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terça-feira, 4 de março de 2014

O CARNAVAL E AS REPERCUSSÕES ESPIRITUAIS


    Pouquíssimas igrejas e centros espíritas se encontram abertos e em funcionamento no período do Carnaval. Usando dos mais variados estratagemas, boa parte das instituições religiosas não trabalha nessas ocasiões, numa demonstração de absurdo desconhecimento das leis espirituais.
    Na verdade, o que se observa é que boa parte de seus integrantes almeja desfrutar dos dias de folga longe dos trabalhos espíritas ou religiosos, onde os seus dirigentes omissos, irresponsáveis ou ambos, aceitam a conveniente sugestão da fuga dos deveres, sobretudo nos momentos em que a guerra se torna mais acirrada.
   A conduta de pessoas cujos conhecimentos, por serem mais vastos e mais abrangentes, mais responsabilidades deveriam ter na manutenção das tarefas religiosas e espirituais, como cooperadores do hercúleo esforço das equipes espirituais devotadas e luminosas.
    Mas a maioria dos dirigentes cedem às injunções intuitivas dos Espíritos sabotadores, das entidades inferiores na tarefa de preparar o terreno antes da chegada das hordas inferiores, através da interrupção do maior número de igrejas nos serviços da fé esclarecida, da sintonia com o Bem e do espírito de devotamento.
    Ainda que seja compreensível o desejo e a possibilidade de muitos trabalhadores de descansarem em períodos de feriado prolongado, não se deveria deixar a casa de oração entregue aos mosquitos e às sombras da inação, porquanto também ali se encontra o campo de batalha do Bem, que não deve ser desguarnecido dos verdadeiros soldados dispostos a defendê-lo, mesmo à custa do sacrifício dos próprios desejos.

                Contornos de verdadeira festa do abismo
     Em nenhuma época do ano se encontra tamanha perversidade e tamanha nocividade ao redor dos vivos quanto nesse período.  Os homens, em boa parte, se entregam aos excessos, descuidando-se do equilíbrio ou da vigilância mental. Também é propícia para a invasão das entidades mergulhadas nas furnas e abismos tétricos, emergindo dos bueiros, esgotos e passagens, como seres tétricos a invadirem a casa humana desguarnecida ou aberta para eles.
   Na grande festa carnavalesca, mais densas se tornam as emanações ao redor dos encarnados, sobretudo nas grandes cidades para onde se voltam às maiores atenções, ao mesmo tempo em que a realização de inúmeros bailes carnavalescos como combustível necessário para atiçarem as labaredas do grande incêndio se espalhando nas comunidades.
     As entidades negativas começam a surgir na superfície, vinda das dimensões vibratórias inferiores, como pipocas pulando na panela, salpicando em todos os lugares e ampliando a concorrência invisível junto aos encarnados mais invigilantes. As entidades que comparecem das dimensões inferiores se agitam para chegar à superfície pelos caminhos que lhes são abertos segundo as permissões dos Espíritos superiores, que, vibratoriamente, desobstruem certas passagens para que o Comandante supremo das trevas e seus asseclas possam atingir o nível do ambiente dos encarnados.
    A chegada de todas elas atende a convocação psíquica partida dos próprios vivos, ansiosos por se arrastarem aos precipícios da libertinagem e dos excessos, com a desculpa da diversão. Tudo é coordenado pelos líderes trevosos, atrelados aos seus representantes do mundo físico, que se valem dos diversos estímulos visuais, produzindo os efeitos devastadores na evolução de cada um dos que sintonizam com esse teatro dos horrores coberto de purpurina, confete e serpentina, o que corresponde ao adiamento de sua evolução por vários séculos e mantendo os infratores neste mesmo ambiente vibratório.
    Se você entender as forças envolvidas nesse panorama, observará que se trata de uma verdadeira guerra patrocinada pelas forças inferiores a fim de angariar e aumentar adeptos.

                   OS TRABALHADORES DO BEM
     Milhões de voluntários espirituais, todos os anos, se organizam para poderem estender suas mãos fraternas na direção dos aflitos que chegam em busca de prazeres ou da revivescência de seus vícios. Em todos os centros urbanos, dos mais populosos aos mais modestos, os dirigentes espirituais de cada comunidade transformam as rotinas de trabalho em uma verdadeira empreitada de resgate, uma ação em larga escala para ajudar os mais necessitados de esperança, Espíritos mais perdidos do que maus.
    A época de carnaval é vista com tamanho respeito pelos Espíritos Superiores, permitindo a vinda de tantas entidades ao convívio dos homens, mas com a finalidade de tê-los mais perto a fim de receberem maior amparo.
    Era de se esperar que essa elevada compreensão de Amor em ação fosse compartilhada pelos religiosos encarnados, como um comportamento natural e lógico decorrente do entendimento das funções do Bem na superfície do Mundo.
     No entanto, ao contrário do que se esperaria, os trabalhadores invisíveis que se mantêm na luta de resgate, enfrentando todos os tipos de recém-chegados, em vez de poderem contar com o trabalho de todos os encarnados sustentando-lhes o esforço por meio de orações ou das reuniões mediúnicas, pouco conseguem junto às agremiações religiosas de todos os tipos, notadamente espíritas, aquelas que mais poderiam cooperar justamente pela possibilidade do intercâmbio mediúnico ou atuação como pronto-socorro aberto e em funcionamento intensivo.
   Enquanto os Espíritos heróicos atendem às mais diversas necessidades, pouquíssimas igrejas e centros espíritas se encontram abertos e em funcionamento para que pudessem ser usados como UTIs, afastando as entidades mais dementadas do centro da demência, garantindo-lhes um ambiente de paz, serenidade e oração.
Livro consultado: Esculpindo o próprio destino - por André Luiz Ruiz
Retirado do site http://www.grupomensageirosdeluz.com.br/new/index.php?option=com_co...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

AÇÕES DE ENTIDADES INFERIORES DURANTE O CARNAVAL


     Em "O Livro dos Espíritos", encontramos o esclarecimento das relações existentes entre o mundo físico e a ação do mundo espiritual sobre este. Dizem os imortais, que os Espíritos são atraídos pelos costumes, pelos hábitos, pelo caráter dominante dos homens e que estes são mais ou menos assistidos, rodeados e influenciados segundo a natureza de seus próprios pensamentos.
   A influência se estabelece de tal forma, que os Espíritos dizem que a população espiritual se acotovela e praticamente se confunde com a massa de encarnados, participando intensamente de suas atividades e ações. Para termos consciência da dimensão desta relação e dos processos que aí se estabelecem, acompanhemos narrativa do Espírito Manoel Philomeno de Miranda e sua equipe em uma excursão a determinada festa popular na sociedade terrestre, descrita na obra Entre os Dois Mundos:

  (...). Em face dos desconcertos emocionais que os exageros festivos produzem nas criaturas menos cautelosas, há uma verdadeira infestação espiritual perturbadora da sociedade terrestre, quando legiões de Espíritos infelizes, ociosos e perversos, são atraídas e sincronizam com as mentes desarvoradas. Nesse período instalam-se inumeráveis obsessões coletivas que entorpecem multidões, dizimam existências, alucinam valiosos indivíduos que se vinculavam a formosos projetos dignificadores.
   A seguir, convocou-nos a visitar uma das capitais brasileiras próxima, na qual a explosão de alegria popular, num denominado festival de verão, era ampliada pelo abuso do álcool, das drogas e do sexo desvairado. Imediatamente vimo-nos em movimentada artéria praiana, feericamente adornadas, na qual centenas de milhares de pessoas entregavam-se ao desbordar das paixões. A música ensurdecedora atordoava a massa informe, compacta e suarenta que se agitava ao ritmo alucinante, enquanto era estimulada por especialistas na técnica de agitação popular.
   Acurando a vista, podia perceber que, não obstante a iluminação forte, pairava uma nuvem espessa onde se agitava outra multidão, porém, de desencarnados, mesclando-se com as criaturas terrestres de tal forma permeada, que se tornaria difícil estabelecer fronteiras delimitadoras entre uma e outra faixa de convivência. A nudez predominava em toda parte, os movimentos sensuais e eróticos dos corpos com abundante transpiração exsudavam o forte cheiro das drogas ingeridas ou injetadas, produzindo estranho quanto desagradável odor às nossas percepções.
   No pandemônio natural que se fazia, esses espíritos, perversos uns, exploradores outros, vampirizadores em número expressivo, exploravam seus dependentes psíquicos em lamentável promiscuidade, submetendo-os a situações deploráveis e a prazeres grosseiros que nos chocavam, apesar da nossa larga experiência em relação a conúbios dessa ordem... Eu imaginava, como é possível que o ser humano destes formosos dias de cultura, de ciência e de tecnologia, se permitiam tantas sensações selvagens e irresponsáveis!
   O desfile parecia não ter fim, sempre aturdido pelos conjuntos musicais de textura primitiva, que os hipnotizavam, impedindo o discernimento. Era compreensível que se permitissem todos os tipos de lascívia e de perversão, já que a multidão era um corpo uniforme, no qual as pessoas não dispunham de espaço para a livre movimentação, ensejando a confusão dos sentidos e a mescla absurda dos atritos físicos. Tratava-se, porém, do culto à deusa Folia, numa enxurrada física e psíquica das mais vulgares e pervertidas, em cujo prazer todos entregavam-se ao olvido da responsabilidade, ao afogamento das mágoas e à liberação das paixões primitivas. Jovens e adultos pareciam haver perdido o direcionamento da razão, deixando-se enlouquecer pelo gozo exagerado, como se tudo ficasse centralizado naquele momento e nada mais houvesse após.
    Criminosos de várias classes misturavam-se aos foliões esfuziantes e tentavam furtá-los, roubá-los, agredindo-os com armas brancas, ao tempo em que psicopatas perversos utilizavam-se da confusão para darem largas aos distúrbios que os assinalavam. Altercações e brigas violentas, que culminavam em homicídios infelizes, misturavam-se aos disparates da festa que não cessava, porque, naquela conjuntura, a vida era destituída de significado e de valor.
    Não saíra da perplexidade em que me encontrava, quando o irmão Petitinga veio em meu auxílio, comentando:
- Passada a onda de embriaguez dos sentidos, os rescaldos da festa se apresentarão nos corpos cansados, nas mentes intoxicadas, nas emoções desgovernadas e os indivíduos despertarão com imensa dificuldade para adaptar-se à vida normal, às convenções éticas, necessitando prosseguir na mesma bacanal até a consumação das energias.
   “Amolentados pelas extravagâncias, saudosos da luxúria desmedida e ansiosos por novos acepipes, tentarão transformar todas as horas da existência no delírio a que ora se entregam... Tentarão investir todos os esforços para que se repitam os exageros, e porque as loucuras coletivas fazem-se com certa periodicidade e eles dependem desse ópio para esquecer-se de si mesmos, passam a viver exclusivamente o dia-a-dia do desequilíbrio em pequenos grupos, nos barzinhos, nos guetos e lugares promíscuos, nos subterrâneos do vício onde se desidentificam com a vida, com o tempo e com o dever.
    “Tornando insuportável a situação de cada uma dessas vítimas voluntárias do sofrimento futuro, os parasitas espirituais que se lhes acoplam, os obsessores que os dominam, explorando suas energias, atiram-nos aos abismos da luxúria cada vez mais desgastante, do aviltamento moral, da violência, a fim de mantê-los no clima próprio, que lhes permite a exploração até a exaustão de todas as forças. É muito difícil, no momento, estancar-se a onda crescente da sensualidade, do erotismo, da depravação nas paisagens terrenas, especialmente em determinados países. Isto porque, as autoridades que governam algumas cidades e nações, com as exceções compreensíveis, estão mais preocupadas com a conquista de eleitores para os iludir, do que interessadas na sua educação.
    A educação, que liberta da ignorância, desperta para o dever e a conscientização das massas, não sendo de valor para esses governantes, porque se o povo fosse esclarecido os desapeava do poder de que desfrutam, em face da claridade mental e do discernimento. Reservam então altas verbas para serem aplicadas no desperdício moral, disfarçando as doações sob a justificativa de que se trata de utilização para o lazer e a recreação, quando estes são opostos aos exageros dos sentidos físicos. Mais recentemente, foram encontradas outras explicações para a legalização das bacanais públicas, sob os holofotes poderosos da Mídia, como sejam as do turismo, que deixa lucros nas cidades pervertidas e cansadas de luxúria.
    É certo que atraem os turistas, alguns para observar os estranhos comportamentos das massas, que têm em conta de subdesenvolvidas, de atrasadas, de primitivas, permanecendo em camarotes de luxo, como os antigos romanos contemplando as arenas festivas, nas quais os assassinatos legais misturavam-se às danças, às lutas de gladiadores e ao teatro fescenino... Outros, para atenderem aos próprios tormentos, mal contidos, que podem ser liberados com total permissão, durante os festejos incomuns. E outros, porque necessitam de carnes novas para o comércio sexual, especialmente se está recheado de crianças vendidas por exploradores hábeis e pais infelizes.
   “Por outro lado, os veículos de informação de massa exaltam o corpo, fomentam as paixões sensoriais, induzindo as novas gerações e os adultos frustrados ao deboche, ao fetiche das sensações, transformando a sociedade em um grande lupanar. Não é do meu feitio entretecer considerações que possam tornar-se críticas destrutivas, mas havemos de convir que, sobreviventes que somos da morte, não podemos deixar de considerar que os enganos foliões de hoje serão os desencarnados tristes de amanhã, queiramos ou não, sendo de lamentar-se a situação na qual despertarão após a perda do corpo físico.
    Só a educação, em outras bases, quando a ética e a moral renascerem no organismo social, irá demonstrar que para ser feliz e para recrear-se, não se torna imperioso o vilipêndio do ser, nem a sua desintegração num dia, esquecendo-se de sua eternidade”. Nesse comenos, o nosso condutor convidou-nos para a primeira tarefa que se iniciara naquela cidade mesmo, embora o som terrível e flagelador da música agressiva e da algazarra dos seus aficionados.
Texto psicografado por Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, extraido da obra Entre os Dois Mundo, Capítulo 4, a qual recomendamos a leitura de toda a obra. Fonte : grupo Cia dos Anjos (Yahoo)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

CONTORNOS DA VERDADEIRA FESTA DO ABISMO

   Em nenhuma época do ano se encontra tamanha perversidade e tamanha nocividade ao redor dos vivos quanto nesse período. Os homens, em boa parte, se entregam aos excessos, descuidando-se do equilíbrio ou da vigilância mental. Também é propícia para a invasão das entidades mergulhadas nas furnas e abismos tétricos, emergindo dos bueiros, esgotos e passagens, como seres tétricos a invadirem a casa humana desguarnecida ou aberta para eles.
   Na grande festa carnavalesca, mais densas se tornam as emanações ao redor dos encarnados, sobretudo nas grandes cidades para onde se voltam às maiores atenções, ao mesmo tempo em que a realização de inúmeros bailes carnavalescos são como combustível necessário para atiçarem as labaredas do grande incêndio se espalhando nas comunidades.
   As entidades negativas começam a surgir na superfície, vinda das dimensões vibratórias inferiores, como pipocas pulando na panela, salpicando em todos os lugares e ampliando a concorrência invisível junto aos encarnados mais invigilantes. As entidades que comparecem das dimensões inferiores se agitam para chegar à superfície pelos caminhos que lhes são abertos segundo as permissões dos Espíritos superiores, que, vibratoriamente, desobstruem certas passagens para que o Comandante supremo das trevas e seus asseclas possam atingir o nível do ambiente dos encarnados.
   A chegada de todas elas atende a convocação psíquica partida dos próprios vivos, ansiosos por se arrastarem aos precipícios da libertinagem e dos excessos, com a desculpa da diversão. Tudo é coordenado pelos líderes trevosos, atrelados aos seus representantes do mundo físico, que se valem dos diversos estímulos visuais, produzindo os efeitos devastadores na evolução de cada um dos que sintonizam com esse teatro dos horrores coberto de purpurina, confete e serpentina, o que corresponde ao adiamento de sua evolução por vários séculos e mantendo os infratores neste mesmo ambiente vibratório.
    Se você entender as forças envolvidas nesse panorama, observará que se trata de uma verdadeira guerra patrocinada pelas forças inferiores a fim de angariar e aumentar adeptos.





OS TRABALHADORES DO BEM

    Milhões de voluntários espirituais, todos os anos, se organizam para poderem estender suas mãos fraternas na direção dos aflitos que chegam em busca de prazeres ou da revivescência de seus vícios. Em todos os centros urbanos, dos mais populosos aos mais modestos, os dirigentes espirituais de cada comunidade transformam as rotinas de trabalho em uma verdadeira empreitada de resgate, uma ação em larga escala para ajudar os mais necessitados de esperança, espíritos mais perdidos do que maus.
   A época de carnaval é vista com tamanho respeito pelos Espíritos Superiores, permitindo a vinda de tantas entidades ao convívio dos homens, mas com a finalidade de tê-los mais perto a fim de receberem maior amparo. Era de se esperar que essa elevada compreensão de Amor em ação fosse compartilhada pelos religiosos encarnados, como um comportamento natural e lógico decorrente do entendimento das funções do Bem na superfície do Mundo.
   No entanto, ao contrário do que se esperaria, os trabalhadores invisíveis que se mantêm na luta de resgate, enfrentando todos os tipos de recém-chegados, em vez de poderem contar com o trabalho de todos os encarnados sustentando-lhes o esforço por meio de orações ou das reuniões mediúnicas, pouco conseguem junto às agremiações religiosas de todos os tipos, notadamente espíritas, aquelas que mais poderiam cooperar justamente pela possibilidade do intercâmbio mediúnico ou atuação como pronto-socorro aberto e em funcionamento intensivo.
   Enquanto os Espíritos heróicos atendem às mais diversas necessidades, pouquíssimas igrejas e centros espíritas se encontram abertos e em funcionamento para que pudessem ser usados como UTIs, afastando as entidades mais dementadas do centro da demência, garantindo-lhes um ambiente de paz, serenidade e oração.
Retirado do livro: Esculpindo o próprio destino (André Luiz Ruiz- http://www.grupomensageirosdeluz.com.br/

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

    Era fevereiro. Um bloco carnavalesco avançava pelas ruas da cidade. Cerca de cem integrantes fantasiados, cantavam, dançavam, sorriam. O bloco de desencarnados, porém, era muito maior. Aproximadamente quinhentos espíritos acompanhavam o grupo, numa perfeita simbiose.
    Em comum entre encarnados e desencarnados, havia o desconhecimento sobre onde acaba a alegria e começa o abuso. Contagiante, o bloco de "vivos" e "mortos" prosseguia.
   Um jovem, na casa dos dezesseis anos, observa a folia sentado na sarjeta. Embora nascido em berço de ouro, era desnudo de afeto e subnutrido de educação. Atendendo à ordem de espíritos zombeteiros, um dos integrantes do bloco convida o adolescente a dançar. Oferece-lhe um cigarro recheado com erva alucinógena. Dança, canta e ri. Não sabe que, mais tarde, seu vício sustentará traficantes, enquanto aproveitadores desencarnados o atirarão em perturbações de conseqüências imprevisíveis.
    Mais adiante, outra jovem assiste à turba. Na véspera, havia sofrido terrível desilusão amorosa, que lhe destruíra os mais singelos planos de felicidade. Abatida, atira-se ao bloco, numa atitude mais de desespero do que de alegria. Dança, canta e ri. Retorna ao lar e, embriagada e deprimida, põe fim à vida cortando os pulsos.
   Num bar de esquina, mais um transeunte se interessa pela algazarra. Depois de alguns goles, atende ao chamado de entidades fanfarronas e junta-se ao bloco. Dança, canta e ri. De volta para casa, encontra a esposa chorando seu abandono. Mantém breve discussão com a companheira para, logo depois, deixar o lar, levado pelo efeito do álcool.
    O bloco passa. Todos dançam, cantam e riem. Ninguém sabia, porém, que naquele dia, em menos de uma hora, a cidade ganhara uma suicida, um viciado e um lar destruído.
Retirado do site:  http://espiritananet.blogspot.com/ -  Do livro 'Vida e Renovação' - Clayton Levy (ditado por Espíritos diversos)