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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014


  "Não posso ser feliz quando mudo só para satisfazer o seu egoísmo. Nem posso me sentir contente quando você me critica por não ter seus pensamentos. Ou por ver como você vê. Você me chama de rebelde. No entanto, cada vez que rejeitei suas crenças você se rebelou contra as minhas. Não procuro moldar sua mente. Sei que você está se esforçando muito para ser só você. E não posso permitir que me diga o que ser... pois estou me concentrando em ser eu".
   Leo Buscaglia_ professor e escritor ítalo-americano

terça-feira, 27 de março de 2012

ABNEGAÇÃO

Madre Tereza de Calcutá
  A evolução espiritual é um fenômeno bastante complexo, que se dá em sucessivas fases. No começo, predomina a natureza corpórea. Dominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades comezinhas.

  Comer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupações. Nesse período, o egoísmo é marcante. Os instintos de conservação da vida e da preservação da espécie têm absoluta preponderância.
    Com o tempo, o ser começa a desvincular-se de sua origem. A inteligência se desenvolve, o raciocínio se sofistica e o senso moral desabrocha. As invenções tornam possível gastar tempo com questões não diretamente ligadas à sobrevivência. Viver deixa de ser tão difícil, sob o prisma material. Em compensação, começam os dilemas morais.
    Com a razão desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais. O que antes era admissível passa a ser um escândalo. A sensibilidade se apura e a criatura aspira por realizações intelectuais e afetivas.
    Essa nova sensibilidade também evidencia que o próximo é seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado. Gradualmente se evidencia a igualdade básica entre todos os homens. Malgrado possuidores de talentos e valores diversos, não se distinguem no essencial. Uma chama divina os anima e a todos conduzirá aos maiores cimos da evolução. Contudo, o abandono dos hábitos toscos das primeiras vivências não é fácil.
    Séculos são gastos na árdua tarefa de domar vícios e paixões. As encarnações se sucedem enquanto o Espírito luta para ascender. O maior entrave para a libertação das experiências dolorosas é o egoísmo, que possui forte vínculo com o apego às coisas corpóreas. Quanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual. O Espírito necessita libertar-se do apego a coisas transitórias. Apenas assim ele adquire condições de viver as experiências sublimes a que está destinado.
    Quem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da matéria. O melhor meio para isso é praticar a abnegação. Trata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.
    A ação abnegada importa na superação das tendências egoístas do agente. Age-se em benefício de uma causa, pessoa ou princípio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal. Certamente não é uma virtude que se adquire a brincar. Apenas com disciplina e determinação é que ela se incorpora ao caráter. Mas como ninguém fará o trabalho alheio, é preciso principiar em algum momento.
    Comece, pois, a praticar a abnegação. Esforce-se em realizar uma série de atitudes com foco no próximo. Esqueça a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio. Esse esforço inicial não tardará a dar frutos. O gosto pelo transitório lentamente o abandonará, ele será substituído pelos prazeres espirituais. Você descobrirá a ventura de ser bondoso, de amparar os caídos e de ensinar os ignorantes. Esses gostos suaves e transcendentes o conduzirão a esferas de sublimes realizações.
    Pense nisso.

(autor desconhecidoRetirado do site: http://www.espiritbook.com.br

terça-feira, 20 de março de 2012

    (...) João caminhara no vazio, num incrível e indômito vazio de si mesmo. Por anos a fio vivera e - e em grande partes das horas - ainda vivia povoado da solidão construída pelo orgulho, pela arrogância, pela ganância e estranhos comportamentos.

    Somos criaturas dotadas de força atrativa e é preciso ver que tudo e todos que compõem nosso cotidiano  são movidos por essa mesma lei. João, por sua conduta, atraiu a solidão, fruto direto do isolamento. Julgava-se tão altivo e tão superior que nada nem ninguém o alcançava ou eram dignos de sua pessoa. Sua crença tornou-se sua realidade, ele a construiu com todo o seu ser. Somente ele poderia destruí-la. Considero que, não fosse o fato de nos julgarmos "grande coisa", evoluiríamos mais rapidamente. 
    Cremos que amar o próximo é erguer grandes obras, desconhecemos o quanto pode um pequeno gesto. Como nem todos podemos fazer "grandes obras", não fazemos nada. Extremos são perigosos. Vejo milhares de pessoas especializadas em dar, mas que pouco ou nada sabem quanto a dar-se. Doam fortunas, mas não são capazes de doar-se um minuto. Abrem talões de cheques para comprar companhias e seduzir pessoas, mas não são capazes de abrir as folhas íntimas do próprio ser e deixar que essas criaturas também preencham algumas valorizadas linhas em sua vida. É o mais brutal e ignorante egoísmo. Ele encarcera com maior ferocidade que os presídios de máxima segurança, tortura mais que todos os objetos que a mente humana concebeu para tal ato. A criatura é, ao mesmo tempo, vítima e carrasco de si mesma, papel que também exerce frente à pessoas com as quais convive. Vê-se, com facilidade, em meio a aproveitadores de toda espécie, que, à moda das sanguessugas, fartam-se com seu sangue até explodir, sem nada dar. São relações vazias, que sugam, consomem.
    Interessante que, muitas vezes, esse tipo de caráter egoísta reclama dos interesseiros, sem dar-se conta de que atraiu e alimentou essa relação. Não deu de si, não recebeu dos outros. Indivíduos como João, se vêem apenas como vítimas, não como carrascos. Não reconhecem, senão após sérias dificuldades, que são os únicos responsáveis pelo que fazem. Crêem-se bons, honestos, injustiçados e incompreendidos, não egoístas e arrogantes. Eles são como uma casa com móveis e objetos em excesso. A poluição visual não permite diferenciar o luxo do lixo. É um ambiente denso, pesado, desagradável, sufocante. O mesmo faz o egoísta que não sabe dar-se a alguém e à vida. Enche-se de bens e condutas que confundem, mas, ao final, o egoísmo exala e afasta.
    É infantilizado. Como espírito imortal viveu inúmeras existências, mas viver e amadurecer não são necessariamente sinônimos. Pressupõem-se que muitas experiências gerem maturidade. Mas, atentando ao fato de que enquanto não aprendemos nossas provas e enganos repetir-se-ão, concluímos que alguns espíritos podem permanecer indefinidamente em um determinado estágio evolutivo, experimentando muitas existências sem lograr crescimento. São existências repetitivas, mudam os cenários, os atores, mas as circunstâncias e o enredo acabam sendo idênticos.
    Na lei ensinada por Jesus "ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo", está traçada a evolução do sentimento do amor. Obviamente, ele começa no aprendizado e no amadurecimento do amor-próprio. Esse percurso inicial lança raízes no egoísmo exatamente igual ao processo de maturação afetiva da criança, mas deverá alcançar a auto estima para tornar-se um adulto saudável. O egoísta de que falo não se estima, é pretensioso. Precisa crescer e abrir-se, participar de um mundo de trocas afetivas, dar e receber, eis o segundo passo - o amor ao próximo. Desse patamar alcançamos o seguinte: desapego às "coisas". É sabido que o sentimento de posse manifesta-se no uso do "meu", e assim nos referimos também às pessoas, como se fossemos seus donos e legítimos possuidores. Possuímos e somos possuídos. Construir a liberdade é transcender, libertando-se de um séquito de ilusões materiais. 
    Nesse nível poderemos pretender alçar vôo rumo à libertação plena desse sentimento possessivo e manifestar um amor pleno que é o amor a Deus, o reconhecimento e a vivência integral Dele como fonte da vida, de tudo e de todos. Parte desse caminho percorremos na Terra, a cada momento de nossa existência imortal, não importando se dentro ou fora dos limites da matéria. Para aprendermos não há hora marcada, é tarefa diuturna."
   Trecho retirado do livro A MORTE É UMA FARSA - Ana Cristina Vargas

domingo, 16 de outubro de 2011

AGINDO COMO O DESERTO

   A nossa tendência é negativar ao primeiro sinal de adversidade. Isso porque o nosso egoísmo nos ensinou a primeiro enxergar os resultados, antes de todo o caminho a ser seguido para se alcançar os mesmos. Isso pode ser explicado: quando surge a situação problema, o pensamento fica centrado não no real, mas sim no nosso imaginário do que irá ocorrer em seguida. 
   Isso quer dizer, que a maioria de nós não enxerga o evento real e sim, o que esperamos que o evento seja. No caso do egoísta extremo, ele sempre espera o pior, porque tudo está centrado nele, ele não aprendeu a compartilhar e não observou que há pessoas ao seu lado que querem ajudá-lo.
   Nosso egoísmo está presente tanto nos momentos bons quanto nos ruins. Mas, precisamente nos eventos ruins, é comum se limitar a culpar aos outros ou a circunstâncias externas a nós, afinal o egoísta sempre livra a sua cara primeiro.
   Sentir-se perseguido pelo mundo também é outra particularidade do egoísmo, tal qual o estigma do mártir, com o qual tudo acontece pela intriga da oposição. Isso faz com que nossa vida seja vista pela ótica da negação e não da afirmação, o que quer dizer, "vou ser bem sucedido para provar aos meus opositores que estou certo".
   Ao viver dessa forma, mesmo os sucessos materiais não trazem bênção, por serem criados por uma estética de egoísmo e revolta. Como nossos pensamentos e sentimentos têm enorme significado para as leis universais, a resposta quem vêm para isto só pode ser idêntica. Nisto está a chave das doenças contemporâneas e fatos inexplicáveis que só acontecem a "ele".
  Nossas realizações devem ser fruto de bons pensamentos, não importa o quanto haja oposição, siga o seu caminho desejando o melhor a você e ao próximo e sua vida será coberta de sucessos em todos os sentidos.
Rafael Chiconeli