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quinta-feira, 17 de março de 2016

terça-feira, 27 de agosto de 2013

SERÁ QUE TENHO UMA DÍVIDA DO PASSADO COM MEU FILHO?

  Meu filho teve uma relação rápida e deste relacionamento nasceu um menino hoje com 10 anos, mas ele não o aceita, e nem convive com a criança. Eu sofro muito com isso. Sou espirita, acredito que nada é por acaso, mas pergunto: será divida de vida passada? Isso não poderia ser amenizado? Qual minha parcela de culpa. Obrigada sempre, se puder me amenizar esta dor
   É exatamente essa necessidade de querer saber uma coisa impossível e que jamais será esclarecida aqui no mundo físico que te adoece, minha filha. É isso, aliás, que tem adoecido muitas pessoas que acreditam no Espiritismo e ficam alimentando "fantasias do passado", sem considerar ou buscar explicações no presente.
   Existem dezenas de explicações para essa relação entre seu filho e seu neto, sem que isso envolva necessariamente reencarnações passadas. Essa mania de interpretar relações sob uma ótica de carmas que foram planejados está levando muita gente a um sofrimento voluntário e distante da realidade. É por essas e outras que tenho dito a muitos espíritas o quanto estão precisando de uma boa terapia, para centrar a mente na vida atual e colocar o pé no chão.
   Informações como a que você está querendo só são fornecidas a pessoas que estejam muito prontas e preparadas para interceder na vida das pessoas que dizemos amar. E um dos itens que mais caracterizam a maturidade para isso é não sofrer com aquilo que é do outro, a ponto de entender que jamais as pessoas que amamos serão como gostaríamos que elas fossem. Além disso, quando queremos explicações sobre o passado, na verdade, estamos querendo saber o que teria gerado essa convivência entre os dois lá trás em outras vidas. E o que acha que isso vai adiantar a você ou a seu filho? O que passou, passou. Se realmente ele faz o que faz por conta do passado e não mudou, então o seu foco deveria ser o seguinte: o que fazer na vida presente para as coisas mudarem, mas nesse caso, não se iluda a respeito de uma coisa, ele tem que querer e decidir por isso. Se ele não quer, minha filha, viva sua vida, ame seu neto e seu filho como são.
     Enquanto se tenta explicar espiritualmente a ligação entre os dois, você assume um papel que não é o seu nesse contexto. Tem muita coisa no presente que explica o que está acontecendo com os dois, mas isso é uma coisa que você precisa descobrir em terapia, porque primeiro vai ter que descobrir muita coisa sobre você. Esteja certa de que o fato de estar sofrendo com isso é um indício muito claro de que necessita fazer uma mudança profunda na sua forma de entender e praticar o amor. De fato, nada acontece por acaso. Isso, porém, não implica dizer que foi planejado ou que tenha relação com vidas passadas.
     Minha palavra de esclarecimento e esperança para você é que esqueça essa expressão “dívida do passado” e procure se informar, por meio de uma ajuda especializada, o que você tem a aprender com tudo isso que está acontecendo. Fazendo isso, todo o quadro vai mudar no seu coração, mesmo que seu filho não mude em nada o que ele é e o que ele faz.

terça-feira, 9 de julho de 2013

texto de autoria de Divaldo Franco publicado no Jornal A Tarde de hoje, 20/06/13, sobre as manifestações estudantis pelo Brasil.

 
   Segue texto de autoria de Divaldo Franco publicado no Jornal A Tarde de hoje, 20/06/13, sobre as manifestações estudantis pelo Brasil.

     "Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas...
     Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores. O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.
     Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.
     A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo. É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição. Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.
      O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas... porém, em ordem e em paz."
Retirado do Facebok - Antonio Carlos Lima postou na página UNIVERSALISMO CRÍSTICO

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

NOSSA PERMANÊNCIA NO PRESENTE




  Hoje a expectativa da humanidade praticamente baseia-se na opinião, de que no futuro possa estar a resposta para eliminar os grandes equívocos em que se envolveu. Que a busca da perfeição, que está sempre no distante além, seja de certa maneira, como pensam alguns – talvez muitos – um fator de crescimento para consciência. Porém se percebermos com mais atenção, essa atitude reserva sempre um estado de ansiedade, privando a mente da realidade, focando-a na permanência de um sonho quase sempre inalcançável. O velho e desgastado refrão “um dia a humanidade será melhor” está arraigado de cor e salteado no subconsciente desses muitos, porque a consciência física está sempre no tempo, compelida pelas leis humanas a associar-se a quadros imaginários.
   Assim, não se consegue conceber o ser humano da atualidade, sem a existência do pensamento no futuro ou com a velha e recordação do passado. Este procedimento lhe confere a razão da própria existência, até porque, consciente ou inconscientemente, esta maneira de ser age como um sedativo que o faz esquecer o incômodo vácuo que habita seu interior e vivendo o amanhã ou rememorando o passado, esquece os problemas do hoje.
   Uma parte – para não dizer quase toda - desta humanidade segue um rumo incerto guiada pelo conhecidíssimo instrumento “piloto-automático”, exemplificado com o caso das centenas e até milhares situações embaraçosas, que são criadas no dia-a-dia pela falta de concentração no presente.
  Evidentemente trata-se de uma condição temporária, pois a supremacia do espírito assumirá as rédeas desta carruagem aparentemente desgovernada. Além da mente física, a sede da realidade suprema, o Eu interior, observa pacientemente que a hora do despertar humano soe. Passado o torpor da latência espiritual, o deslumbramento de novos rumos motiva a consciência a afastar os procedimentos que trazem más conseqüências. Aos poucos vai adquirindo o hábito de vigiar os próprios pensamentos e desejos. Definitivamente abandona o vício da projeção mental do que ainda está por acontecer e perde o costume de sofrer pelo que já não pode mais mudar. Nossa permanência no presente passa a ter uma importância bem mais relevante, quando nos concentramos na atitude do momento, que quase sempre passa despercebida por estarmos executando-as, planejando as futuras.
   Viver o momento atual, como já diz a própria palavra, significa sentirmos a consciência presente. Um modo simples de sabermos se estamos no presente ou não, é perceber ritmos do sistema autônomo do corpo, tais como: movimento da respiração ou o batimento cardíaco, esse procedimento, nos torna mais integrados com a vida que pulsa ininterruptamente em nós – aliás, constantemente esquecida num canto qualquer de nosso subconsciente. Dentro de cada consciência habita o Universo, um mundo palpitante que silenciosamente dirige seus próprios ciclos, impulsionando a vida rumo a evolução. Sentir esse Universo é fazer parte do eterno mistério da Criação, é viver de acordo com as leis da Natureza, é estar em paz consigo mesmo e com os outros. Tudo isso implica em inteligência, uma visão de si mesmo e não um estado autômato de ser, uma disposição de determinar os passos por si mesmo sem que a vida voltada para as coisa externas possa interferir ou impor sua disposição através do ego humano.
   A Consciência é bem mais do que os pequenos propósitos mundanos, é um estado de Graça permeado pela vida, é sentir-se vivo no exato momento, não na ilusão do futuro ou no já suplantado passado, é o Ser mais profundo, mais verdadeiro e eterno, mergulhado nas sombras das experiências de uma reencarnação.
   Assim, portanto, nossa permanência no presente é um convite para que possamos ir ao encontro de nossa própria e real identidade, trabalho imprescindível na etapa atual em que vive a humanidade.
EFRAIM – Uma consciência intraterrena de DAVHANA- Jureia-Itatins
Canal: José R. Gomes