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domingo, 12 de julho de 2015

ECTOPLASMA E SUA UTILIZAÇÃO NOS TERREIROS

    Um dos elementos bioenergéticos mais utilizados por Caboclos, Pretos-Velhos, Exus e Crianças, seja em atividades curativas, harmonizatórias, e, também, em neutralização de demandas, é o denominado Ectoplasma.
   O Ectoplasma, que tem despertado um grande interesse por parte das religiões mediúnicas e de cientistas de todo o mundo, é uma substância material, visível ou não, consoante sua quantidade e densidade, absorvida/produzida pelo corpo humano a partir da fusão e posterior metabolismo de quatro fluidos, quais sejam fluidos astrais (química astral); fluidos da natureza (raios solares, raios lunares, gases etc.); e fluidos orgânicos e inorgânicos de nosso planeta (minerais, vegetais e animais). É de conhecimento também que o ectoplasma localiza-se nas células humanas, constituindo-se como uma parte etérica das mesmas. Esta matéria, que em alguns casos de acúmulo excessivo, apresenta-se como uma geléia viscosa, de cor branca, semi-líquida e que sai através dos principais orifícios do corpo humano (boca, narinas, ouvidos etc.), é um dos elementos integrantes de nosso corpo vital (duplo etérico), sendo o envoltório intermediário entre o perispírito (corpo astral) e o corpo físico. É o dinamizador da parte bio-fisiológica do ser humano encarnado.
   Dizem alguns que é encontrado em maior quantidade na altura dos centros de força (chakras) Umbilical e básico. Não vamos nos ater a discorrer sobre o emprego de ectoplasma na materialização de espíritos e objetos, situações em que deve haver um grande acúmulo de ectoplasma nos doadores desta substância, mas sim na sua utilização por parte dos espíritos trabalhadores de nossa elevada Umbanda. 
   Os Caboclos, Crianças, Exus e Preto-Velhos (as quatro formas fluídico-perispirituais de manifestação de espíritos na Umbanda) costumam utilizar o ectoplasma de seus médiuns para os mais variados fins (lembre-se: espíritos não têm corpo vital, logo não têm ectoplasma. Nos trabalhos de cura, costumam aplicá-lo nos centros de força dos assistentes, a fim de reequilibrar o fluxo energético (absorção e emanação de energias).
   Nos trabalhos direcionados ao desmanche de baixa magia, as entidades potencializam a substância ectoplasmática, deslocando-se a lugares onde está a origem material da feitiçaria (objetos vibratoriamente magnetizados), passando a manipular tais materiais, desmagnetizando-os e neutralizando as demandas. 
  Devido aos espíritos utilizarem o ectoplasma humano em algumas tarefas onde há a necessidade deste fluido vital, muitos médiuns, ao término de uma sessão ou gira, sentem-se fatigados, cansados, exauridos de energia, e com apetite aguçado.
   Esta situação ocorre em grande parte, e em vários graus, conforme a quantidade sorvida, em razão da retirada de parte do ectoplasma do médium por parte dos espíritos trabalhadores. É um acontecimento natural, facilmente dirimido pela ingestão de líquidos como água pura, sucos, refrigerantes, comestíveis, e, se possível, um ligeiro repouso. Após um curto espaço de tempo o ectoplasma volta a seu nível normal. 
   O Ectoplasma ainda é assunto a ser mais explorado. A cada dia surgem novas informações sobre este nobre fluido que é de suma importância para a Humanidade. 
Retirado do Facebook, página TENDA Espírita Zurykan

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

POLTERGEIST, O FENÔMENO

    Família é visitada por fantasmas, que inicialmente se manifestam apenas movendo objetos pela casa, mas gradativamente vão aterrorizando-os cada vez mais, chegando a sequestrar a caçula através do televisor. Os pais se desesperam e uma especialista em fenômenos paranormais sugere que eles busquem a ajuda de uma mulher com poderes mediúnicos.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

      Há que se entender de uma vez por todas que Umbanda e Candomblé são religiões absolutamente distintas, que guardam muito mais diferenças do que semelhanças. É como querer comparar a religião Católica com a Evangélica. 
     Existem semelhanças? Sim como, por exemplo, os nomes de alguns Orixás, mas a forma de entendimento do que seja Orixá e principalmente a forma de culto a esses Orixás é absolutamente diferente.
 
 Com Exu não poderia ser diferente. O Candomblé o entende como sendo Orixá ou ainda nas palavras de Pierre Verger: "Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida. Há, antes de mais nada, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano. Sem dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material (ayé), onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural (orum), onde trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns)."
   Como a nossa discussão não diz respeito as interpretações do Candomblé, visto se tratar de outra religião, nos ateremos a Umbanda onde Exu não é Orixá. Não é Orixá porque Orixá é energia emanada de Zambi (Deus), representada na terra através das Forças da Natureza. Orixá é potencia de Luz. 
     Na Umbanda a origem de Exu está em função da necessidade de existirem guardiões, encaminhadores e combatentes das forças trevosas. Trabalho básico da Umbanda. Por isso se diz que "Sem Exu não se faz nada". Isso não porque Exu não deixa, porque é vingador, traíra ou voluntarioso como querem fazer pensar algumas lendas sobre Exu, mas sim porque não há como combater forças trevosas sem defesa e proteção. Então pode vir à pergunta: "Então nossos guias (caboclos e pretos velhos) não nos protegem e defendem?" Claro que protegem e defendem, entretanto cabe a Exu o primeiro combate, o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior. Esta é a especialidade de Exu, pois conhece profundamente os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira, assim como a dos Caboclos e Pretos Velhos é a de nos orientar e aconselhar.
    Tudo na Umbanda é organizado, coerente e lógico. Tendo isso em mente, um segundo mito a ser desfeito diz respeito à confiabilidade de Exu. Como disse anteriormente, Exu não é traíra! Qual a lógica de Orixá e entidades de luz o colocar como guardião, defensor se ele fosse "subornável", se ele não fosse confiável?

     Seguindo o mesmo raciocínio outro mito que não tem base alguma é "Exu tanto faz o mal quanto faz o bem e depende de quem pede. Nós é que somos os maus na história". Não existe "defesa" pior para Exu do que esta, pois se trata de outra incoerência! Se uma criança sabe diferenciar o bem do mal, como Exu, conhecedor de segredos de magia, manipulador de magia, defensor, combatente de forças trevosas possa ser tão imbecil a ponto de não diferenciar o bem e do mal e o que é pior trair a confiança de Caboclos e Pretos Velhos? E ainda por cima não ter nenhum tipo de aspiração evolutiva, ou seja, ficar sempre entregue a mercê de nossa vontade nunca aspirando evoluir?
    Aí vem outra pergunta: "Mas eu fui num terreiro e disseram que o trabalho contra mim foi feito por um Tranca Ruas". Resposta: o trabalho foi feito por um obsessor se passando por Tranca Ruas. Aliás, obsessor se passa por tudo, inclusive por enviado de Orixá, como Caboclo e Preto Velho. E por que isso acontece? Por causa de médiuns invigilantes. Médiuns pouco compromissados com o Astral Superior, médiuns e dirigentes ignorantes. Médiuns e dirigentes que buscam os terreiros de Umbanda para satisfazer as suas baixas aspirações, como válvulas de escape para fazerem "incorporados" o que não tem coragem de fazer de "cara limpa"! Médiuns de moral duvidosa que grita, xingam, bebem, dançam de maneira grotesca para uma casa religiosa e imputam a Exu esses desvarios. Caso estejam realmente incorporados estão na realidade é sofrendo a incorporação de kiumbas (que são espíritos moralmente atrofiados ou que buscam apenas tumultuar o ambiente). Nunca um Exu ou Pomba Gira de verdade irá se prestar a um papel desses. 
   Outro ponto que gera muita confusão diz respeito à incorporação de Exu, pois já ouvi a pergunta: "Se ele é guardião, quando está incorporado não está "guardando" nada. “Novamente a lógica e a coerência devem falar mais alto do que a ignorância e a incredibilidade”. 
     O Exu Guardião não é o que incorpora nos terreiros. Os que incorporam são Exus de Trabalho (como eu costumo chamar), de defesa pessoal do médium. Esses Exus também participam dos trabalhos junto aos Exus Guardiões e Amparadores no combate as forças do Astral Inferior, mas os Exus de Trabalho tem outro tipo de compromisso que é com a Banda do médium e para com a Casa a qual o médium está. Por isso respeitam o templo religioso e não induzem o médium a embriagues, algazarra ou a comportamentos chulos e deselegantes.
    São espíritos de luz em busca de evolução. Que estão altamente compromissados com as esferas superiores, com os guias e protetores do médium e com toda a egrégora de luz da Casa na qual o médium está inserido. Trabalhando diretamente com esta egrégora eles auxiliam no combate e encaminhamento dos espíritos que são atraídos pela corrente de desobsessão do terreiro que fazem parte. A exemplo de Nossa Casa os Exus de Trabalho de cada médium participam diretamente dos trabalhos realizados pela Corrente de Desobsessão e Cura de Caboclo Pena Branca.
     Entretanto, cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu de Trabalho está abaixo de Caboclo e Pretos Velhos. Isso não significa que não sejam evoluídos apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa. Conseqüentemente a sua vibração ou energia de incorporação está mais próxima (ou mais similar) a vibração de terra, exigindo do médium um nível de elevação diferenciado do que quando vai incorporar um Caboclo ou Preto Velho ou até mesmo outro enviado de Orixá. Ou seja, quando o médium se prepara para a incorporação, ele tem que se concentrar e elevar a sua própria vibração, enquanto a entidade incorporante baixa a sua. Quanto mais evoluída for à entidade incorporante, mais sutil é a sua energia e mais exigirá do médium concentração e elevação para a incorporação.
     Outro aspecto a ressaltar é que esse estágio evolutivo não impede Exu de trabalhar conjunta e harmoniosamente com entidades mais evoluídas, até porque além de trabalharem sob as suas ordens, ou seja, sob as ordens de enviados de Orixá, a questão "hierarquia" é muito bem resolvida no Astral Superior. Lá não existem "disputas" pelo "poder" ou se questiona quem "manda". Todos estão conscientes de seus papéis e do trabalho que precisa ser realizado, além de trabalharem com um mesmo objetivo, a Caridade! A palavra de ordem de Exu é "compromisso"! Por tudo isso ele não é e nem nunca foi traidor ou do "mal".

Sobre a Incorporação de Exu

 
 Exu e Pomba Gira quando incorporados em seus médiuns, podem se apresentar de duas maneiras básicas: alegres ou sérios. Mas mesmo na alegria não há desrespeito ou comportamentos inadequados a um templo religioso. E ainda vou mais longe, e o que vou dizer agora visa justamente desmistificar outro mito ligado a Exu. Quando o Exu é deselegante o médium também o é, só que disfarça quando não está "incorporado". 
     Esse médium invigilante e portador de moral duvidosa ao receber a energia de incorporação de Exu (que começa a se dar através da aproximação do mesmo), por ser uma energia bastante similar a nossa e justamente por estar mais próxima a crosta terrestre, onde o combate com o Astral Inferior se dá, passa a dar vazão aos seus sentimentos menores, influenciando e interferindo diretamente na incorporação do Exu, que assiste a tudo desconsoladamente. Transferindo para Exu sentimentos e comportamentos que são seus.
    Isso não chega a ser mistificação, ou seja, fingimento, porque existe a energia de Exu ao lado ou perto do médium. A mistificação envolve o fingimento puro e simples, sem envolvimento de energia ou proximidade de entidade alguma. Mas trata-se de animismo. A incorporação de Exu e Pomba Gira envolvem a manipulação energética de chakras inferiores, e o que acontece no caso descrito acima é que o médium deliberadamente utiliza mal essa energia. Digo deliberadamente, porque isso envolve intenção, moral e mau aproveitamento da energia de Exu.  Com a continuidade da insistência do médium em se utilizar dessa energia para a manifestação de seus desejos e aspectos menores, em pouco tempo há a queda do médium... O Exu se arranca e fica o que? Kiumba que assume o nome do Exu e aumenta os desvarios... E o médium não percebe porque no fundo usa a influência do kiumba (aliás, um usa o outro) para brigar com a mulher, encher a cara de cachaça, falar palavrão, fazer pedidos de oferendas nas encruzilhadas da vida, matança de animais e outras aberrações. 
     Cabe a direção da Casa coibir veementemente esses comportamentos no seu nascedouro, ou seja, no médium e assim que começam acontecer. Chamando-o a realidade, orientando e desestimulando atitudes desse tipo. Tentando recuperar o médium. Mas se for o caso não deve pestanejar em tomar medidas drásticas para a solução do problema.

Sobre a capacidade de manipulação energética de Exu

    Voltando a questão energética de Exu, já falamos que ele é um grande manipulador de energias, transfigurando-se em formas diferenciadas de acordo com o ambiente em que está. 
  A exemplo disso vemos Exu se apresentando aos obsessores que irão combater em configuração que desperte medo e/ou respeito. Ele não poderia se apresentar a um "inimigo" como se fosse uma linda Cinderela... Isso não assustaria ninguém, então ele assume sim formas rudes, entretanto ele o faz por estratégia e não por serem deformados, e muito menos eles têm chifres, rabos e pés de bode como são tão mal retratados nessas imagens que encontramos em casas de artigos religiosos. 
   Como Exu manipula energias para assumir outra configuração "física"? Em primeiro lugar há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós, muitos são contemporâneos inclusive. Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim... Assim como nós. Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões. Bem, em primeiro lugar em função do trabalho que irá executar ou da "batalha" que irá travar Exu estuda o ambiente que irá entrar, em seguida vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estudam os seus "adversários", suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc. Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater. Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá. Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia. E detalhe importantíssimo: tudo isso sem a necessidade de sacrifícios de animais e despachos em encruzilhadas, porque quem "recebe" tudo isso é kiumba! Lembrando ainda que isso dentro do Ritual de Umbanda!
      Mãe Luzia Nascimento- Sacerdotisa de Umbanda
Dirigente do Centro Espiritualista Luz de Aruanda – CELA
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   Como universalistas, entendemos que é preciso buscar textos que se aproximem sempre da verdade sobre as questões do espírito, sem a intenção de doutrinar, mas elucidar essas questões como livres pensadores. Luz em nossa jornada e paz em nossos corações.  


       Darci Ignácio da Silva. (Lobo Solitário)

Retirado do Facebook - Grupo Paz e Luz (https://www.facebook.com/pages/Grupo-Paz-e-Luz/236448456456318)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ECTOPLASMA, EFEITOS FÍSICOS E PARANORMAIS

    Documentário produzido pela ViaConsFilmes e TV Complexus, dirigido por Mário Luna e a apresentado por Fred Ganem, pesquisador na área de ectosplamia.
    Este documentário aborda o que é o ectoplasma (como elemento físico), como se manifesta a ectoplasmia, os recursos positivos de sua aplicação e os cuidados com seus efeitos. Fred Ganem conta como foram as primeiras pesquisas acerca do assunto e como a ciência tradicional está atualmente trabalhando na investigação sobre o ectoplasma. Nessa odisseia, ele relembra nomes como Charles Richet (que cunhou o nome ectoplasma), William Crooks, Ernesto Bozzano, Gabriel Delanne, Oliver Lodge, Hernani Guimarães Andrade e muitos outros nomes reconhecidos da Ciência.
Ganem também explica uma técnica simples, porém, segundo ele, eficaz, para a boa manipulação da força vibracional, que produz o ectoplasma.
    Para melhor ilustrar a realidade e a importância dos fenômenos ectoplasmáticos, o vídeo traz várias imagens históricas: figuras e videogravações de experimentações realizadas em diversas partes do mundo, mostrando, por exemplo como se dá a materialização de Espíritos.

FILME COMPLETO: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UXvlf6y2hzM

quarta-feira, 31 de julho de 2013

SUGESTÃO PARA LEITURA - JULHO/2013


1- SAÚDE E ECTOPLASMA (Matthieu Tubino)As páginas deste livro tratam da relação do ectoplasma com a nossa realidade vital. É feita uma correlação entre a exitência deste fluido e a nossa vida, a nossa saúde e as nossas doenças, propondo-se um método para tratamento. O ectoplasma, conhecido desde os mais remotos tempos pela humanidade, recebeu diversos nomes como, por exemplo, fluido vital, força vital, virtude, chi, prana. Vendo o ectoplasma de maneira mais ampla, podemos correlacioná-lo com o universo inteiro. Em tempo relativamente recente, cosmólogos identificaram no universo a existência de uma matéria a que se deu o nome de matéria escura.  Ela teria a função estruturadora de corpos estelares, tais como galáxias, estrelas etc, ou seja, a mesma função que o ectoplasma tem em nossos corpos. Pode-se, então, por extensão de idéias, propor que a matéria escura identificada no espaço interestelar não é senão o ectoplasma em dimensões astronômicas.
TEMOS ESTE LIVRO EM NOSSA BIBLIOTECA



2- NA PONTA DOS PÉS (Ana Cristina Vargas): Os vínculos entre mães e filhos ultrapassa as barreiras da matéria: são sentimentos densos que envolvem fatores psicológicos, emocionais, educacionais e espirituais. Conhecendo presente e passado da família Fontes Batista, o leitor desvendará os caminhos que os reuniram, como cada um vivenciou a experiência comum, construindo e transformando a si mesmo. Esse é um romance da atualidade, ambientado em uma pacata cidade do interior do Brasil, que mostra como a formação da saúde ou das patologias emocionais atravessam os tempos e se desenvolvem, tecidas com as linhas invisíveis do passado e dos sentimentos vividos sendo traduzidos muitas vezes, pela maneira de andar.


3- O ATEU (Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho): O Ateu, como Jean Marie é conhecido na intimidade,reserva-se o direito de não apenas descrer do Criador, mas também de influenciar os outros com seus escritos: onde expõem sua absoluta descrença na vida além da morte. Com a ajuda de amigos que compartilham de suas idéias, distribui panfletos onde dissemina seu ideal materialista. Jean Marie e seus amigos são aventureiros que oferecem os prazeres mundanos àqueles que desejam realizar suas fantasias. Residentes na Toca (antiga Fazenda São Francisco), transformam o local em palco de festejadas reuniões, onde reinam os vícios e chantagens. Influenciado por um espírito obsessor e cada dia mais comprometido com o mal, pressente a aproximação de um grande perigo, sem saber que isto mudará por completo seu modo de pensar...
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4- UMA PROVA DO CÉU (Eben Alexander): Cético, defensor da lógica científica e neurocirurgião há mais de 25 anos, o autor viu sua vida virar do avesso quando passou por uma experiência que ele considerava impossível. Vítima de uma meningite bacteriana grave, ficou em coma por sete dias. Enquanto os médicos tentavam controlar a doença, Eben, sem consciência da própria identidade foi mergulhando cada vez mais fundo em uma realidade difusa, onde conheceu seres celestiais e fez descobertas transformadoras sobre a existência da vida após a morte e a profunda relação que nós temos com Deus. Quando os médicos já pensavam em suspender seu tratamento, seus olhos se abriram, ele estava de volta. Aquela experiência o levou a questionar tudo em que acreditava até então. Analisando as evidências à luz dos conhecimentos científicos, o autor compartilha essa incrível história para mostrar que ciência e espiritualidade podem_ e devem andar juntas. Livro emocionante sobre a cura física e espiritual e a vida que se esconde nas dimensões do Universo.
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5- O SONO DOS HIBISCOS(Lygia Barbiére): Será que alguém pode voltar à vida depois de quase 19 anos em coma? Romance que transita pelo universo das UTIs, das experiências de morte e de quase-morte, dos casos de coma prolongado e das questões que usualmente acompanham tais situações, sempre equilibrando suas personagens sobre o tênue e desconcertante fio que serve de divisa entre o que costumamos chamar de vida e morte.
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6- ILUSÕES, AS AVENTURAS DE UM MESSIAS INDECISO (Richard Bach): o autor nos leva a refletir sobre os aspectos mais simples, e ao mesmo tempo, tão importantes na nossa vida. A história começa com uma incrível aventura de Richard, um piloto itinerante que voava com seu biplano pelos campos do meio oeste americano vendendo passeios de dez minutos a três dólares. Richard tinha em sua mente o pensamento de que o mundo era mais do que aquilo que os olhos podem ver, sonhava em um dia encontrar alguém que lhe explicasse como o mundo e suas “ilusões” funcionam. Um dia encontra outro piloto, Dom Shimoda (o messias do título) fazendo o mesmo que ele, vendendo passeios, e logo tornam-se amigos. Richard percebe que este homem é justamente a pessoa que sempre quis conhecer. Dom logo passa a falar sobre as ilusões do mundo, ensina-lhe tudo que sabe, mostra-lhe como nossos pensamentos podem nos limitar e nos faz acreditar no impossível.    


terça-feira, 30 de abril de 2013

SUGESTÃO PARA LEITURA - ABRIL 2013

1- ECTOPLASMA, DESCOBERTA DE UM MÉDICO PSIQUIATRA (Luciano Munari): Livro ímpar por relatar a experiência de um médico psiquiatra ao descobrir, após anos de observação e estudo, que a origem de diversos sintomas apresentados por seus pacientes eram decorrentes da influência de uma substância fluídica ainda desconhecida pela medicina clássica, o ectoplasma. O autor descreve e analisa patologias como úlcera, artrite, enxaqueca, labirintite, fibromialgia, TPM, depressão, síndrome do pânico, transtorno da somatização (a "bola" na garganta) entre outras, esclarecendo de forma clara e objetiva de que maneira o ectoplasma e sua produção excessiva colabora para a formação desses sintomas físicos e psíquicos tão comuns nos dias de hoje. E mais, como a alimentação  adequada, o exercício da paranormalidade direcionada para o bem e uma reformulação do comportamento psíquico podem colaborar para o controle dos sintomas ectoplasmásticos e consequente cura de enfermidades.
TEMOS ESTE LIVRO EM NOSSA BIBLIOTECA número 521


2- O CÃO DE GUARDA (Sebastião Anselmo): História que aborda o tema da "licantropia" ou seja, a transformação do homem em lobo. No plano espiritual existem muitos fenômenos de licantropia em virtude da fragilidade das mentes enfermiças mergulhadas no arrependimento por erros cometidos em experiências físicas. O fenômeno não se restringe apenas à transformação em lobos, expandem-se a outros animais (cobras, lagartos), segundo os sentimentos de culpa que espíritos sofredores nutrem intimamente, desprovidos do perdão a si próprios e da esperança no Amor Divino. Espiridião é um menino que habitou o paraíso em seus primeiros anos de vida e acordou para a realidade da dura existência de seus pais. Sempre que ficava introspectivo, movido pela saudade de "coisas" distantes, um imponente cão negro aparecia para lhe consolar com brincadeiras e carinhos, era um puro amor que parecia brotar de séculos de convivência. Esta obra passa-nos uma bela mensagem de confiança nas leis justas e sábias do Criador.

3- 11:11 A ABERTURA DOS PORTAIS (Solara): O que é 11:11? O que existe por trás dessa expressão, numericamente tão simples, para originar um livro? 11:11 é muito mais que o nome de um portal dimensional, é uma energia forte, poderosa e vibrante que tem se manifestado entre nós. Muitos a têm sentido sob as diversas formas: quão numerosos são os que tiveram suas vidas pautadas por súbita pausa no que quer que estivessem fazendo para, ao olhar ao relógio, constatar ser 11h e 11 minutos? O 11:11 nos fala, nos absorve e envolve para permitir-nos acessar uma outra dimensão, forma um canal direto com a nossa Divina Presença EU SOU onde cada um pode tirar aquilo que necessita dessa fonte de energia cristalina, pois a partir do momento em que estamos unos com a Consciência Divina e nos abrimos para a Luz, nossas palavras, pensamentos e ações passam, conscientemente, a serem divinos e sagrados e tal como deuses, somos criadores dos nossos caminhos, responsáveis pela presença da Luz em nossas vidas.
               TEMOS ESTE LIVRO EM NOSSA BIBLIOTECA, número 451


4- UMA JANELA PARA A FELICIDADE (Sônia Tozzi): Nancy nasceu em uma família extremamente amorosa. A irmã Clara era sua grande amiga e companheira. As duas tinham muita afinidade e Clara era capaz de qualquer sacrifício pela adorada irmã. Hugo era irmão das duas, gostava de Nancy mas algo o impedia de se aproximar e ter um contato mais carinhoso. Os pais eram presentes e compreensivos. A jovem nascera com uma deficiência física e até os 15 anos, quando seu pai desencarnou, ela vivia fechada em casa. Sua única diversão era passear às margens do rio que circundava a residência da família. Cansada de viver sem propósito, Nancy, com a ajuda de Clara e Vilma, sua acompanhante, transforma sua vida quando passa a frequentar uma casa espírita e a colaborar. 
    Este romance traz grandes ensinamentos acerca da vida e do preconceito, mostrando também a resignação e força dos personagens que entendem como a luta pela superação dos nossos defeitos é importante para a nossa própria evolução.
                  TEMOS ESTE LIVRO EM NOSSA BIBLIOTECA, número 888

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

AS FONTES ENERGÉTICAS DA UMBANDA

    Muitas pessoas necessitam, ainda, de algo que funcione como muletas psicológicas, a fim de desenvolverem seu potencial. Mas na Umbanda o que acontece é bem diferente, o altar ou “gongá”, os objetos de culto e todo o simbolismo são utilizados visando compor o que as entidades chamam de “bateria magnética”, uma espécie de bateria psíquica que concentra as energias para as tarefas a serem realizadas.
    A Umbanda, como já vimos, lida com fluidos, às vezes, muito pesados, com magnetismo elementar e uma grande quantidade de pessoas que vem em busca de recursos e devido à falta de informação não conseguem compreender seu verdadeiro objetivo.
    O “gongá” é uma verdadeira concentração de energia, pois todos concentram nele seus pensamentos, suas orações, suas criações mentais mais sutis. Então quando os mentores espirituais precisam de uma cota de energia maior para a realização de determinadas atividades, recorrem a esse “depósito de energia”, mas o gongá é também um imenso reservatório de ectoplasma, força nervosa grandemente utilizada devido à natureza dos trabalhos.
    Os cânticos ou “pontos cantados” também têm um profundo significado dentro dos rituais da Umbanda, usados não só para a invocação dos “guias”, ou mentores espirituais, e para a identificação dos mesmos quando estes se manifestam, servem também como condensadores de energia, é uma espécie de mantra, palavras consagradas por seu alto potencial de captação energética, e de acordo com o ponto cantado, uma imensa quantidade de energia vai se formando e se aglutinando na psicosfera ambiente, energia esta, que depois é absorvida pela aura dos que ali se encontram, além de se agregarem em torno do gongá.
    Seguindo o mesmo processo, também temos os chamados “banhos de descarrego”, tão receitados pelas entidades, sabemos bem do poder das ervas e de seu magnetismo, que quando utilizados adequadamente podem operar verdadeiros prodígios, gerando equilíbrio e harmonia.

    As plantas guardam, em seu estado de evolução, muita energia e vitalidade, os raios que são absorvidos do sol no processo da fotossíntese, formam uma aura particular em cada família do reino vegetal, que se associa ao próprio quimismo da planta, que quando são colocadas em infusão transmitem à água todo o seu potencial energético, curador e reconstituinte. Quando o adepto toma o banho com a mistura de determinadas ervas, todo o magnetismo que ali está associado provoca em alguns casos, um choque energético ou uma reconstituição das camadas mais externas de sua aura. Na verdade, isso não tem nada a ver com o misticismo, é puramente científico. Sob a influencia abençoada das ervas, muitos benefícios tem sido alcançados por inúmeras pessoas. Na atualidade, muitos cientistas deram sua contribuição com a descoberta dos florais, que obedecem ao mesmo princípio terapêutico dos chás e banhos de ervas.

    Nas defumações, empregadas na Umbanda, o princípio é o mesmo, mas em lugar de empregar as ervas em infusão, elas são queimadas, e na queima, suas propriedades terapêuticas são transmitidas e utilizadas de forma energicamente pura, ou seja, o fogo, a combustão, transforma a matéria em energia, isto é a lei da física, e quando determinada erva é queimada, sua parte fluídica ou etérea se concentra aliando-se ao seu potencial próprio, o potencial da parte física que se transforma em energia no momento da combustão, o produto obtido aí, aliado ao fluido energético dos espíritos que sabem manipular tais recursos, são de eficácia comprovada em casos de parasitismos, simbioses e larvas astrais, que são literalmente arrancados de seus hospedeiros encarnados. Neste caso, também não se trata de misticismo, mas de puro conhecimento de certas propriedades dos elementos vegetais, animais e minerais a serviço do bem.
    Podemos observar que todas essas energias são utilizadas para desestruturar as criações mentais inferiores que se encontram nas auras dos adeptos. Mas para muitos, tudo isso significa apenas uma forma de adorar ou de se prestar culto às forças da natureza, ou um elo de ligação e união com os guias e mentores espirituais, e é por isso que os umbandistas têm a necessidade de cada vez mais se esclarecer sobre as questões de sua religião para compreenderem as leis que regem as atividades da espiritualidade e para não continuarem na ignorância do que ocorre transformando tudo em misticismo.
                Fonte:  Grupo 7 elementos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ECTOPLASMA

Chico Xavier em sessão de ectoplasmia
    De aspecto viscoso, semilíquido e esbranquiçado, é uma substância básica e muito importante para os efeitos de materialização de objetos e espíritos. Para a ciência acadêmica, ectoplasma é a parte da célula que fica entre a membrana e o núcleo ou a porção periférica do citoplasma. Para o cientista Charles Richet, é uma substância que se acredita ser a força nervosa e possui propriedades químicas semelhantes às do corpo físico, de onde provém. Apresenta-se sob um aspecto viscoso, esbranquiçado, quase transparente, com reflexos leitosos, bem como esvanescente sob a luz. É considerado a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, pois é através dele que os espíritos podem atuar sobre a matéria.

     Entretanto, para os espíritos, o ectoplasma é geralmente conhecido como um plasma de origem psíquica, que se exala principalmente do médium de efeitos físicos e um pouco dos outros. Trata-se de uma substância delicadíssima que se situa entre o perispírito e o corpo físico e, embora seja algo disforme, é dotada de forte vitalidade, servindo de alavanca para interligar os planos físico e espiritual. Historicamente, o ectoplasma tem sido identificado como algo produzido pelo ser humano, que, em determinadas condições, pode liberá-lo, produzindo vários fenômenos. O ectoplasma é de difícil manipulação, pegajoso, não se moldando facilmente. Por isso, exige treinamentos e técnicas para que os espíritos possam se utilizar deste fluido. Não é o espírito que se materializa, mas é o ectoplasma que se adere à forma do perispírito dele. A substância sofre bastante a influência da luz do dia e da luz branca o que causa interferências no fenômeno, tornando-se ideal a utilização de uma luz com tom avermelhado. A materialização pode acontecer sob o efeito da luz branca, mas é preciso haver muito ectoplasma. Também é difícil fazer fotos desse fenômeno com flash, uma vez que há interferência da luz nesse momento.
    Nas materializações, não é utilizado diretamente o ectoplasma puro exalado pelo médium. É necessário combiná-lo com outros fluidos (espirituais, físicos), ou seja, utilizar nas materializações o ectoplasma elaborado. A presença de apenas uma pessoa incrédula no ambiente dificulta ou até impede a aderência do ectoplasma no perispírito do espírito.

Combinação de fluidos
     A palavra ectoplasma dá uma idéia de se tratar de algo único, mas, na verdade, é um grande conjunto, formado pela combinação dos fluidos do espírito com o fluido animalizado do médium e os fluidos do ambiente. “Aí temos o material leve e plástico de que necessitamos para a materialização”, explica o espírito Aulus no livro Nos Domínios da Mediunidade.
    De uma maneira bastante rápida, podemos dividir o ectoplasma em três elementos essenciais: fluidos A, representando as forças superiores e sutis da esfera espiritual; fluidos B, definindo os recursos do médium e dos companheiros que o assistem; fluidos C, constituindo energias tomadas da natureza terrestre. Os fluidos A podem ser os mais puros e os fluidos C podem ser os mais dóceis, porém, os fluidos B, nascidos da atuação dos companheiros encarnados e notadamente do médium, são capazes de estragar os mais nobres projetos. Nos círculos em que os elementos A encontram uma colaboração segura dos fluidos B, a materialização de ordem elevada assume a sublimidade dos fenômenos.

   Todos os estudos feitos sobre as materializações de espíritos e os chamados efeitos físicos demonstram que esses fenômenos ocorrem somente na presença de pessoas que podem fornecer ectoplasma. Isso leva à óbvia conclusão de que os espíritos não produzem ectoplasma, mas podem apenas manipulá-lo. Inclusive, uma observação mais cuidadosa permite compreender que esta manipulação só pode ocorrer com a conivência consciente ou inconsciente dos encarnados que fornecem a substância.
    Se não fosse assim, esses fenômenos ocorreriam com tamanha freqüência e intensidade no cotidiano da humanidade que os desencarnados passariam a participar diretamente do mundo dos encarnados. Deste modo, pode-se deduzir que o ectoplasma é um atributo do corpo físico, da matéria, uma vez que o corpo humano é material, embora controlado pelo espírito nele encarnado.
     O que se pode admitir que aconteça é que os espíritos encarnados, em contato com a matéria durante a encarnação, manipulam-na de tal modo que produzam o que chamamos de ectoplasma. Essa produção se daria de modo automático e inconsciente, desde a concepção até o desencarne.

Os tipos de ectoplasma
    Agora, se o ectoplasma está relacionado com a matéria que constitui o corpo humano, ele deve existir também nos minerais, nas plantas e nos animais em geral. Em termos de complexidade, esse ectoplasma não deve ser igual ao existente nos seres humanos.
     Em princípio, o ectoplasma mineral é o mais simples. Nos vegetais, que se alimentam principalmente de materiais inorgânicos, ele se apresenta de modo relativamente mais complexo, em virtude de ter sido trabalhado por eles a partir do material inicial. Já nos animais, que se alimentam de produtos minerais, vegetais e mesmo outros animais, o ectoplasma deve adquirir uma maior complexidade.
    Assim, em função da espécie de vegetal ou animal, certamente haverá qualidades diferentes de ectoplasma. Essa dedução é fácil de ser feita, pois, ao que se sabe, o ectoplasma não-humano não é suficiente ou adequado para a realização de fenômenos físicos e de materialização, já que, se fosse, eles ocorreriam livremente pela manifestação de espíritos desencarnados. Haveria interferência direta destes no mundo dos encarnados, criando grande confusão.
     No livro Espírito, Perispírito e Alma, Hernani Guimarães Andrade propõe a existência dos seguintes tipos de ectoplasma: ectomineroplasma, originário dos materiais minerais; ectofitoplasma, extraído dos vegetais; ectozooplasma, produzido pelos animais; ectohumanoplasma, gerado pelos humanos. Mas para efeito de simplificação de terminologia, no sentido de tornar o significado mais acessível às pessoas, podemos dizer apenas ectoplasma mineral, vegetal, animal e humano.

O ectoplasma é matéria?
     Podemos definir matéria como tudo que é constituído pelos elementos químicos constantes da classificação periódica, além, é claro, dos próprios elementos e das partículas subatômicas. É também aquilo que possui massa e energia, estando sujeito à ação da gravidade, tem peso e ocupa um certo volume no espaço, além de interagir fisicamente com outras porções da matéria através das reações químicas.
    Já o ectoplasma está sujeito à ação da gravidade e interage fisicamente com a matéria do corpo humano. Nas fotografias, vemos ele sair da boca de um médium como se fosse um pano. O fato da substância cair na direção do solo e do espírito materializado a partir dela estar junto ao chão são evidências de que este fluido está sujeito à ação gravitacional. Alguns autores que já estudaram o ectoplasma em trabalhos de materialização e de efeitos físicos verificaram a ação da gravidade através de balanças.
    Portanto, podemos concluir que o ectoplasma é matéria. Podemos? Este raciocínio nos conduz a uma conclusão bastante interessante, ou seja, parece haver alguma coisa que se comporta como se fosse uma matéria paralela à que a química descreve. Em outras palavras, é como se houvesse um outro conjunto de elementos químicos coexistindo com aqueles previamente conhecidos ou previstos pela química, como se fosse possível estabelecer pelo menos uma outra classificação periódica.

Apresentação e produção
     O ectoplasma é um combinado de substâncias. Quando os espíritos desencarnados podem dispor dele em bastante quantidade, utilizam-no para a produção de fenômenos mediúnicos de efeitos físicos, combinando-o com outras substâncias extraídas do reservatório oculto da natureza.
    Para a visão dos desencarnados, o ectoplasma se apresenta como uma massa de gelatina pegajosa, semilíquida e branquíssima que é exalada por todos os poros do médium, mas em maior proporção pelas narinas, pela boca, pelos ouvidos, pelas pontas dos dedos e até pelo tórax. À feição do magnetismo, ele é energia disseminada e presente em toda a natureza, a qual, pela lei evolutiva, é mais apurada no homem do que no mineral, no vegetal ou no animal.

     Deduzindo-se que os espíritos encarnados, em contato com a matéria durante a encarnação, produzem o ectoplasma, podemos chegar a algumas conclusões. Se admitimos a existência desta substância nos minerais, nas plantas ou nos animais, podemos entender que um dos ingredientes que forma o ectoplasma é originário dos alimentos, enquanto outro provém do oxigênio que respiramos. Ainda há um outro ingrediente, produzido no interior das células de nosso corpo físico. O que ocorre é uma transformação desses ectoplasmas primários em ectoplasma humano.
     Mas onde e quando ocorre o processo metabólico das reações químicas, físicas e biológicas entre os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular que geram o ectoplasma? É difícil de se afirmar com certeza onde ele se forma no ser humano. A observação indica uma grande movimentação fluídica no abdome, na altura do umbigo, o que leva alguns pesquisadores a admitir que se forma ectoplasma no aparelho digestivo, através do metabolismo dos alimentos no corpo. Outro lugar em que é comum se perceber que existe uma grande quantidade dessa movimentação é no tórax, fazendo alguns estudiosos concluirem que a produção de ectoplasma ocorre através da respiração, pelo oxigênio.

    Como a ciência acadêmica admite que esse fluido se forma no interior das células, muitos entendem que o ectoplasma se forma por todo o corpo no nível celular, embora em quantidades e qualidades diferentes. O sangue pode carregá-lo até os pulmões, onde se libera para ser eliminado, da mesma forma que o carbono resultante do metabolismo.

    Entretanto, para os espíritos, o ectoplasma é uma substância delicada que se produz entre o perispírito e o corpo físico, interligando o plano físico com o espiritual. Isso nos permite deduzir que os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular são captados por meio dos chacras gástrico e esplênico, transformando-se em ectoplasma no interior do duplo etérico. Poderíamos chamar isso de “metabolismo do ectoplasma”. Mas é bom lembrar: nas materializações ou nos fenômenos de efeitos físicos, não se usa diretamente o ectoplasma humano que exala do médium. É preciso combiná-lo com outros dois tipos de fluidos (espirituais e da natureza) para obtermos o ectoplasma elaborado.

Fonte: Escrito por Edvaldo Kulcheski
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial sobre Materialização
Retirado do site: http://universalistas.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de julho de 2010

MEDIUNIDADE

    Após a nossa aula de hoje (21/07/10) sobre mediunidade, decidi colocar o trecho de um livro muito interessante, repleto de ensinamentos valiosos: Legião _  Um olhar sobre o Reino das Sombras (Robson Pinheiro, pelo espírito de Ângelo Inácio):

   "Nossa excursão (espíritos desencarnados) destinava-se a estudar o reino das sombras, mas, antes, passaríamons na residência do médium Raul, que nos acompanharia, desdobrado. Fazia-se necessário alguém encarnado, que doasse certa quantidade de ectoplasma com relativa facilidade tanto com qualidade.  Raul fora escolhido não devido a títulos de santidade, os quais definitivamente não possuía. Era trabalhador ativo e, em nosso plano, costumava deslocar-se com lucidez, colocando-se à disposição para o trabalho independentemente da hora ou da maneira como a atividade se apresentasse.
     _ Um médium desdobrado será excelente auxiliar em nosso projeto e, caso possua clarividência extrafísica, poderá contribuir ainda mais para certas tarefas do lado de cá da vida, disse Pai João.
     _ Mas não são todos os médiuns que gozam da visão desenvolvida quando se encontram desdobrados em nosso plano?
     _ De forma alguma. A grande maioria ainda transita entre as expressões da matéria e as impressões  que guardam da vida espiritual, sem a necessária lucidez quando atuam fora do corpo. Tudo é questão de exercício, trabalho e dedicação. Além do mais, alguns médiuns atualmente encarnados na Crosta vêm de um passado no qual receberam iniciação espiritual em antigos templos e no seio de povos que já não existem com a glória de outrora. Com experiências na Atlântida, no Egito ou junto a outros povos da Antiguidade, diversos sacerdotes do passado permanecem aperfeiçoando-se  ou resgatando a paz de consciência em meio às lides espíritas, umbandistas ou esoteristas. Muitos são médiuns, que atualmente lidam com as questões do psiquismo orientados por espíritos que os dirigem do nosso plano. O conhecimento adormecido nos escaninhos da memória espiritual desperta ou emerge das profundezas do campo mental na hora necessária, para sua utilização adequada.
     _ Podemos compreender que todos os médiuns são iniciados de outras épocas?
    _ Abolutamente. Na grande maioria, são espíritos individados, que aproveitam a sagrada oportunidade da mediunidade para resgatarem seu passado em tarefas beneméritas, enquanto aprendem a lidar com as manifestações do psiquismo. Aqueles que foram iniciados no passado, cujo conhecimento e experiências estão arquivados em sua memória espiritual, são reconhecidos pelo trabalho que realizam em um âmbito mais abrangente. Infelizmente, nem todos permanecem fiéis ao mandato espiritual ou ao compromisso assumido antes de reencarnar. Retardam seu progresso espiritual e comprometem a incumbência que receberam, adiando projetos traçados do lado de cá da vida por elevados amigos do Mundo Maior.
    Esse serviço de apóstolo moderno pode ser chamado de mediunato, é algo que não pode ser negado. Os frutos desse chamado divino são percebidos de forma ostensiva, e a autoridade moral do medianeiro ou daquele que recebeu o chamado direto do Alto salta aos olhos nas ações que empreendem no dia-a-dia."

*Desdobramento ou Projeção astral: ato do espírito despreender-se do corpo durante o sono físico (permanecendo ligados pelo cordão de prata)

segunda-feira, 16 de março de 2009

SINTOMAS DA MEDIUNIDADE

    " O conceito de mediunidade conforme Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita é "Quem sentir a influência dos Espíritos, seja em que grau for, é, por isto mesmo, médium". E acrescenta: "Esta faculdade é inerente ao homem, e por isso, não constitui um privilégio exclusivo de ninguém".
    Chico Xavier já dizia: "A mediunidade é, essencialmente, afinidade, sintonia, criando a possibilidade de se dar um intercâmbio espiritual entre os indivíduos que se encontram na mesma faixa de emoção e pensamento. Os sintomas físicos e psicológicos da mediunidade variam, e dependem do tipo de mediunidade. Mas a irritação, a sonolência inexplicável, as dores sem diagnóstico definido, o mau humor e o choro sem motivo, podem indiciar haver necessidade de esclarescimento e estudo".
    As variações de mediunidade são: capacidade de produzir fenômenos físicos ou inteligentes, e as suas diferentes modalidades, a saber: uns tem facilidade em doar ectoplasma ou fluidos magnéticos de cura, outros em fazer desdobramentos ou experiências fora do corpo físico empregando as suas forças anímicas, outros ainda, tem mais propensão para o intercâmbio através da psicofonia (incorporação) ou da psicografia e assim por diante...
    É indispensável lembrar o papel relevante da glândula pineal no fenômeno mediúnico. Por ser a glândula da vida mental, é a componente orgânica da mediunidade, a que vai traduzir os pensamentos dos Espíritos a fim de os tornar compreensíveis durante o intercâmbio. Isto ocorre graças á íntima ligação que une a pineal com o centro coronário do perispírito e com os restantes centro de força. Relembrando a definição de Kardec, é preciso realçar também que todos nós somos médiuns, em menor ou maior grau, daí o termos sinais e sintomas resultantes da sintonia com diferentes espíritos, embora muitas vezes, possamos não revelar uma faculdade ostensiva.
    Os sintomas da mediunidade estão portanto, muito ligados á mediação feita pela pineal e as suas importantes conexões com as várias regiões do cérebro. Devemos lembrar que a inervação da pineal é feita através do gânglio cervical superior, que pertence ao sistema nervoso simpático, conferindo ao fenômeno mediúnico características adrenérgicas, tais como taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), suores, arrepios etc... A irritação, o mau humor e o choro, estão relacionados com as ligações da pineal ao centro das emoções _ amígdalas e sistema límbico em geral, a sonolência e outros distúrbios do sono resultam da sua influência sobre o sistema reticular, ao passo que a dor pode estar ligada a distúrbios ocasionais da produção de endorfinas.
    Como se vê, o desfile de sintomas pode variar muito. Quando não se tem a certeza de ser ou não mediunidade deve-se procurar em primeiro lugar um médico para afastar a possibilidade de ser uma doença física. Isto é facilitado aos Centros Espíritas porque em geral, quando a pessoa aí vai procurar ajuda, normalmente já esgotou todas as possibilidades de se tratar com a medicina terrestre, tornando mais clara a orientação espiritual a ser seguida.
Muitas vezes, mesmo com o exercício constante da mediunidade os sintomas persistem com altos e baixosdurante algum tempo, mas o médium deve ser presistente. Tal como um violino precisa ser afnado para o violinista tirar dele sons maviosos, o médium só vai conseguir aperfeiçoar-se pelo estudo e pelo dever nobremente desempenhado e pelo cumprimento da sua obrigação primordial: dedicar-se ao Bem ao próximo. Se assim o fizer, verá que gradualmente vai aprendendo a ter paciência e a livrar-se dos sintomas desagráveis, usufruindo dos inegáveis benefícios que proporciona o contato com a Espiritualidade Superior."
   Dra. Marlene Nobre (médica ginecologista, escritora e presidente das Associações Médico-Espíritas do Brasil (AME) e Internacional
(www.geb-portugal.org)


Lembrando: "Aqueles que não fazem o mal, mas também não fazem o bem, são inúteis diante de Deus, que a todos nós impôs deveres a cumprir na Terra e um dia nos pedirá contas do bem que deixamos de fazer". (O Livro dos Espíritos)