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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

POR QUE A ESPIRITUALIDADE NÃO SE MOSTRA EM FENÔMENO ESPETACULARES PARA CONVENCER OS INCRÉDULOS?

   Ateus diversos pedem fenômenos que os constranjam a crer na evidência do Mundo Espiritual; no entanto, é forçoso convir que, se fenômenos ajudam convicções, não alteram disposições. Nesse sentido, é justo assinalar que o Espírito encarnado sobre a Terra reside transitoriamente num corpo em cuja intimidade se processam transcendentes fenômenos anímicos, que ele, de modo geral, não procura auscultar ou compreender.
   Para sustentar-se, tem o coração por bomba vigorosa e infatigável, pulsando cerca de setenta a oitenta vezes por minuto, mas levanta-se e age, à custa desse apoio, sem nada perguntar a si mesmo, quanto a isso. Para respirar, usa os pulmões, semelhantes a filtros surpreendentes, com trabalho ininterrupto na oxigenação incessante do sangue; contudo, repara as próprias forças, a cada instante, sem ponderar nos prodígios da hematose. Para pensar, conta com o cérebro, precioso maquinismo articulado por bilhões de células, a se definirem por funções específicas; entretanto, efetua as mais complexas associações de ideia, sem qualquer preocupação pelos mecanismos da mente.
Para ver, dispõe do olho, câmara fotográfica em cuja retina trabalham milhões de unidades celulares, com serviço determinado para as horas de luz intensa e para as horas de sombra; no entanto, enxerga espontaneamente, sem meditar nos poderes sublimes da visão.
   Para escutar, possui o ouvido, notável caixa acústica a estruturar-se em compartimentos diversos, destinados ao registro dos sons, mas ouve sem a menor admiração pelo portento auditivo. Para exprimir-se, traz consigo a laringe por verdadeiro instrumento musical, destinado à produção fisiológica da voz; contudo, expressa-se nas mais diversas línguas sem refletir nas maravilhas da fala. Para onde se volte, a criatura humana encontra fenômenos e mais fenômenos a lhe requisitarem as faculdades de interpretação; no entanto, se ainda não procura apreender a espiritualidade que carreia por dentro de si mesma, como aceitará a espiritualidade que a desafia por fora?
   Fujamos ao propósito sistemático de provocar fenômenos, com o objetivo de impor ao homem a certeza da sua sobrevivência além da morte, porquanto de fenômenos múltiplos o caminho que ele percorre está cheio. Divulgando o estudo nobre e alicerçando as nossas palavras no exemplo, ajudemo-lo, tanto quanto possível, a simplesmente raciocinar.
Seara dos Médiuns - Emmanuel - Francisco Cândido Xavier - Retirado do site: www.espiritbook.com.br

segunda-feira, 6 de julho de 2015


domingo, 17 de maio de 2015

sábado, 6 de dezembro de 2014


domingo, 3 de fevereiro de 2013

      Tina Turner lançou na Europa um novo CD - "Beyond", da gravadora Decca - diferente de tudo o que fez até agora. Tina não canta, apenas recita textos próprios sobre o amor, acompanhada por orações budistas e cristãs interpretadas pela professora suíça de ioga Regula Curti e pela cantora tibetana de mantras Dechen Shak-Dagsay.
   Para quem fica surpreso, Tina, de aparência enérgica e voz firme como se tivesse 30 anos, nota que, apesar de ter adotado a religião budista já adulta, adquiriu o hábito de meditar quando ainda praticava o credo batista, no Tennessee, nos Estados Unidos. Como disse em recente estada na Alemanha, onde lançou o CD: "Quem pensa que o rock é tudo na minha vida está enganado. Sempre gostei de meditar. Mesmo quando estou em hotéis, entre um show e outro, dedico parte do meu tempo à meditação".
    Tina descobriu o budismo depois da separação de Ike Turner (1931-2007), com quem dividiu a cama e o palco por muitos anos. Ike era violento e chegava a espancar a companheira. Mesmo assim, ela quase sucumbiu com a separação.
    "Eu estava no fim! Cheguei a pensar em suicídio. Minha vida pessoal estava arruinada, e a carreira tampouco dava certo". A crise acabou quando descobriu novas forças, através da religião. Com a adesão ao budismo, recuperou a autoconfiança e retomou de forma fulminante a carreira. Em 1989, aos 50 anos, reiniciou também a vida amorosa, com Erwin Bach, em Colônia, na Alemanha, onde viveu muitos anos. Há alguns anos mudou-se para Küsnacht, na Suíça, onde seu caminho se cruzou com os de Regula e Dechen. Tina é vizinha de Regula.
    Regula, católica, terapeuta musical e professora de ioga, descobriu o budismo ao visitar o Tibete - o princípio budista da oração e da meditação é conciliável com as religiões cristãs. Ela diz que o objetivo de "Beyond" é mostrar uma espiritualidade global: "Queremos mostrar o ponto em comum das religiões, que, no fundo, são todas parecidas e pregam o amor".
   Foi ela quem teve a ideia de telefonar para a vizinha famosa quando o projeto já estava mais ou menos definido. Tina diz que aceitou imediatamente: "Acho que já esperava".
    O resultado é um CD de espiritualidade pura, o que não impede a rainha do rock de continuar o trabalho que a tornou conhecida. Em maio, ela encerrou uma turnê de 90 shows por várias cidades de Estados Unidos, Canadá e Europa.
Retirado do site: http://oglobo.globo.com/cultura/tina-turner-lanca-cd-que-recita-textos-sobre-amor-com-oracoes-budistas-cristas-3207763#ixzz2HiokHzu2 (08/07/2009)


Origin: Hindhuism                    Language: Sanskrit
Om Om Om
Sarvesham Svastir Bhavatu
Sarvesham Shantir Bhavatu
Sarvesham Poornam Bhavatu
Sarvesham Mangalam Bhavatu
Om, Shanti, Shanti, Shanti
_______________________________
A Vedic blessing for the world: 
Oṃ. sarveśāṃ svastir bhavatu;
sarveśāṃ śāntir bhavatu;
sarveśāṃ pūrṇaṃ bhavatu;
sarveśāṃ maṅgalaṃ bhavatu
"Que todos desfrutem bem-estar; que todos possam desfrutar da paz; que todos possam 
desfrutar da plenitude; que todos possam desfrutar do auspicioso. "
__________________________________
O Mantra significa:
Cantar para alcançar Bem-estar, integridade, paz, tranquilidade, felicidade, prosperidade
e harmonia.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

   Qual é o papel das religiões estabelecidas no surgimento da nova consciência? Muitas pessoas já reconhecem a diferença entre espiritualidade e religião. Elas compreendem que ter um sistema de crenças - um conjunto de pensamentos entendido como a verdade absoluta - não torna ninguém espiritualizado, não importa qual seja a natureza dessas convicções. 
  Na realidade, quanto mais um indivíduo faz de seus pensamentos (crenças) sua própria identidade, mais se distancia da dimensão espiritual que existe dentro dele. Muitas pessoas "religiosas" estão presas nesse nível. Para elas, a verdade equivale ao pensamento. 
 Como estão completamente identificadas com o pensamento (sua mente), consideram-se detentoras exclusivas da verdade, o que é uma tentativa inconsciente de proteger a própria identidade. Elas não compreendem as limitações do pensamento. A seus olhos, qualquer indivíduo que acredite (pense) de modo diferente está errado. Num passado não muito distante, isso lhes serviria  de justificativa para matar alguém. E ainda há quem faça isso hoje em dia.
   A nova espiritualidade, a transformação da consciência,    está surgindo em grande parte fora das estruturas das        religiões  institucionalizadas. Sempre houve bolsões de espiritualidade, até mesmo nas religiões dominadas pela mente, embora as hierarquias formais tentassem eliminá-los por considerá-los uma ameaça. O fato de que a espiritualidade está aparecendo em larga escala fora das estruturas religiosas é algo inteiramente novo. No passado, isso teriasido inconcebível, sobretudo no Ocidente, terra das culturas mais controladas  pela mente, onde a Igreja cristã detinha uma franquia virtual da espiritualidade.
   Ninguém podia falar a uma platéia sobre esse tema nem publicar um livro sobre o assunto sem a autorização da Igreja, caso contrário seria silenciado.
  Hoje em dia, porém, mesmo dentro de determinadas crenças e religiões, há sinais de mudança. Isso é confortador, e qualquer pessoa se sente grata pelos sinais de abertura, como foram as visitas do Papa João Paulo II a uma mesquita e a uma sinagoga.
   Em parte como resultado dos ensinamentos espirituais que surgiram foradas religiões estabelecidas, mas também em decorrência da influência da antiga sabedoria do Oriente, um número cada vez maior de seguidores das religiões tradicionais tem sido capaz de deixar de lado a identificação com a forma, o dogma e um sistema de crenças rígido. Essas pessoas têm descoberto a profundidade original que está oculta em sua própria tradição espiritual ao mesmo tempo que encontram a profundidade dentro de si mesmas. Elas compreendem que seu "grau de espiritualidade" não está absolutamente relacionado com aquilo em que acreditam, porém que ele tem tudo a ver com seu estado de consciência. Isso, por sua vez, determina como alguém age no mundo e interage com os outros.
   Aqueles que não são capazes de ver além da forma ficam mais arraigados a suas crenças, isto é, a seus próprios pensamentos. Hoje em dia, estamos testemunhando não apenas uma influência sem precedentes da consciência como também uma resistência e uma intensificação do ego. Há instituições religiosas abertas à nova consciência, enquanto outras endurecem suas posições doutrinárias e se tornam parte de todas aquelas estruturas artificiais que o ego coletivo usa para se defender e "revidar". Algumas Igrejas e seitas, assim como determinados cultos ou movimentos religiosos, são em essência entidades egóicas coletivas, uma vez que se identificam rigidamente com suas convicções mentais, a exemplo do que fazem os adeptos de qualquer ideologia política fechada a todo tipo de interpretação alternativa da realidade.
    Mas o ego está destinado a se dissolver, e todas as suas estruturas rígidas - sejam elas instituições religiosas, corporações, governos ou entidades de outro tipo - irão se desintegrar de dentro para fora, mesmo que pareçam estar profundamente protegidas. As estruturas mais inflexíveis, as mais impermeáveis à mudança, serão as primeiras a desmoronar. Isso já aconteceu no caso do comunismo soviético. Por mais resguardado, por mais sólido e monolítico que se mostrasse, em poucos anos esse sistema se decompôs de dentro para fora. Ninguém tinha previsto esse fato. Todos foram surpreendidos. E há muito mais surpresas aguardando por nós.
(Eckhart Tolle - O despertar de uma nova consciência) Blog do Luiz Eduado Filho