontrar um vão esconso onde me furtasse às suas vistas! Nem um olhar amigo! 
   “Os antigos companheiros de devassidão, infelizes como eu, fugiram, parecendo dizer-me desdenhosos: “Tu não podes mais custear os nossos prazeres.” Oh! Então, quanto daria eu por um instante de repouso, por um copo d'água para saciar a sede ardente que me devorava! Entretanto eu nada mais possuía, e todo o ouro a jorros derramado sobre a Terra não produzia uma só bênção, uma só que fosse... ouviste, minha filha?!
   “Cansado por fim, opresso, qual viajor que não lobriga o termo da jornada, exclamei: “Meu Deus, tende compaixão de mim! Quando terminará esta situação horrível?” Então uma voz — primeira que ouvi depois de haver deixado a Terra — disse: “Quando quiseres.” Que será preciso fazer, grande Deus? — repliquei. Dizei-o, que a tudo me sujeitarei. — “É preciso o arrependimento, é preciso te humilhares perante os mesmos a quem humilhastes; pedir-lhes que intercedam por ti, porque a prece do ofendido que perdoa é sempre agradável ao Senhor.” E eu me humilhei, e eu pedi aos meus vassalos e servidores que ali estavam diante de mim, e cujos semblantes, pouco a pouco mais benévolos, acabaram por desaparecer. Isso foi para mim como que uma nova vida; o desespero deu lugar à esperança, enquanto eu agradecia a Deus com todas as forças de minha alma.
   “A voz acrescentou: “Príncipe...” ao que respondi: “Não há aqui outro príncipe senão Deus, o Deus Onipotente que humilha os soberbos. Perdoai-me Senhor, porque pequei; e se tal for da vossa vontade, fazei-me servo dos meus servos.”
   “Alguns anos depois reencarnei numa família de burgueses pobres. Ainda criança perdi meus pais, e fiquei só, no mundo, desamparado. Ganhei a vida como pude, ora como operário, ora como trabalhador de campo, mas sempre honestamente, porque já cria em Deus. Mas aos 40 anos fiquei totalmente paralítico, sendo-me preciso daí por diante mendigar por mais de 50 anos, por essas mesmas terras de que fora o absoluto senhor. Nas herdades que me haviam pertencido, recebia uma migalha de pão, feliz quando por abrigo me davam o teto de uma estrebaria. Ainda por uma acerba ironia do destino, apelidaram-me Sr. Conde...
   "Durante o sono, aprazia-me percorrer esse mesmo castelo onde reinei despoticamente, revendo-me no fausto da minha antiga fortuna! Ao despertar, sentia de tais visões uma impressão de amargura e tristeza, mas nunca uma só queixa se me escapou dos lábios; e quando a Deus aprouve chamar-me, exaltei a sua glória por me haver sustentado com firmeza e resignação numa tão penosa prova, da qual hoje recebo a recompensa. Quanto a vós, minha filha, eu vos bendigo por terdes orado por mim.”

    Comentário de Kardec: Para este fato pedimos a atenção de todos quantos pretendem que, sem a perspectiva das penas eternas, os homens deixariam de ter um freio às suas paixões. Um castigo como este do pai Max será porventura menos profícuo do que essas penas sem-fim, nas quais hoje ninguém acredita?
 Retirado do site: http://www.espiritbook.com.br

sábado, 25 de junho de 2011

ENTREVISTA REALIZADA PELA EDITORA DUFAUX COM O MÉDIUM WANDERLEY OLIVEIRA


WANDERLEY OLIVEIRA É AUTOR  DO LIVRO “OS DRAGÕES” – O DIAMANTE NO LODO NÃO DEIXA DE SER DIAMANTE, PELO ESPÍRITO MARIA MODESTO CRAVO

Qual o tema central da obra?
   O livro é um romance cujo tema central é a história de Matias, uma alma atormentada que serviu durante séculos à comunidade dos dragões. A autora espiritual tece um enredo leve e comovente no qual Matias, após o arrependimento, reencarna como médium sob orientação do Espiritismo.
   A cronologia do romance revela fatos ocorridos no movimento espírita brasileiro entre os anos de 1936 a 1964, período em que ocorreu o clímax de uma ação organizada pelos benfeitores no mundo espiritual, para reencarnar milhões de corações que foram libertados de um dos mais tristes locais de maldade na erraticidade: o Vale do Poder. O tema central do livro nos levará a perceber que, a maioria dos seguidores da mensagem do Evangelho, nos mais diversos segmentos cristãos, guardam algum tipo de laço com os dragões.

Quem são os dragões?
   É a mais antiga comunidade da maldade que se organizou socialmente nas regiões chamadas subcrostais ou submundo astral. Segundo o romance, ela existe a 10.000 anos. Essa comunidade administrada por inteligências do mal criou a Cidade do Poder e sua hierarquia é composta pelos dragões legionários, justiceiros e conselheiros. São espíritos que fazem o mal intencionalmente.

Os dragões podem reencarnar?
   Muitos desses espíritos não conseguirão mais reencarnar na Terra devido à sua condição mental desequilibrada. Não haveria como manter uma gestação em tal nível de vibração. Serão deportados para outros mundos onde reiniciarão o seu progresso. Contudo, muitos deles, quando tomados pelo arrependimento, reencarnam aqui no planeta e se melhoram.

No livro é abordado um modelo de psicologia usado pelas trevas. Que modelo é este?
   Os dragões já utilizam um modelo de psicologia há mais de 300 anos para dominar e explorar. Esse modelo pode ser compreendido da seguinte forma: imagine três círculos, um dentro do outro. No primeiro círculo de dentro escreva baixa autoestima. No círculo a seguir está a idealização. E no último círculo estão o melindre, o perfeccionismo e a intolerância.
   Os dragões sabem que a doença psicológica básica em um planeta como a Terra é a escassez de estima pessoal, como um resultado de milênios no egoísmo. Quem tem baixa autoestima, idealiza a vida, as relações, as metas. Vive uma vida muito imaginária e distante do que é real. E quem idealiza em excesso torna-se muito melindroso, perfeccionista e intolerante. Claro que colocando de forma tão sintética talvez surjam muitas dúvidas, mas o livro tece muitas abordagens sobre o assunto.
Costumo dizer que Os Dragões, é um romance de autoconhecimento porque, na verdade, a autora espiritual faz estudos muito profundos e fáceis de entender sobre o psiquismo humano.

Então a baixa autoestima é o núcleo deste modelo?
    Sim. Sob enfoque espiritual essa doença não é apenas o resultado de traumas e limitações sofridas na infância. Além disso, Maria Modesto Cravo explica no livro que esse estado psicológico caracteriza a maioria esmagadora dos habitantes terrenos, em maior ou menor escala, conforme os compromissos assumidos por cada criatura em sua consciência.

Qual o ponto de maior fragilidade nos Centros Espíritas que é explorado pelos dragões?
   A convivência. Os dragões sabem muito bem que não lidamos bem com nosso mundo interior e, consequentemente, projetamos isso nos relacionamentos. As condutas mais exploradas para gerar conflitos na convivência são: maledicência, culpa, mágoa, rigidez, preconceito, irritação, julgamento, entre outras.

Quais os laços entre a comunidade espírita e os dragões?
    A obra nos informa que muitos dragões reencarnaram nas religiões cristãs, e deixa claro que inúmeros regressaram ao solo brasileiro, inclusive no seio do movimento espírita. Reencarnaram arrependidos e ansiosos pelo recomeço. Retornaram e foram iluminados pelo conhecimento espírita para sua remição consciencial. Depois deste retorno de multidões ao movimento espírita brasileiro, a comunidade dos dragões passaram a uma perseguição implacável aos espíritas, no intuito de inviabilizar as noções sobre como o mal organizado pretende dominar as sociedades e impedir o esclarecimento espiritual dos povos.

Fique à vontade para nos dar uma mensagem final sobre o livro Os Dragões?
   Gostaria de reproduzir uma pergunta que fiz à autora espiritual, Maria Modesto Cravo, e a sua resposta repleta de bom-senso e sabedoria: “Vemos muitas pessoas que não conseguem ler livros cujo conteúdo versa sobre as trevas. Nesse sentido, a senhora teria algo a dizer sobre Os Dragões, o trabalho que terminamos há pouco tempo?”
    “Nossa reflexão nesta obra é apenas uma pequena fresta para que o homem, iluminado com o conhecimento espírita, perceba a natureza de nossos desafios e compromissos com as esferas subcrostais. Falamos menos das trevas de fora que daquelas que trazemos por dentro. Para quem deseja implantar a luz e o bem, é no mínimo uma obrigação conhecer nossos laços com as comunidades dos dragões.”

domingo, 20 de março de 2011

O VALOR DO ERRO

     Quando entramos no caminho do despertar da Consciência temos que saber utilizar todos os acontecimentos, bons ou ruins ao nosso favor, aprendendo a interpretar corretamente cada evento. Tudo que acontece está intimamente relacionado ao nosso mundo interior e são indícios do que precisa ser trabalhado, aperfeiçoado.
     O erro é um mecanismo sistemático, que nos condiciona a dar sempre a mesma resposta para os mesmos eventos. Em um primeiro momento, aprender a olhar para dentro de si mesmo e enxergar os processos psicológicos em plena ação, com seus mecanismos e associações, é extremamente difícil. Seria como estarmos andando no sol do meio-dia e de repente entrarmos em um quarto totalmente fechado, sem janelas nem frestas por onde possa penetrar um filete de luz. Em tal ambiente, nossos olhos não enxergam absolutamente nada. Porém, se permanecermos ali, quietos, pouco a pouco nosso olho se acostuma e começamos a discernir contornos, objetos e com um pouco mais de tempo, até mesmo os detalhes de cada coisa. Da mesma forma, olhar para dentro é fixar a atenção em algo que nossa capacidade não está adaptada. É como olhar na escuridão. Mas com paciência e treinamento, esse exercício vai revelando coisas surpreendentes, entre elas, a descoberta de que todos os nosso vícios, maus hábitos e complexos, os quais são criados a partir de distorções que nós criamos da realidade e portanto, podemos perfeitamente recriá-las e nos tornarmos pessoas melhores.
    Olhar para nossos erros é uma situação ainda mais difícil do que simplesmente olhar para dentro. Afinal, trata-se muitas vezes daquilo que nos faz sentir vergonha de nós mesmos perante os demais. O mais comum é encontrarmos dois padrões de comportamento frente aos erros: existem os que tem grande facilidade para perdoar os seus próprios erros e os que tem grande facilidade para condenar-se por ter errado. Ambos os padrões geram consequências internas que não corrigem os erros e, em muitos casos, só agravam.
   Os erros são a mola propulsora da transformação, porque fazem despertar a necessidade de mudar. A pessoa que “não erra” (ou que não admite os seus próprios erros) não tem o que transformar, porque não sente essa necessidade. Existem dois tipos de erros: os que são fruto da inexperiência e os que são fruto da falta de compreensão, acontecendo como resultado do descontrole ou da negligência diante de uma situação. Embora sintamos que eles tenham pesos diferentes, na verdade ambos revelam uma deficiência, ou carência de compreensão e a isso se deve o motivo de repetirmos sistematicamente cada erro. É como o sintoma de uma doença que se desenvolve dentro da pessoa e se ela não parar para olhar com mais atenção, a tendência é que piore. Muitas pessoas combatem os sintomas e não a doença, como quando tratamos a febre ou a dor de cabeça sem buscar a sua origem. Com os erros acontece igual; queremos deixar de errar, mas na maioria das vezes sequer entendemos o que nos leva a repetir os mesmos erros.
    Dizer pra si mesmo que não vai mais fazer tal ou qual coisa, na maioria das vezes não é o suficiente. Dentro de nós existem mecanismos que são acionados em determinadas circunstâncias e nos conduzem a repetir os mesmos erros, vez após vez, mesmo que tenhamos a mais absoluta convicção de que não queremos mais fazer aquilo. Existe um ditado árabe que diz: “Aquilo que você faz uma vez, talvez nunca mais ocorra novamente; mas o que você fizer duas vezes, se repetirá para sempre”. Já um provérbio japonês diz que “milhares de repetições e a perfeição emerge do fundo de nosso ser”. Quanto mais se repete, mais automatizado se tornará esse mecanismo, até chegar no ponto em que fazemos sem nem perceber. O mesmo acontece com nossos erros.
    Não podemos dizer que o “certo” a se fazer é ser duro consigo mesmo, nem tampouco dizer que a pessoa precisa aprender a se perdoar, pois dependendo do temperamento e da personalidade de cada um, essas atitudes só agravariam o problema. Uma pessoa extremamente complexada pode se fechar mais ainda nesse mundo derrotista que ela criou se resolve ser mais rígida e implacável consigo mesma; já uma pessoa displicente e irresponsável pode achar uma excelente estratégia o “aprender a perdoar-se”, porque isso poupa o trabalho de ver o que precisa ser feito. Existe uma solução intermediaria, que não envolve estabelecer uma relação tendenciosa que é a compreensão. Entender por que erramos nos permite corrigir a visão distorcida e ao mesmo tempo perceber que não erramos porque somos maus ou sem-solução; nós erramos porque não amadurecemos as características que vão nos permitir enxergar aquele evento com clareza. Isso nos traz esperança de que é possível mudar e o comprometimento de deixar de agir daquele forma inadequada e infantil, que nos traz sofrimento.
    Após a compreensão inicial, é necessário amadurecê-la, nutri-la com mais reflexão e valorização do aprendizado, a fim de que se fixe em nossa consciência e permita a substituição do hábito velho pelo hábito novo. Valorizar as situações em que agimos de forma adequada e nos sentimos bem, por exemplo, refletindo consigo mesmo os benefícios dessa nova forma de agir. O valor é algo que se deposita por camadas, é como um reparo em uma peça de gesso; se você colocar toda camada de gesso de uma vez só, ela cai; é necessário inserir uma camada fina, que quando se fixar, está pronta para receber uma nova camada e assim por diante.
    Estudos apontam que para concretizar uma mudança de atitude é necessário repetir o novo padrão mais de vinte vezes. A cada vez que repetimos, geramos um caminho por onde trafega a informação entre os neurônios e quanto mais repetimos aquilo, mais os nerônios se acostumam a fechar aquele circuito de sinapses, tornando-se cada vez mais espontâneo. Depois de umas vinte vezes, o comportamento que era estranho já passa a ser adotado de forma mais orgânica e assim é que se substitui um velho hábito por um hábito que conscientemente elegemos.
    Dentro de nós, nunca podemos destruir uma ponte que liga um tipo de circunstância a um estado interior, sem construir uma nova ponte ligando esse mesmo tipo de circunstância a um novo estado de consciência. Assim aprendemos a utilizar a mecânica da vida a nosso favor. Isso vai servir para hábitos mais elementares, como por exemplo, parar de fumar ou de roer unhas. Porém a vida é muito mais complexa que isso e em muitas situações não vai adiantar substituir um hábito mecânico por outro hábito mecânico. O que fazer então?
    É aqui que entra a grande chave da transformação. Nessa reconstrução de novos hábitos, devemos adotar padrões abertos. Um padrão aberto não é um “pacote fechado” que aplicamos a um tipo de circunstância, mas sim uma atitude de análise e discernimento das opções possíveis naquele tipo de circunstância. Por exemplo, todo hábito mecânico nos induz a associar uma forma de ver e reagir diante de cada evento. Assim, em situações de perigo, o assustado foge, o brigão enfrenta e o inseguro trava. Porém existem momentos em que o melhor é fugir, outros momentos em que o melhor é brigar e em outros que a atitude mais digna consigo mesmo é não reagir. Como adotar um padrão que permita escolher que atitude tomar? O padrão de comportamento tem que ser transferido da ação para a análise. Ou seja, não se trata de tomar uma atitude específica, mas aprender a deter-se diante dos eventosnovos hábitos se incorporam à nossa vida por disciplina, mas não por forçar-se e sim por escolha voluntária, ainda que essa escolha implique em fazer sacrifícios. Por isso é importante sempre discernir o que nos trará mais felicidade em um espaço de tempo maior e assumir consigo mesmo o compromisso de nunca mais trocar toda parreira por um só cacho de uvas… e discernir o que, a longo prazo, é mais proveitoso. 

http://www.revolucaointerior.com.br (Retirado do site www.portalarcoiris.ning.com)