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sábado, 13 de dezembro de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
COMO SE DESAPEGAR?
O desapego é a parte fundamental do processo evolutivo. De fato, sem o desapego, esse processo torna-se lento e pouco produtivo, pois que está no desprendimento a raiz para a experiência da felicidade e do amor incondicional. Sem o desapego, o sofrimento então tem total liberdade de adentrar na vida das pessoas.
O apego surge naturalmente a partir do momento em que a mente cria uma imagem e, por conseguinte, um vínculo com uma pessoa ou um objeto. E esse vínculo traz segurança para a pessoa, uma vez que está baseado numa imagem pré-estabelecida. Todavia tal criação é puramente mental e fundamentada a princípio na falta de autoconhecimento.
Deste modo, mesmo que o caro leitor agora já esteja desperto e já tenha avançado muito em seu desenvolvimento pessoal, ainda assim passou a maior parte de sua vida criando imagens a respeito de tudo, portanto criando vínculos ou pré-conceitos. Logo, no ponto em que se encontra, ainda há muito a ser revisto a respeito do mundo e das pessoas ao redor.
Quando o apego surge, temos então o sofrimento, pois que nos identificamos com tudo, positiva ou negativamente, e quando algo abala a imagem que criamos, então experimentamos o sofrimento e seus desdobramentos como ódio, tristeza, ojeriza, depressão, saudosismo, etc.
Eis então o porquê da importância de aprender a permanecer sempre no presente. Pois todas as imagens são baseadas em lembranças ou em imaginação. Quando estamos no agora, as imagens são apenas reflexos de outras linhas de percepção temporal, todavia podem ser encaradas de outra maneira, levando-nos a desconstruir todos os nossos conceitos a respeito de algo. O estado de pura consciência consiste em acordar todas as manhãs como se fosse o primeiro dia de nossas vidas. Pois isso leva a ver e a observar as coisas sem pré-conceitos ou imagens, vendo-as como são e não como achamos que são. Esse estado de pura consciência é parecido com o que as crianças de colo experimentam; a diferença é que o nosso intelecto já está desenvolvido, assim sendo temos consciência de que temos consciência.
Portanto a criança observa o mundo de maneira desprendida, vendo tudo como algo novo e de ramificações incríveis. Tudo é novidade, portanto tudo é observado com bastante interesse. Esse estado precisa ser readquirido na fase adulta, porém devido às influências da sociedade, das religiões e dos pais, nossos egos ganham força e perdemos a simplicidade da observação. Deste modo, o primeiro passo para o desapego é destruir todas as imagens que se cria a respeito de algo ou alguém. Logo, se você vê seu cônjuge como sua fortaleza, destrua-a agora! Veja seu companheiro como se fosse a primeira vez, sem julgamentos, sem imagens, sem pré-conceitos, sem tentar compreender de maneira intelectual a outra pessoa. Apenas observe e aproveite o momento.
Da mesma forma, não veja mais o seu filho como algo pertencente a você. Ele é livre e precisa expressar essa liberdade. E se ele já está crescido, apague todas as imagens de quando ele era criança, do contrário você continuará vinculado a uma imagem que já não mais corresponde ao que se apresenta no agora. Na verdade, nenhuma imagem que criamos corresponde à verdade. Todas elas são apenas projeções pessoais que acabamos encarando como algo alheio a nós. É preciso que as pessoas aprendam a ver as coisas de maneira pura, sem véus e sem filtros.
Quando observamos as coisas sem a criação de imagens, não apenas o desapego surge, como também a primeira fagulha de um amor verdadeiro, mais profundo, pois começamos a ver as outras pessoas como elas são por detrás de todas as máscaras, de todos os condicionamentos, inclusive dos nossos próprios.
E essa nudez é o que realmente nos aproxima uns dos outros. É a partir dela que começamos a realmente nos tornar apenas um.
Marcos Keld - autor do livro Potencialidade Pura
domingo, 22 de dezembro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
APEGO - 2
Desapego, na minha humilde opinião...não tem nada a ver com "evitar viver" ou "covardia de viver" ou "ser indiferente" como disse a maravilhosa Martha Medeiros no início desse crônica. Sei que muitas pessoas pensam assim, e sei que o desapego não é nada fácil. Mas ao invés de ser um ato de covardia, acredito que o desapego exige muita...mas muita coragem.
Para ser uma pessoa desapegada não é "evitar o amor" bem pelo contrário... é amar "sem condições".... amar incondicionalmente... é mergulhar no amor. É amar alguém mesmo que essa pessoa não queira ficar com a gente. É amar alguém mesmo que a vida tenha retirado essa pessoa da nossa convivência. É amar depois da morte... e aceitar a morte. É saber que as pessoas não nos pertencem e não estão neste mundo para satisfazer nossas expectativas.
Para mim o desapego é isso: "aceitação do que é"....e mesmo assim continuar amando. Não digo que é fácil!!! Mas quando compreendemos que "nada que possui vida nos pertence" é o começo do desapego. Claro que vamos continuar sofrendo, chorando e nos descabelando com as perdas que surgirem pelo caminho...mas vamos nos recuperar do "tombo" bem mais rápido do que as pessoas que não tenham essa compreensão da vida.
Bom...pelo menos é nisso que acredito. Não estou dizendo que estou certa e que sou dona da verdade e que sou a rainha dos desapegos...rsss Mas é assim que eu encaro a vida e me recupero das suas inevitáveis rasteiras. Beijos reflexivos...
Sheila Costa do blog Passarinhos no Telhado
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
APEGO
Dizem alguns filósofos e também os budistas: o apego é a causa de todas as nossas dores emocionais. Concordo, mas faço ressalvas. O apego também provoca inúmeras alegrias e satisfações. Não faz sentido evitar filhos, paixões e amizades a fim de se proteger de tristezas, preocupações e frustrações. Passar uma vida inteira desapegada das pessoas seria entregar-se ao vazio existencial – e nunca ouvi dizer que isso gerasse bem-estar. Desapegar-se em troca de paz é uma falácia, só demonstra covardia de viver.
Não haveria um caminho do meio?
Xeretando ainda mais os livros de filosofia, encontrei algo do romeno Cioran que me pareceu chegar bem perto de uma saída para o impasse. Diz ele que a única forma de viver sem drama é suportar os defeitos dos demais sem pretender que sejam corrigidos. Eis aí uma fórmula bem razoável para não se estressar. Apegue-se, tudo bem, mas com 100% de tolerância. Em tese, é perfeito.
Em menos de poucos segundos, consigo listar tudo o que me incomoda nas pessoas que mais amo. Conseguiria listar também o que me faz amá-las, é claro, mas o ser humano veio com um chip do contra: os defeitos dos outros sempre parecem mais significativos do que suas qualidades. Depois de um longo tempo de convívio, aquilo que nos exaspera torna-se mais relevante do que aquilo que nos extasia. Pois a recomendação é: exaspere-se, mas saiba que não vai adiantar. Nada do que você disser, nenhuma cobrança, nenhum discurso, nenhuma novena, nada fará com que os defeitos do seu pai, da sua mãe, do seu marido, da sua mulher ou dos seus filhos desapareçam num passe de mágica. Assim como os seus também jamais evaporarão, por mais que os outros rezem e supliquem pra você deixar de ser tão ........... (preencha os pontinhos).
Você é capaz de reconhecer seu defeito mais insuportável? Só mesmo passando uma longa temporada num mosteiro do Tibete para desenvolver a capacidade de aceitar tudo o que nos tira do sério. Seu filho indiferente, seu marido pão-duro, sua mãe mal-humorada, sua amiga carente, seu chefe durão, seu zelador folgado, sua irmã fofoqueira, seu colega chatonildo – imagine que paraíso se pudéssemos relevar essas e tantas outras diferenças, comungando com os defeitos alheios sem nunca mais esperar que os outros mudem. Deixar de esperar é uma libertação.
Pois não espere mesmo, pois ninguém vai mudar nem um bocadinho. Nem você, nem aqueles que você tanto ama, por mais que você pense que é fácil alguém deixar de ser ranzinza, orgulhoso ou o que for. Aceite todos como são e, aleluia: drama, nunca mais. Se conseguir, tem um troféu esperando por você, além de prêmio em dinheiro e uma foto autografada do Buda.
Martha Medeiros - no Jornal ZH do dia 27/03/2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
O FIM DOS CICLOS E A MUDANÇA DE HÁBITOS
Um dos maiores desafios quando precisamos encerrar um ciclo é mudar os hábitos, porque o costume nos torna dependentes e nos acomoda. Com isso, fica difícil sair das situações. Mesmo vendo que o emprego o qual estamos não nos diz mais nada; ou que o relacionamento já acabou há muito tempo; relutamos em mudar.
Apegamo-nos a pequenas coisas e achamos um milhão de desculpas para não terminar o que de certa forma, já acabou. Como por exemplo, ficar com alguém que não temos mais afinidade e culpá-lo pela relação não estar boa; continuar exercendo uma atividade que não gostamos e dizer que o chefe não nos dá aumento; ir ao mesmo lugar sempre, mesmo não gostando mais dele e falar mal das pessoas que estão ali...
Toda mudança é traumática para o ser humano. E tomar a atitude é um grande desafio. Os condicionamentos e as convicções, muitas vezes, são a razão de não nos libertarmos, pois acreditamos nas “desculpas” as quais nos mantém presos a coisas, pessoas e lugares. Em contrapartida, não percebemos que permanecer nos tira as forças e o ânimo para inovar ou atrair coisas novas para nossa vida. Dentro deste universo (onde nos condicionamos a permanecer com o relacionamento ou o emprego), a situação se torna tão insuportável que focamos nossa energia inteiramente no lado ruim, nos tornando inseguros e sem coragem para agir. Sendo assim, aguardamos ser demitidos ou algo ruim acontecer, como um sinal de mudança, o que normalmente não acontece.
Quase sempre, o problema somos nós e não os outros. Nós é que precisamos de ajuda, nós é que precisamos mudar e não a situação ou as pessoas. Só que reclamar, achar que está ruim é bem mais fácil. Culpar o outro também, tomar remédios, como antidepressivos, que anulam nossa percepção de realidade é mais uma saída, porém nada disso solucionará. É necessário saber que essas “desculpas” (antidepressivos, reclamação, ser vítima) são paliativas, mas não curam e não resolvem por completo, porque reclamar não serve para nada, apenas como um grande desestimulante para enfrentar desafios. O medicamento auxilia para aliviar os sintomas, porém ele não vai fazer a mudança, nem vai nos ajudar a tomar uma decisão, se não quisermos. E culpar alguém só nos tornará vítimas: mais uma desculpa para não progredir.
Sem contar que agindo desta forma, deixamos de contemplar as oportunidades que poderão surgir ao mudar o nosso comportamento diante dos problemas. Precisamos parar de ver o lado “ruim” e contemplar o lado bom do acontecimento, para depois transformá-lo. Talvez mudar seja difícil, porque nosso foco está errado. Ao invés de pensar no emprego novo, culpamos o chefe; ao invés de pensar em terminar o relacionamento e vislumbrar uma nova oportunidade, ficamos presos aos defeitos do namorado ou da namorada e assim por diante. E isto só acontece porque somos muito apegados ao hábito de estar na situação e não temos coragem de terminá-la. Interessante que até queremos algo novo, porém não conseguimos sair do velho!
Para mudar, o primeiro passo é ver claramente o que está acontecendo e o quanto ficar na situação realmente nos contenta. Será que gostamos do nosso emprego? Será que amamos nosso parceiro? Pois assim, saberemos se poderemos continuar e apenas mudar nosso olhar com relação ao que estamos vivendo, ou se será necessário tomar uma atitude e encerrar o ciclo. Ou seja, acabar com o que está de certa forma “nos matando” aos poucos.
Depois de analisar e decidir, é preciso planejar para saber como agir, o que fazer. Sabendo o que quer, é meio caminho andando para chegar à realização. Agora, o desafio maior é focar inteiramente no que queremos e não no que não queremos; no que nos satisfaz e não no que não nos satisfaz. Quando se consegue; decidir, planejar e focar, naturalmente a resolução acontece, pois agindo assim, o Universo disponibiliza as melhores oportunidades para chegar ao fim. Depois de finalizar, logo as novidades aparecem, e não o contrário! Ou seja, ficar no novo e não sair do velho. Em alguns momentos, algo tem que acabar para o novo surgir.
Às vezes as pessoas reclamam que nada de diferente acontece na vida delas e quando analisam as mesmas, vêem que não querem inovar, estão acomodadas na vida que tem de tal forma que o Universo não disponibiliza coisas novas. Para ter força, vontade e vitalidade, precisamos de algo novo; para conquistar algo novo, precisamos terminar com as situações as quais nos aprisionam e para realizar, basta querer, focar no objetivo inteiramente, persistir e agir.
Por Cátia Bazzan (Retirado do site http://www.luzdaserra.com.br)
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
PRATICANDO O DESAPEGO
O desapego é a prática do discernimento. Aos poucos vamos ganhando controle sobre as ondas de pensamento "dolorosas" ou impuras, perguntando-nos: "Por que é mesmo que eu desejo este objeto? Que benefício duradouro obterei com possuí-lo? De que maneira sua posse me ajudará a conquistar maior conhecimento e liberdade?" As respostas a tais perguntas são sempre embaraçosas: fazem-nos ver que o objeto desejado não só é inútil como instrumento de libertação, mas é potencialmente prejudicial enquanto instrumento propício à ignorância e à sujeição; e mais, que o nosso desejo não é na verdade desejo pelo objeto em si absolutamente, mas apenas desejo de almejar alguma coisa, uma mera agitação da mente.
É muito fácil ponderar acerca de tudo isso num momento de calma. Mas o nosso desapego é testado quando a mente de súbito é varrida por uma enorme onda de raiva, de cobiça ou de avareza. Então, somente através de um esforço decidido de vontade nos lembraremos daquilo que a nossa razão já sabe — que essa onda, o objeto sensorial que a suscitou, o senso de individualidade que identifica a experiência a si própria - são todos igualmente efêmeros e superficiais, não são a Realidade subjacente.
O desapego pode surgir muito lentamente. Mas mesmo seu estágio mais inicial é recompensado por uma sensação nova de liberdade e de paz. Jamais se deveria concebê-lo como austeridade, espécie de autotortura, algo arbitrário e penoso. A prática do desapego confere sabor e significado até ao incidente mais banal do mais enfadonho dos dias. Ele elimina o aborrecimento de nossas vidas. E, à medida que progredimos e conquistamos crescente autodomínio, vemos que não estamos renunciando a nada de que realmente necessitamos ou queremos — e sim, estamos apenas libertando-nos de desejos e necessidades imaginários. Com esse espírito, a alma cresce até conseguir aceitar, serena e imperturbável, os piores reveses da vida. Cristo disse: "Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" — querendo dizer que a existência corriqueira e sem discernimento, de apego aos sentidos, é, de fato, muito mais penosa, muito mais difícil de suportar do que as disciplinas que nos tornarão livres. Parece-nos difícil compreender essa passagem, porque temos sido habituados a conceber a existência terrena de Cristo como trágica — uma gloriosa e inspiradora tragédia, por certo, mas que não obstante terminou numa cruz.
Deveríamos antes nos indagar: "O que seria mais fácil, pender naquela cruz com a iluminação e o desapego de um Cristo, ou nela padecer na ignorância, na agonia e na sujeição de um pobre ladrão?" E, seja como for, a cruz pode alcançar-nos, estejamos preparados e aptos a aceitá-la ou não.
O desapego não é indiferença — nunca é demais repeti-lo. Muitas pessoas rejeitam as metas da filosofia iogue como "inumanas" e "egoístas", pois imaginam a ioga como um distanciamento frio e deliberado de tudo e de todos em prol da busca de salvação pessoal. A verdade é exatamente o oposto. O amor humano é a emoção mais elevada que a maioria de nós conhece. Ele nos liberta, em certa medida, do egoísmo que mantemos em relação a um ou mais indivíduos. Mas o amor humano ainda é possessivo e exclusivista. O amor pelo Atman não é uma coisa nem outra. Admitimos prontamente que é melhor amar as pessoas "pelo que elas realmente são" do que apenas por sua beleza, inteligência, força, senso de humor ou alguma outra qualidade - mas isso não passa de afirmação vaga e relativa. O que as pessoas "realmente são" é o Atman, nada mais nada menos. Amar o Atman em nós mesmos é amá-lo em toda parte. E amar o Atman em toda parte é ir além de qualquer manifestação da Natureza até a Realidade interior da Natureza. Esse amor é por demais vasto para ser compreendido por espíritos vulgares; no entanto, ele é simplesmente um aprofundamento e uma expansão infinita do pequeno e limitado amor que todos sentimos.
Amar alguém, mesmo ao jeito habitual dos homens, é captar o aparecimento instantâneo e vago, dentro dessa pessoa, de algo formidável, que infunde respeito, eterno. Em nossa ignorância, achamos que esse "algo" é único. Ele ou ela, dizemos, é diferente de todos.
Isso porque nossa percepção de Realidade é turvada e obscurecida pelas manifestações exteriores — o caráter e as qualidades individuais da pessoa que amamos - e pelo modo como a elas reage nosso próprio senso de individualidade. Entretanto, esse lampejo pálido de percepção é uma experiência espiritual válida e deveria encorajar-nos a purificar a nossa mente, preparando-a para aquela espécie infinitamente mais elevada de amor que está sempre a nos aguardar. Esse amor não é inquieto e efêmero, como o nosso amor humano. É firme, eterno e sereno. É absolutamente livre do desejo, pois amante e amado ter-se-ão tornado um só.
Observe esta passagem do Bhagavad-Gita:
As águas fluem continuamente para o oceano,
Mas o oceano nunca se perturba;
O desejo flui para a mente do vidente,
O desejo flui para a mente do vidente,
Mas ele nunca se perturba.
O vidente conhece a paz...
Conhece a paz aquele que esqueceu o desejo.
Ele vive sem ansiedade: Livre do ego, livre do orgulho.
Do livro: Como conhecer deus, aforismos iogues de Patanjali de acordo com a versão de swami Prabhavananda e Christopher Isherwood
domingo, 6 de novembro de 2011
POSSE E DESAPEGO
Toda posse é temporária. Tanto que no momento em que conseguimos algo, já começamos a pensar em ir atrás de outra coisa e no momento em que perdemos algo que possuímos, sofremos!
Que tal se parássemos de sofrer pelo inevitável? Pensem bem: até nosso corpo não é nosso para sempre – somos seus ocupantes temporários!
Igualmente impermanentes são os relacionamentos e o melhor a fazer é aprender a lidar com isso. Como?
Treinando o desapego das coisas materiais, o desapego amoroso, o desapego total... Porque nada, nem ninguém é seu, nem meu. O desapego traz paz de espírito!
Paremos de ter medo de perder, de ter o desejo de possuir. E aí se dá o mais interessante: ao pararmos de correr atrás das coisas e das pessoas e passarmos a viver conectados com a nossa essência, nos descobrimos donos do universo inteiro!
Faça você também essa prática!
domingo, 3 de julho de 2011
UMA ALTERNATIVA PARA O ABANDONO: DAR-SE A SI MESMO
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| AMOR NÃO É PRISÃO |
Um homem disse que sentia como se seu pai estivesse ligado a ele pelo tórax. Uma mulher declarou que a imagem da mãe era pequena e curvada, grudada a ela do lado direito, como um percevejo. Outras pessoas imaginam um cordão que as liga a alguém.
Embora isso possa parecer estranho no início, faz muito sentido. A sensação de dependência, como qualquer outra experiência, tem uma estrutura mental interna. Quando duas pessoas são co-dependentes, faz sentido que elas sintam a necessidade de uma ligação bem próxima. A ligação por meio de um cordão ou do corpo são formas típicas de se vivenciar a co-dependência.
Se essas pessoas imaginarem que estão se desligando do outro, ficarão com medo de serem abandonadas. Para atingir aquilo que essas pessoas realmente desejam, Robert e eu desenvolvemos o processo que relato a seguir. Ele o vem utilizando em seminários com ótimos resultados.
COMO ABANDONAR-SE A CO-DEPENDÊNCIA: RELIGANDO-SE A SI MESMO
Em um lugar calmo, onde ninguém exija sua atenção durante uns 15 ou 20 minutos, faça o seguinte, de pé:
1. Identifique o outro: Pense em alguém com quem você julga partilhar uma situação de co-dependência ou com quem esteja excessivamente envolvido. Na maioria dos casos, trata-se de um parente ou um ente querido. Quer o envolvimento seja muito ou pouco, você sairá ganhando com este processo.
2. Conscientize-se da sua excessiva ligação com o outro: Imagine que esta pessoa está na sala com você. Se não conseguir ver nenhuma imagem interna, apenas "sinta" ou finja que está vendo. Vai funcionar do mesmo jeito. Ande em volta dessa pessoa. Observe sua aparência. Toque-a para ver como ela é e observe como se sente por estar na presença dela. Preste especial atenção aos seus sentimentos de estar envolvido em excesso com essa pessoa. Observe como se sente pelo fato de estar tão ligado a ela. Tem a sensação de estar ligado a ela fisicamente? Há alguma ligação direta entre seu corpo e o dela, através de um cordão ou outra coisa qualquer? Observe em que ponto do seu corpo e do corpo da outra pessoa se dá a ligação. Muita gente sente esta ligação na altura do estômago, do peito ou da virilha. Sinta o mais completamente possível a qualidade dessa ligação — qual sua aparência e a sensação que provoca.
3. Independência temporária: Agora, tente cortar esta ligação por um instante, só para ver como se sente. Imagine que sua mão é uma navalha, ou simplesmente dissolva a ligação de outra maneira qualquer... Muitas pessoas não se sentem bem em se separar neste ponto, e isso é um sinal de que a ligação teve um propósito importante. Não é necessário se separar agora, pois você só se sentirá confortável quando tiver um substituto pronto.
4. Descubra os objetivos positivos: Agora pergunte a si mesmo: "O que realmente desejo desta pessoa que possa me satisfazer?" (...) Então pergunte: "E o que há de positivo nesta ligação?", até obter uma resposta fundamental, como, por exemplo, segurança, proteção, amor...
5. Crie o seu Ser Evoluído: Agora, volte-se para a sua direita e crie uma imagem tridimensional de você mesmo depois de ter evoluído bem além de suas capacidades atuais. Esta é um outro você que está bem à sua frente, que já resolveu todos os problemas que você está enfrentando agora, que o ama, lhe dá valor, que quer proteger e cuidar de você. Esta é a pessoa que pode lhe dar tudo aquilo que na etapa 4 você descobriu que realmente deseja. Observe como ela anda, sua expressão facial, sua voz e o que sente quando ela toca em você. Se não conseguir "ver" esse Ser tão cheio de recursos, apenas "sinta" como ele é. Algumas pessoas sentem um calor ou uma luminosidade ao redor desse Ser.
6. Transforme a ligação com o Outro numa ligação com esse Ser: Volte-se novamente para o Outro a quem você está ligado. Veja e sinta a ligação. Depois corte a ligação com o Outro e imediatamente refaça a ligação com o seu Ser. Desfrute a sensação de estar em interdependência com alguém com quem realmente pode contar: você. Agradeça a este Ser por estar aqui para ajudar você. Ele é a pessoa que estará sempre presente, abrindo caminho para você — seu companheiro constante, que estará sempre junto de você para verificar o que está à sua frente e se certificar de que você estará seguro.
7. Respeite o Outro: Olhe novamente para o Outro e examine a ligação que foi cortada. Veja que o Outro também tem a possibilidade de refazer a ligação consigo mesmo. Se o cordão saiu do umbigo, você o verá indo em direção ao coração. Imagine a ligação refazendo-se em outro local adequado do corpo do Outro. Se não havia um cordão, você poderá imaginar o Outro sendo ligado fisicamente ao seu próprio Ser Evoluído, da mesma forma que você está agora. Isso lhe dará a segurança de que o Outro também ficará melhor tendo uma consciência maior de si mesmo. Observe como agora você pode se sentir inteiramente presente na relação com o Outro.
8. Aumente sua ligação com o seu Ser: Agora volte-se para o seu Ser Evoluído, ao qual se encontra ligado. Entre literalmente dentro dele, de forma a poder se olhar de fora. Sinta como é bom ter recursos e poder dar mais a si mesmo. Após desfrutar da sensação de ser este Ser Evoluído, volte para dentro de si mesmo, trazendo consigo os recursos que ele possui.
9. Vá para o futuro: Observe como se sente tendo uma nova capacidade de se relacionar com as pessoas, em bases mais sólidas. Imagine como será o futuro tendo como companheiro o seu Ser Evoluído. Também poderá observar como este Ser Evoluído lida com dificuldades.
Retirado do site: www.portalarcoiris.ning.com
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? - Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! - Surpreendeu-se o turista. - Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? - Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! - Surpreendeu-se o turista. - Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
MENSAGEM DE MARIA RITA - ENQUANTO ESTOU AQUI
Recebi essa mensagem por e-mail e confesso que fiquei receosa em colocar no Blog... Como não houve nenhuma manifestação contra, nem polêmica na mídia, resolvi compartilhar com vocês.
"Mais uma vez posso falar que eu estou aqui. E, quando eu estou aqui eu sinto esses momentos... lindos ! Enquanto estou aqui, por permissão divina, posso dizer algumas palavras, no intuito de ajudar um pouco...
Nas estrada de santos verdadeiros que encontrei aqui, no mundo espiritual, tenho encontrado o alento e o alimento espiritual que meu ser precisava. Embora sabedora do meu destino, pois a doença de que fui acometida me deixava bem racional quanto ao que estava chegando para mim, a formação religiosa que tive não falava das coisas que tenho visto durante esse tempo de experiência no mundo espiritual.
Uma doença desse tipo, o câncer, tem muitas explicações sobre as suas causas...e aqueles que o tem em seu corpo não é apenas por um efeito de karma, razão mais lógica e comum, mas também pelo que sentimos em algumas vidas, no sentido da destruição de nossos sonhos. Mas, na maioria das vezes, segundo esses santos todos, que muito me explicaram, há formas de interrupção do fluxo normal de energia, por interferência de pessoas que mexem com magia negra e outros tipos de manipulação nefasta das vidas alheias, como no caso dos abortos.
Mas sempre, sempre, em qualquer das situações causais possíveis, o corpo humano que nos foi ofertado nos auxilia a concluirmos nossos últimos resgates, para uma purgação total dos órgãos relacionados ao sentimento com o qual ele se reabastece na vida humana. Francisco Cândido Xavier tem me explicado muitas coisas. Ele, o maior santo que eu conheci na Terra, depois de Jesus Cristo.
Nesta semana, ele me incumbiu de uma tarefa que jamais eu pensaria ter. Esta, de falar ao mundo, de forma mais lúcida do que antes, mostrando que a vida continua... E que existe uma sequência de passos que temos que dar antes que haja um desfecho de ciclo encarnatório na Terra .
Eu estou acompanhando a situação dessa minha mais recente morada física e tenho verificado o quanto as pessoas católicas, evangélicas... mais essas que outras, pois há muitas religiões que falam sobre a vida nos planos espirituais, estão despreparadas para avaliarem as questões relativas aos desencarnes dos seres humanos. Os desencarnes em massa, que estou tendo a oportunidade de assistir, daqui, onde ainda estou, desde que saí daí pelas vias do rompimento de um cordão fluídico que me ligava ao meu corpo físico, causam uma movimentação intensa aqui neste plano espiritual.
Estive junto às equipes de enfermeiros que atenderam os mortos dos deslizamentos de regiões próximas ao Rio de Janeiro, no Brasil. Socorri muitas vítimas...Isso foi emocionante e triste! Vi que muitas delas chegavam claras e iluminadas... mas a grande maioria se debatia muito, crendo piamente que estavam ainda debaixo dos escombros e da lama. Sentiam dores e gritavam, mas, rapidamente, nós aplicávamos sedativos espirituais feitos nas colônias espirituais, à base de matérias fluídicas das árvores da Terra e dos fluidos daqui mesmo.
Chico Xavier está trabalhando muito na área de preparação, planejamento ou promoção espiritual de alguns grupos mediúnicos de cura, para que possam nos ajudar nos próximos resgates de pessoas desencarnadas, não somente as do Brasil, mas de todos os pontos do globo azul. Demorei muitos meses, se for falar em medida de tempo daí de vocês, para me restabelecer totalmente e entender a vida espiritual da forma mais completa e intensa, como a conheço hoje, mesmo que dela eu tivesse as noções mais prioritárias. As sensações de se 'Morrer'... é algo que pode variar muito de pessoa para pessoa. Quanto mais elas estiverem preparadas, melhor será a sua chegada aqui.
Mas se houver raciocínios muito radicais fica mais difícil compreender como se processam as coisas no plano astral. Nesse último terremoto que houve hoje, tive a autorização de viajar no aeróbus com muitas equipes socorristas daqui das colônias que ficam acima da nação brasileira. Lá no Japão existem muitas também, mas os procedimentos deles são baseados em técnicas dos mestres budistas, tibetanos e chineses. Então eles tem outras metodologias e aplicam suas técnicas próprias na recuperação dos espíritos das pessoas desencarnadas, tais como agulhas fluídicas, chás fumegantes de ervas astrais, e entoam mantras, em círculos, com essências aromáticas e fumaças de incensos fluídicos, como os que conhecemos aí.
Já as equipes de seres espirituais das colônias do astral do Brasil trabalham mais com passes, imposição de mãos, sonoterapia, cores, música e descanso nos jardins. Hoje vim aqui porque é preciso que saibam que qualquer pessoa que desencarna, mesmo não sendo ela muito iluminada, ou famosa, como não sou e acabei ficando, sendo comum, como todo mundo, pode se reerguer, se curar, aprender, se elevar, se iluminar e então auxiliar, em meio a todas as criaturas espirituais de boa vontade que vivem em dimensão astral, até as ordens de remoção para outros lugares do universo.
Eu fui convidada porque é preciso que eu avise a todos que me puderem entender e a alguns seres especiais para mim, que conheci aí na Terra...que conheci não é exatamente o termo, mas com quem convivi...pois conhecer eu já conhecia, desde há muitos séculos, quando fui a Condessa de Barcelona... que quanto mais se amar e quanto mais se aprender sobre a vida além da vida, tudo ficará mais fácil. Aí na Terra eu reencontrei o rei de outros tempos, mas não de Barcelona, e sim dos prados verdejantes da França nos tempos dos feudos da Europa Ocidental, e também da Grécia, quando fui pitonisa dos templos de Hécate, antes porém na Babilônia, quando éramos sacerdotes da linhagem de Abraão e, enfim, em muitas outras vidas.
Nesta minha última encarnação precisei sanar de meu corpo astral os últimos resquícios da época em que, sem o desejar, por ter sido freira na Itália, ter engravidado de um cavaleiro sedutor, e ter retirado a criança pelas mãos de uma outra freira, que vive hoje na Alemanha e está quase a desencarnar de câncer no útero. Ela tem hoje três filhos que a rejeitaram, como consequência dos atos que ela praticou nessa vida como parteira e invasora de vidas pequeninas nos corpos das mulheres da época. Tenho a tarefa especial de acompanhar o seu desencarne que está próximo, para que ela não venha a ser levada para os abismos lá de baixo, os lugares que conheci e nunca mais quero ver em minha eternidade de vida espiritual. Ela pode ser levada por eles, porque são muitos os que ela abortou...Esses espíritos às vezes são mais evoluídos e, então, quando são retirados do corpo da mãe podem até ficar incólumes a essa ação, ou seja, sem dores, sem deformidades astrais. Mas, a maioria fica revoltada e com as sequelas dessas metodologias de se estraçalharem os corpinhos dos fetos humanos.
Ela, por ter tido muitos méritos diante dos supremos tribunais divinos, por ter ajudado muitas pessoas, não somente nessa vida atual, mas em algumas outras, pela lembrança que o seu espírito tinha dos atos que havia cometido, tem a sua consciência mais serena e merece ser transladada para hospitais espirituais.
No terremoto de hoje, as criaturas que eu, pessoalmente pude atender, ao lado de irmã Sheilla e várias outras enfermeiras espirituais, foram levadas, algumas, para o interior, ou o astral inferior da Terra...infelizmente. Outras foram recolhidas pelos médicos orientais...e ainda outras por nós, pelo fato de elas terem mais ressonância com os tipos de tratamento ocidental, mesmo os espirituais. Os seres espirituais que são superiores a mim explicaram-me, nessa oportunidade que, os que foram para os planos umbralinos, foram pelo fato de serem aliados de legiões trevosas que já os estavam aguardando.
Grande parte da população dos países orientais e asiáticos, segundo Francisco Cândido Xavier, são grupos de seres de outras constelações universais. São tribos de seres que vieram fazer um percurso evolutivo aqui na Terra.
Segundo ele, o meu amado amigo de fé, agora, Chico Xavier, esses povos tem tido a prova redentora de se suportarem mutuamente, pois que entre eles mesmos, muitos são inimigos ferrenhos. Por isso a superpopulação e os altos índices de suicídio de jovens e outras classes de pessoas, como operários, principalmente. As lutas marciais das regiões onde essas tribos se congregam se conflituam com a sabedoria de outros povos do oriente. Isso se dá pelo fato de que os mestres maiorais desses planetas de onde se originaram terem se oferecido para habitarem as mesmas regiões, ou proximidades, como Índia, Nepal, aquelas todas regiões que conhecemos como Tibet, Himalaia, Indochina, etc...
Muitos mestres despontaram dessas regiões, por terem sido veneráveis missionários a serviço desse povos recalcitrantes, para que se aplacasse as índoles agressivas e ou mercantilistas, que eram a suas características em outros planetas. Mercantilismo no sistema de tecnologias deles trocadas por favores alquímicos. Quero dizer o seguinte: trocavam projetos tecnológicos por mudanças de patamares de poder com auxílio de magia intergaláctica. Isso agora me dita Mestra Nada.
Essas áreas, então, como a Indonésia e as ilhas todas daquelas regiões e também a própria Rússia, Afeganistão, Israel, Paquistão e outros povos da Ásia, são áreas de grandes intempéries, pelas enormes provações que terão que redimir essas tribos de outras galáxias.
Aqui no Brasil, segundo me informam, tudo dependerá da compreensão do nosso povo sobre todas as orientações que tem sido dadas com relação à aplicação dos mananciais da natureza do planeta. A gente vê o quanto tem se brincado ou desacreditado sobre essas orientações, por pareceram fictícias ou insignificantes. Acontece que ao povo brasileiro foi dada a incumbência de zelar pela sua nação, que é a Terra da Santa Cruz.
A Terra da Santa Cruz é a terra brasileira que Jesus e Saint Germain estão preparando para a grande acolhida aos povos sofridos do planeta, que, daqui para frente, estarão rumando para cá, antes de maiores abalos sísmicos. Grande parte desses povos que migrarão para cá tem raízes ancestrais também, como as tem milhares de seres brasileiros. Essas raízes ancestrais são fecundas em conhecimento sobre os poderes dos elementos da natureza. É preciso que se conscientizem disso, meus queridos irmãos!
Jesus tem me explicado que Ele inspira a muitas pessoas sobre se locomoverem para regiões onde possam celebrar a natureza. Pensam que Jesus está longe? Ou que fica distante de nós, dos acontecimentos da Terra?
Não....
Não é impossível falar com Jesus...Ele está muito mais perto de nós do que todos pensam... Ele é bom e carinhoso, pura ternura e vive sorrindo... Eu vi Jesus, esses dias...quando vimos lá da Colônia Nosso Lar que haveria 'prantos e ranger de dentes' em algumas regiões! Ele desceu numa carruagem de luz ao lado de Mestra Nada. Foi ela mesma que hoje me trouxe aqui. Queriam também que eu viesse falar aqui para que a verdade fique bem pertinho da realidade da vida de vocês, ainda encarnados. Quando ele, Jesus, me viu, ele sorriu e me disse assim:
"Também fui Rei na Terra, filha! Mas aqui somos todos reis...reis sobre si mesmos !"
Existe um rei sim, no Brasil, que pode falar às pessoas que o seu Jesus Cristo tem trabalhado muito, por todas as criaturas de seu mundo.
-'Falar de mim muito me alegrou sempre, filha. Mas muito me honraria esse rei falar agora sobre o Amor Universal, enquanto esteja aqui...'Isso é o que eu mais desejava contar a vocês:
Eu vi Jesus Cristo! O Rei dos Reis !
E o propósito disso foi dizer a um outro rei:
- 'Tem ainda um caminho florido, uma estrada de santos, unidos todos pela causa da luz e do amor, pra você conhecer e para chegar a dizer, sob a inspiração e a condução de um deles, do seu grande amigo de fé, um dia, assim como eu mesma falo pra mim aqui: O importante é que eu muito 'Aprendi'! Deixo pétalas de rosas vermelhas minhas e de Mestra Nada para esse rei, para vocês e para toda a humanidade ! Fiquem com Deus ! Muito obrigada !
MARIA RITA
(Mensagem canalizada por Rosane Amantéa em 11 de março de 2011, em Londrina- PR)
Site: http://rosane-avozdoraiorubi.blogspot.com
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
LIBERTE-SE DOS TRÊS TIPOS DE SOFRIMENTO
Existem três tipos básicos de sofrimento:
1. Ignorância 2. Apego 3. Aversão
Vamos falar um pouco sobre cada um deles, pois ao entendermos como evitá-los, poderemos eliminar ou amenizar nossa dor.
A ignorância é como uma cegueira mental. Apesar de acumularmos muitos conhecimentos úteis durante nossa vida, não conseguimos aprender o mais importante dos conhecimentos: saber lidar com a impermanência dos estados de prazer, alegria e felicidade. Esta ignorância gera os outros dois sofrimentos: o apego e a aversão, criando a dualidade de nosso estado mental confuso.
Quando somos crianças queremos situações e sensações boas e evitamos as sensações ruins. Isto é saudável nesta idade infantil, mas nossos problemas começam quando nos tornamos adultos e nos apegamos aos momentos bons. Tentamos segurar as sensações prazerosas e tentamos evitar que elas terminem. Não estamos preparados para as mudanças que podem acontecer. Chamamos de apego esta ilusão de acharmos que temos controle sobre a duração da felicidade. Mas não temos controle algum sobre isto.
Como não temos consciência da impermanência dos acontecimentos, queremos segurar a vida e os momentos de felicidade. Ao pensar e agir desse modo, deixamos de viver o momento presente. Passamos a viver de uma felicidade que já passou ou que esperamos que aconteça. Para tentar satisfazer nossos desejos sensoriais, fazemos de tudo para evitar o sofrimento. Mas o sofrimento faz parte da vida e nem sempre podemos evitá-lo. Precisamos saber lidar com ele, enfrentá-lo, tentar transformar o sofrimento em estados mais equilibrados e compreender que são oportunidades de evolução e aprendizado.
Sentir aversão por alguma coisa ou por alguém gera sofrimento. Ódio e raiva são emoções negativas que trazem muitas inquietações. Ao praticarmos a bondade, a amabilidade, a paciência, tornamos nossos relacionamentos mais naturais, espontâneos e verdadeiros. Por meio destas virtudes, edificamos um mundo mais humano e aprendemos a eliminar tanto o nosso sofrimento como o dos outros, e desta maneira, somos mais felizes.
Vamos tomando consciência da dor dos outros à nossa volta. E assim, percebemos a necessidade de ajudá-los a terem consciência de como podem amenizar e aceitar a dor para não serem infelizes. Daí surge a virtude da compaixão que é uma grande chave para nossa libertação. A compaixão é uma qualidade essencial para nos livrarmos de nossas ansiedades e aversões. Compaixão não é sentir dó ou piedade. É uma atitude de valorizar a outra pessoa, percebendo que somos todos iguais. Abrimos nosso coração para sentir sentimentos como compreensão e aceitação.
A compaixão vai se desenvolvendo à medida que cultivamos a equanimidade, o não julgar, o não criticar e, passamos a ter o mesmo zelo pelo bem-estar dos outros como temos pelo nosso. Para entendermos melhor os altos e baixos da vida, temos que compreender a lei cármica da impermanência. Carma não é punição, é uma lei de causa e efeito. O carma não é um destino imutável. É impermanente, manipulável, transformável e pode ser extinto ou diminuído. As sementes cármicas, boas ou más, têm o potencial de produzir frutos bons ou maus. Ao entender isso, você compreende que pode mudar seu destino e que pode segurar as rédeas de seu destino nas mãos se desenvolver boas virtudes.
Mesmo uma pequena ação pode ter uma grande consequência, positiva ou negativa. Às vezes, pequenos gestos gentis e favores, que você faz para alguém e nem se lembra mais, podem gerar bons frutos no futuro, pois aquela pessoa se lembra de sua bondade e procura lhe ajudar de outras maneiras.
Quanto maior a compaixão e a bondade de uma pessoa, maiores são as suas experiências subjetivas de felicidade. Quanto maior a negatividade, maior o seu sofrimento e dor. A realidade de nossa vida cotidiana é o resultado cármico dos nossos pensamentos, intenções, palavras e ações. Aprenda a diminuir seu sofrimento e a suportar melhor suas dificuldades. Fique em paz! Namastê! Deus em mim saúda Deus em você!
Emilce Shrividya Starling (http://www2.uol.com.br/vyaestelar/equilibrese.htm)
domingo, 3 de abril de 2011
JAPÃO - Monja Coen
A monja Coen, que mora em São Paulo no Templo Busshinji, explica porque os
japoneses estão surpreendendo o mundo com seu modo de fazer face às dificuldades.
"Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las. Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado. Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.
japoneses estão surpreendendo o mundo com seu modo de fazer face às dificuldades.
"Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las. Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado. Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.
Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água. Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte. Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem. Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas. O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente. Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar. Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer: todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas. Mãos em prece (gassho),
Monja Coen
Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem. Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas. O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente. Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar. Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer: todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas. Mãos em prece (gassho),
Monja Coen
De volta à São Paulo, em 1995, liderou atividades no Templo Busshinji tornando-se a primeira mulher e a primeira monja de descendência não-japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil por um ano. Livros publicados: Viva Zen: reflexões sobre o instante e o caminho e Sempre Zen: aprender, ensinar, ser.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
TRAGÉDIAS COLETIVAS
"Tem coisas acontecendo nesse mundão de meu Deus que, como diziam os mais antigos, "até Deus duvida". Os filhos da Terra, cegos e surdos pelo brilho e grito da matéria, insistem em andar sobre o solo do planeta como robôs automatizados.
Do mundo espiritual, berço de todos os espíritos, encarnados ou não, sempre foram jorrados tanto avisos como lenitivos, no intuito de lhes acordar para a realidade. Desde Moisés até Jesus, foram tantos outros "enviados especiais, sempre a luz se fez sobre o planeta, mas a humanidade insiste no erro e na escuridão com plantios desastrosos e collheitas calamitosas.
Como o tempo da programação cósmica para as mudanças se esgota, os "estremecimentos" se fazem necessários. Estão todos assustados pelos últimos acontecimentos, que não poupam nem as terras de Santa Cruz (Brasil) eleito berço do Evangelho. E as mentes não entendem por que aqui também acontecem catástrofes apocalípticas . Pergunta que todos saberão responder se voltarem a atenção para o dia-a-dia, para a rotina que se faz em suas vidas, na busca incessante de apetrechos materiais, lhes ocupam parte do dia e preenchem suas mentes à noite.
Primeiro precisam ganhar, depois acumular, depois manter... e por isso, o verbo conjugado é sofrer. O medo de perder o que se tem, toma conta e, com ele, mesmo tendo tudo demais, deprimem-se como se tudo lhes faltasse.
Este espírito que vive no mundo dos mortos e que por ter errado muito hoje procura lhes ajudar a acertar, afirma que "tudo lhes falta" quando o coração está vazio. Hoje se compram até "amores" em liquidação... Amores que não são amores, mas vazios que se tentam preencher com um sentimento que, embora exista dentro de cada ser, está mascarado pelo "visual" que precisa ser perfeito para que as pessoas tenham valor, sejam aceitas. E esse visual tão preocupante é deteriorável, perecível. Em questão de segundos pode se extinguir, sumir e morrer. Somente o que não perece, não morre nunca, não deixa de existir e que é eterno de verdade, é a essência que sai dessa casca física e continua sua jornada no Além. Enquanto na Terra, não há grifes para cobrí-la, não há outdoor para expô-la... ninguém é capa de revista, nem desfila nas passarelas se "só" tiver uma linda essência. Ninguém ganha prêmios nem votos por ser "bonito por dentro". Quando o homem sai do físico, seja devagarinho ou abruptamente, seja com aviso da doença ou sem aviso nenhum, desnuda-se de tudo o que o corpo lhe proporcionou numa fração de segundo. E aí sim, são vocês mesmos, deixando na Terra tudo o que julgavam necessário para descobrir no Além que estão agora sós, mas amparados graças a Deus. De bolsos vazios e pés descalços, terão de sobreviver obrigatoriamente daquilo que seus corações estiverem cheios. Que aquilo a que denominam tragédias coletivas, e que não os atingiu diretamente, lhes sirva de alerta consciencial. Que não seja motivo nem hora de acusações descabidas ou de procurar culpados, mas sim um estremecimento para acordar a quem dorme, de acertar o que está errado. Que seja o momento de acordar para as palavras de Allan Kardec: "Homens, por que lamentais as calamidades que vós mesmos amontoastes sobre vossas cabeças? Menosprezastes a santa e divina moral do Cristo, não vos espanteis, pois, que a taça da iniquidade tenha transbordado de todas as partes".
A dor não seria necessária se aprendêssemos a amar".
Leni W. Saviscki ( Palavras da preta velha Vovó Benta, Livro: Enquanto dormes)
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domingo, 19 de dezembro de 2010
DESAPEGO 2
Você já se deu conta do tanto de coisas que junta em casa? Consegue mentalizar algumas coisas que comprou e nunca tirou da embalagem? Ou então, consegue pensar em pelo menos cinco coisas que não usa há mais de seis meses? Precisa de dinheiro e não sabe de onde tirar? Seu armário não cabe mais nada porque está completamente entulhado de coisas? Se você respondeu ’sim’ a algumas das perguntas acima, você é um forte candidato a uma sessão de desapego!
Mas então, o que é o desapego?
Desapego é uma atividade que consiste em doar/dar/vender alguns bens materiais que você não usa faz tempo ou que até mesmo nunca utilizou. Pode ser uma roupa, um livro ou um aparelho eletrônico. O desapego é uma atividade extremamente benéfica. Além de te ensinar a não ser dependente de bens materiais, ainda poderá te trazer uma série de benefícios que vão desde a uma casa/quarto mais arejado, até uma graninha extra que você não estava esperando.
E então, como eu começo?
Primeiro você tem que identificar objetos alvo de desapego.
Livros
- É um livro que você não encosta há mais de seis meses? (se respondeu ‘não’ a essa pergunta, ele não é um candidato a desapego)
- Você acha que irá precisar de utilizá-lo nos próximos três meses? (se respondeu ’sim’ a essa pergunta, ele não é um candidato a desapego)
- Você nunca leu esse livro e ele está encostado há tempos na sua estante?
- Você leu esse livro e não gostou dele?
- É um livro didático de uma matéria que você já cursou e não irá precisar mais?
Caso tenha respondido de forma afirmativa a alguma dessas perguntas, você já achou um candidato ao desapego!
Outros produtos
- Você não usa esse produto há mais de seis meses?
- Mal se lembrava que tinha isso ainda?
- Se for uma roupa com etiqueta que está encostada no seu armário há meses esperando que você emagreça/engorde ou que a peça volte a moda, não acha que está na hora de ‘perder as esperanças’?
- Ele está em bom estado de funcionamento? (Caso seja algum equipamento)
- O produto está novo e encostado?
Caso tenha respondido de forma afirmativa a alguma dessas perguntas, você já achou um candidato ao desapego!
Agora, você tem que decidir se esse objeto é alvo de doação para uma instituição de caridade, para algum amigo/amiga/familiar ou pode ser colocado à venda. Geralmente uso o seguinte critério:
- Roupas eu SEMPRE coloco para doação. Se é uma roupa ainda com etiqueta, posso separar para dar de presente para alguém
- Livros didáticos e acadêmicos coloco no Mercado Livre ou na Estante Virtual
- Eletrônicos coloco no Mercado Livre caso tenham menos de 2 anos de uso, senão prefiro doar (depois o negócio dá problema e o comprador vai ficar te infernizando, mesmo que você tenha falado que o produto é sem garantia)
- Livros em geral eu tento vender no Mercado Livre e na Estante Virtual. Outra opção é levá-los a um sebo e tentar vender ou trocar por algum livro do seu interesse ou até mesmo fazer doação à Biblioteca Municipal e escolas.
Se for vender algum produto, faça cadastro em algum site de vendas na internet (para o Brasil, o Mercado Livre é o melhor e possui um sistema muito intuitivo) ou então crie sua própria lojinha virtual!
Lembrem-se que são apenas bens materiais. Alguns poucos sempre estão carregados de lembranças e é melhor que não sejam vendidos. Mas não seja egoísta/burra a ponto de achar que todos eles são extremamente importantes e que poderá precisar um dia de novo. Se precisar de novo, você vai lá e compra novamente!
RETIRADO DO SITE: http://defenestrando.net/?p=537
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
DESAPEGO
Na última semana, terminei de ler um livro que um amigo muito querido me presenteou. Falava de auto-descoberta, auto-conhecimento – tratava de temas complexos sobre o expandir da consciência, ampliar o olhar sobre si mesmo – tudo banhado de espiritualidade e conceitos da psicologia. Enfim, dentre os inúmeros temas que pude revisitar ao ler esse livro, um em especial me chamou a atenção: a morte. Nesse capítulo o autor deixava claro um ponto que quero compartilhar com você: a questão da perda.
É verdade que toda perda é um processo dolorido, sofrido. Um processo que nos faz pensar e repensar, refletir sobre nossas vidas, nosso tempo, a forma como aproveitamos ou não esse milagre que é viver e se relacionar, estabelecer relações. Tudo isso faz sentido se ampliarmos o conceito da morte e compreendermos que morremos todos os dias e, renascemos todo amanhecer. A morte nada mais é que o fim de um ciclo e início de outro.
DESAPEGO
E, se morremos, ou melhor, perdemos algo de um lado, de outro ganhamos com certeza. Morrer, romper, terminar, deixar – tudo isso demanda desapego, amor próprio, demanda o aceitar, confiar e agradecer o que recebemos. Um alento é saber reconhecer que só perdemos o que não temos. Explico: só perdemos o que não é nosso, não nos pertence, não agrega, não soma, não nos faz melhor.
Vou tentar clarear… Se só perdemos o que não temos – tudo o que temos levamos conosco. Sensações, emoções, sentimentos – tudo o mais é transitório. Isto é, se alguém próximo se foi, podemos sempre ficar com o que construímos. Com o que vivemos e experimentamos juntos. É de fato só isso o que temos – bons ou maus momentos. Talvez por isso muitos afirmem que a felicidade é uma soma de bons momentos… Ser feliz é estar mais feliz do que triste no tempo que temos para administrar nessa passagem. O quanto antes conseguirmos entender que a vida é uma passagem, viver se tornará muito mais possível além de mais prazeroso, mais delicado.
Então, exercitar o desapego, o soltar as amarras e travas que nos distanciam do que temos de melhor – nós mesmos – ficará muito mais fácil. Saber o que temos é, por isso, parte do nosso crescimento. Do nosso auto-conhecimento, nossa auto-descoberta. E, para tanto, precisamos passar a olhar com os olhos da verdade, da beleza, da ética, do amor… No mais, tudo vai dar certo.
MÁSCARAS
A questão é que, por vezes, temos tanto medo de olhar a nossa verdade que utilizamos diferentes artimanhas para nos afastar desse nosso centro. Vivemos assim com base no medo de sermos descobertos; na ilusão de que vamos conseguir enganar a todos, inclusive a nós mesmos e, nesse sentido, inflamos nosso ego, praticamos a vaidade, nos apegamos a uma imagem ou imagens que não podem ou jamais serão nossas. Por isso sofremos. Sofremos nas nossas relações, na nossa existência. Afinal, bem no nosso íntimo sabemos que a máscara que tanto lustramos um dica cairá. E então vamos de uma única vez nos deparar com tudo o que fizemos para tentar tapar o sol com a peneira – a nossa alma, nossa essência – com os véus… Desiludimo-nos, perdemos o outro, perdemos a relação…
Em função de tudo isso fica aqui um convite: faça uma auditoria pessoal. Tente compreender o que é de fato seu e o que não é. Depois de tudo visto, liberte-se. A relação com certeza agradecerá… O outro e o seu ser também.
Sandra Maia (colunista Yahoo) segunda-feira, 1 de novembro de 2010
DESAPEGO, LIBERAÇÃO e ENTREGA
Muito se fala em desapego. Muito se fala em liberar. Muito se fala em entrega. Porém, fala-se nesses temas como se fossem aspectos independentes uns dos outros. Na prática não há como separá-los. Não há como desapegar-se, sem liberar. Não há como entregar, sem desapegar e liberar.
Fala-se em desapego como um pré-requisito na evolução espiritual, mas em minha experiência como psicoterapeuta, vejo que o desapego é um pré-requisito para o equilíbrio emocional e mental também! É um pré-requisito para a evolução profissional e ainda um pré-requisito para a realização plena do Ser! E ainda é preciso entender o desapego em seu conceito completo, pois há entre os espiritualistas a idéia de que para evoluir é preciso desapegar-se dos bens materiais. Porém, desapego vai muito além, e ainda digo que o desapego material é apenas uma ponta do iceberg, não tendo tanta importância quanto se pensa! Somos muito mais que simples matéria!
O apego está relacionado ao agarrar-se. Agarramos-nos a uma idéia, a um desejo, nos agarramos a hábitos e atitudes, nos agarramos a pessoas, a objetos nos agarramos a situações! Nos agarramos a medos! Esse agarrar-se nos prende. Esse agarrar-se nos coloca presos ao passado. E com isso tendemos a repetir sempre as mesmas vivências e experiências. Impedimos o fluxo natural de energia, impedimos que a vida flua. Impedimos que nossa mente nos traga soluções novas e criativas. O agarrar-se nos coloca fora da grande aventura de coletar experiências para nosso crescimento. O agarrar-se nos preenche de toxinas e de coisas velhas, que já não nos servem mais. E isto vale para todos os aspectos de nosso ser.
Agarrar-se a um pensamento cria toxinas mentais. Agarrar-se a uma emoção cria toxinas emocionais, agarrar-se a objetos e a pessoas cria prisão de ventre! Por mais estranho que possa parecer, é preciso que nos olhemos como um holograma! Nosso corpo reflete nossas atitudes e pensamentos. E nossa realidade reflete aquilo que temos dentro de todos os níveis: físico, emocional, mental e espiritual. Cada parte do nosso corpo possui seu correlato emocional e mental.
O intestino é a víscera responsável pela liberação das toxinas, das substâncias e elementos que nosso organismo não utilizou e considerou lixo. Portanto, é natural pensar que os intestinos devem funcionar liberando diariamente esse “lixo”. Quando o intestino prende (agarra), ficamos tão “entupidos” a ponto de não conseguirmos ingerir mais nada, nossa digestão fica lenta! Já observaram isso? A medicina chinesa faz uma relação da constipação intestinal com o bloqueio mental. A mente fica tão cheia de pensamentos que não há como entrar mais nada! Rigidez mental e apego em pensamentos impedem o fluir da criatividade e do novo na vida.
Assim no corpo, assim na vida! E vice-versa!
Por mais que possa parecer estranho, é assim que funciona. Quando nos congestionamos de toxinas, de situações, de objetos, acabamos por ficar tão lotados que não há mais espaço para o novo. E nos colocamos dentro de um movimento repetitivo, manifestamos sempre as mesmas atitudes, vivemos sempre as mesmas situações, sentimos sempre as mesmas mágoas, as mesmas culpas, as mesmas emoções, repetimos sempre os mesmos problemas físicos!
O nosso corpo nos traz a mensagem: Liberar! Nosso corpo nos diz que o natural é liberar. Nosso corpo nos diz que a saúde perfeita passa pela liberação do lixo, das toxinas, daquilo que já está velho, inútil e não há mais como usar ou reaproveitar! E porque deveria ser diferente em outros aspectos da vida? O fluxo do Universo é o eterno fluir. O fluxo do nosso corpo é um eterno movimento de entradas e saídas. E, no entanto, nos desviamos da nossa natureza quando nos apegamos ou nos agarramos! É preciso liberar. E liberar significa deixar sair, soltar.
Para nosso equilíbrio perfeito é preciso deixar ir velhas emoções, velhos padrões. É preciso deixar ir todos os aspectos que já não servem mais ao Ser! Ao liberar nos colocamos no momento presente, com todas as oportunidades que o momento nos traz! Quando liberamos o velho, nos entregamos ao novo!
Ao liberar, soltamos aquilo a que estávamos nos agarrando. Nos tornamos livres! E a liberação nos leva a idéia da entrega. Não há entrega se não houver desapego e liberação! Entrega também envolve o soltar-se, porém envolve principalmente confiar no processo. Ao “entregar”, nós nos rendemos ao fluxo natural da vida! Saímos do controle e simplesmente nos soltamos! No momento da entrega, permitimos que o Eu Superior atue, trazendo a manifestação da Perfeição! Então, é preciso confiar no Eu Superior, na Divindade interna e acreditar que o Eu Superior não vem para nos castigar ou para nos trazer algo ruim! E há uma crença de que entregar-se é ruim! O que você pensa quando alguém te diz: -“Entregue nas mãos de Deus”!
Normalmente se pensa que a situação já está perdida, o doente não tem mais jeito e vai morrer, assim uma série de medos e pensamentos ruins nos vem á mente! Há que confiar. Confiar na Perfeição inerente ao Ser, e na tendência do Universo (interno e externo) de manifestar sempre o equilíbrio e harmonia! Quando confiamos, não há porque agarrar-se nem mesmo á bens materiais que já não nos servem mais! Porque eles também estarão submetidos ás Leis Universais de fluxo contínuo! E nada nos faltará! Há que modificar (liberar) velhas crenças! Sendo assim, eu os deixo com algumas questões para reflexão:
1. A que você está se agarrando?
2. Já pensou no que aconteceria se você soltasse?
Fala-se em desapego como um pré-requisito na evolução espiritual, mas em minha experiência como psicoterapeuta, vejo que o desapego é um pré-requisito para o equilíbrio emocional e mental também! É um pré-requisito para a evolução profissional e ainda um pré-requisito para a realização plena do Ser! E ainda é preciso entender o desapego em seu conceito completo, pois há entre os espiritualistas a idéia de que para evoluir é preciso desapegar-se dos bens materiais. Porém, desapego vai muito além, e ainda digo que o desapego material é apenas uma ponta do iceberg, não tendo tanta importância quanto se pensa! Somos muito mais que simples matéria!
O apego está relacionado ao agarrar-se. Agarramos-nos a uma idéia, a um desejo, nos agarramos a hábitos e atitudes, nos agarramos a pessoas, a objetos nos agarramos a situações! Nos agarramos a medos! Esse agarrar-se nos prende. Esse agarrar-se nos coloca presos ao passado. E com isso tendemos a repetir sempre as mesmas vivências e experiências. Impedimos o fluxo natural de energia, impedimos que a vida flua. Impedimos que nossa mente nos traga soluções novas e criativas. O agarrar-se nos coloca fora da grande aventura de coletar experiências para nosso crescimento. O agarrar-se nos preenche de toxinas e de coisas velhas, que já não nos servem mais. E isto vale para todos os aspectos de nosso ser.
Agarrar-se a um pensamento cria toxinas mentais. Agarrar-se a uma emoção cria toxinas emocionais, agarrar-se a objetos e a pessoas cria prisão de ventre! Por mais estranho que possa parecer, é preciso que nos olhemos como um holograma! Nosso corpo reflete nossas atitudes e pensamentos. E nossa realidade reflete aquilo que temos dentro de todos os níveis: físico, emocional, mental e espiritual. Cada parte do nosso corpo possui seu correlato emocional e mental.
O intestino é a víscera responsável pela liberação das toxinas, das substâncias e elementos que nosso organismo não utilizou e considerou lixo. Portanto, é natural pensar que os intestinos devem funcionar liberando diariamente esse “lixo”. Quando o intestino prende (agarra), ficamos tão “entupidos” a ponto de não conseguirmos ingerir mais nada, nossa digestão fica lenta! Já observaram isso? A medicina chinesa faz uma relação da constipação intestinal com o bloqueio mental. A mente fica tão cheia de pensamentos que não há como entrar mais nada! Rigidez mental e apego em pensamentos impedem o fluir da criatividade e do novo na vida.
Assim no corpo, assim na vida! E vice-versa!
Por mais que possa parecer estranho, é assim que funciona. Quando nos congestionamos de toxinas, de situações, de objetos, acabamos por ficar tão lotados que não há mais espaço para o novo. E nos colocamos dentro de um movimento repetitivo, manifestamos sempre as mesmas atitudes, vivemos sempre as mesmas situações, sentimos sempre as mesmas mágoas, as mesmas culpas, as mesmas emoções, repetimos sempre os mesmos problemas físicos!
O nosso corpo nos traz a mensagem: Liberar! Nosso corpo nos diz que o natural é liberar. Nosso corpo nos diz que a saúde perfeita passa pela liberação do lixo, das toxinas, daquilo que já está velho, inútil e não há mais como usar ou reaproveitar! E porque deveria ser diferente em outros aspectos da vida? O fluxo do Universo é o eterno fluir. O fluxo do nosso corpo é um eterno movimento de entradas e saídas. E, no entanto, nos desviamos da nossa natureza quando nos apegamos ou nos agarramos! É preciso liberar. E liberar significa deixar sair, soltar.
Para nosso equilíbrio perfeito é preciso deixar ir velhas emoções, velhos padrões. É preciso deixar ir todos os aspectos que já não servem mais ao Ser! Ao liberar nos colocamos no momento presente, com todas as oportunidades que o momento nos traz! Quando liberamos o velho, nos entregamos ao novo!
Ao liberar, soltamos aquilo a que estávamos nos agarrando. Nos tornamos livres! E a liberação nos leva a idéia da entrega. Não há entrega se não houver desapego e liberação! Entrega também envolve o soltar-se, porém envolve principalmente confiar no processo. Ao “entregar”, nós nos rendemos ao fluxo natural da vida! Saímos do controle e simplesmente nos soltamos! No momento da entrega, permitimos que o Eu Superior atue, trazendo a manifestação da Perfeição! Então, é preciso confiar no Eu Superior, na Divindade interna e acreditar que o Eu Superior não vem para nos castigar ou para nos trazer algo ruim! E há uma crença de que entregar-se é ruim! O que você pensa quando alguém te diz: -“Entregue nas mãos de Deus”!
Normalmente se pensa que a situação já está perdida, o doente não tem mais jeito e vai morrer, assim uma série de medos e pensamentos ruins nos vem á mente! Há que confiar. Confiar na Perfeição inerente ao Ser, e na tendência do Universo (interno e externo) de manifestar sempre o equilíbrio e harmonia! Quando confiamos, não há porque agarrar-se nem mesmo á bens materiais que já não nos servem mais! Porque eles também estarão submetidos ás Leis Universais de fluxo contínuo! E nada nos faltará! Há que modificar (liberar) velhas crenças! Sendo assim, eu os deixo com algumas questões para reflexão:
1. A que você está se agarrando?
2. Já pensou no que aconteceria se você soltasse?
O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colmeia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.Na VIDA DAS ABELHAS temos uma grande lição. Em geral o homem constrói para si, pensa no valor da Propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que "lutou" para adquirir. "Onde estiver nosso coração, ali estarão nossos tesouros". Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade. Essa teia não o deixa alçar vôo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte,quando um simples pensamento como "Para quem vai ficar a minha casa?" é capaz de ... retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.
Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele. A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.
Se queremos ser livres, se queremos parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar em nós um único desejo: o de nos transformar. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. Adquirimos visão mais ampla. O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?
Fonte: Boletim de SINAIS - nº 6 - Figueira
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